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Edição de 31-05-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Saúde


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UMA QUESTÃO DE SAÚDE
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Mas afinal, o que faz um médico de família?

No passado dia 19 de maio assinalou-se o Dia Mundial do Médico de Família, uma data que relembra a importância destes profissionais na vida das pessoas e das comunidades.

Neste contexto, trazemos este mês uma pequena reflexão sobre o que é ser Médico de Família e, particularmente, como é desenvolver esse trabalho em dois locais distintos: Portugal e Irlanda.

Em Portugal, a Medicina Geral e Familiar é reconhecida como especialidade desde 1990. Para obter o grau de especialista, um médico tem de completar quatro anos de formação específica após o curso de Medicina e um ano de internato geral. Atualmente, estima-se que existam cerca de 5600 médicos de família em exercício no setor público, embora entre 1,5 e 1,6 milhões de utentes continuem sem médico de família atribuído.

O médico de família é, idealmente, o primeiro contacto dos cidadãos com o sistema de saúde. Acompanha pessoas desde o nascimento até ao final da vida, conhecendo não apenas a sua realidade clínica, mas também o contexto familiar, social e emocional.

A Medicina Geral e Familiar foca-se na promoção da saúde, prevenção da doença, gestão de doenças crónicas e orientação dos utentes para outros níveis de cuidados quando necessário. Faz parte do dia a dia do médico de família o acompanhamento de crianças, grávidas e idosos, consultas de planeamento familiar, saúde mental, doença aguda e doenças crónicas como diabetes ou hipertensão. Além das consultas presenciais, existe também uma grande componente de trabalho não presencial, incluindo renovação de medicação, análise de exames, relatórios e contactos telefónicos.

Além da componente clínica e humana, os médicos de família realizam também vários procedimentos técnicos nos cuidados de saúde primários, como citologias cervico-vaginais (Papanicolau), colocação e remoção de implantes contracetivos e dispositivos intrauterinos (DIU), tratamentos de feridas, suturas e pequenas cirurgias.

Na Irlanda, a realidade apresenta algumas semelhanças, mas também diferenças importantes. Tal como em Portugal, o médico de família — GP (General Practitioner) — é geralmente o primeiro contacto dos utentes com o sistema de saúde. A formação específica é coordenada pelo Irish College of General Practitioners (ICGP) e tem duração de quatro anos.

Os cuidados de saúde primários têm um papel central no

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leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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*Telma Lopes - Médica Especialista de Medicina Geral e Familiar, USF - Unidade de Saúde Familiar da Anémona - Matosinhos

*Catarina Rebelo - Médica de Família em Dublin (República da Irlanda)

 

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