|
UMA QUESTÃO DE SAÚDE
Mas afinal, o que faz um médico de família?
No passado dia 19 de maio assinalou-se o Dia Mundial do Médico de Família, uma data que relembra a importância destes profissionais na vida das pessoas e das comunidades.
Neste contexto, trazemos este mês uma pequena reflexão sobre o que é ser Médico de Família e, particularmente, como é desenvolver esse trabalho em dois locais distintos: Portugal e Irlanda.
Em Portugal, a Medicina Geral e Familiar é reconhecida como especialidade desde 1990. Para obter o grau de especialista, um médico tem de completar quatro anos de formação específica após o curso de Medicina e um ano de internato geral. Atualmente, estima-se que existam cerca de 5600 médicos de família em exercício no setor público, embora entre 1,5 e 1,6 milhões de utentes continuem sem médico de família atribuído.
O médico de família é, idealmente, o primeiro contacto dos cidadãos com o sistema de saúde. Acompanha pessoas desde o nascimento até ao final da vida, conhecendo não apenas a sua realidade clínica, mas também o contexto familiar, social e emocional.
A Medicina Geral e Familiar foca-se na promoção da saúde, prevenção da doença, gestão de doenças crónicas e orientação dos utentes para outros níveis de cuidados quando necessário. Faz parte do dia a dia do médico de família o acompanhamento de crianças, grávidas e idosos, consultas de planeamento familiar, saúde mental, doença aguda e doenças crónicas como diabetes ou hipertensão. Além das consultas presenciais, existe também uma grande componente de trabalho não presencial, incluindo renovação de medicação, análise de exames, relatórios e contactos telefónicos.
Além da componente clínica e humana, os médicos de família realizam também vários procedimentos técnicos nos cuidados de saúde primários, como citologias cervico-vaginais (Papanicolau), colocação e remoção de implantes contracetivos e dispositivos intrauterinos (DIU), tratamentos de feridas, suturas e pequenas cirurgias.
Na Irlanda, a realidade apresenta algumas semelhanças, mas também diferenças importantes. Tal como em Portugal, o médico de família — GP (General Practitioner) — é geralmente o primeiro contacto dos utentes com o sistema de saúde. A formação específica é coordenada pelo Irish College of General Practitioners (ICGP) e tem duração de quatro anos.
Os cuidados de saúde primários têm um papel central no
(...)
leia este artigo na íntegra na edição impressa.
Nota: Desde há algum tempo que o jornal "A Voz de Ermesinde" permite aos seus leitores a opção pela edição digital do jornal. Trata-se de uma opção bastante mais acessível, 6,50 euros por ano, o que dá direito a receber, pontualmente, via e-mail a edição completa (igual à edição impressa, página a página, e diferente do jornal online) em formato PDF. Se esta for a sua escolha, efetue o pagamento (de acordo com as mesmas orientações existentes na assinatura do jornal impresso) e envie para o nosso endereço eletrónico ([email protected]) o nome, o NIF e o seu endereço eletrónico para lhe serem enviadas ao longo do ano, por e-mail, as 12 edições do jornal em PDF.
Mas se preferir a edição em papel receba comodamente o Jornal em sua casa pelo período de 1 ano (12 números) pela quantia de 13,00 euros.
Em ambos os casos o NIB para a transferência é o seguinte: 0036 0090 99100069476 62
Posteriormente deverá enviar para o nosso endereço eletrónico ([email protected]) o comprovativo de pagamento, o seu nome, a sua morada e o NIF.
*Telma Lopes - Médica Especialista de Medicina Geral e Familiar, USF - Unidade de Saúde Familiar da Anémona - Matosinhos
*Catarina Rebelo - Médica de Família em Dublin (República da Irlanda)
|