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Ciclo de Concertos de Páscoa percorreu igrejas do concelho
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| 1- O CONCERTO NA IGREJA MATRIZ DE ALFENA PROTAGONIZADO PELO ORFEÃO DA AACE |
O Ciclo de Concertos de Páscoa 2026, promovido no concelho de Valongo, teve o seu primeiro momento alto no passado dia 1 de abril, pelas 21h30, na Santuário de Santa Rita, em Ermesinde, onde a música sacra se afirmou como expressão maior de espiritualidade, cultura e comunhão.
Com a igreja completamente cheia, o concerto reuniu centenas de pessoas num ambiente de recolhimento e contemplação, contando ainda com a presença de diversas entidades, entre as quais a vice-presidente da Câmara Municipal de Valongo, o presidente da Assembleia Municipal, o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde e o Reitor do Santuário, sublinhando a importância institucional e simbólica desta iniciativa.
MÚSICA COMO LINGUAGEM UNIVERSAL DA PÁSCOA
Integrado num programa mais vasto que percorreu várias igrejas do concelho, este ciclo procurou assinalar o tempo pascal como um período de reflexão, esperança e renovação. A música, entendida como linguagem universal, assumiu-se como elemento agregador, capaz de tocar o espírito e de criar momentos de introspeção e partilha.
Num território marcado por uma forte ligação à cultura e às tradições, a abertura das igrejas à realização de concertos revelou-se, uma vez mais, uma forma de valorizar o património, promover o talento local e aproximar a comunidade de espaços carregados de história e significado.
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| 2- NA IGREJA MATRIZ DE VALONGO O CONCERTO FOI LEVADO A CABO PELA BANDA MUSICAL DE SÃO MARTINHO |
UM PROGRAMA DE GRANDE INTENSIDADE ESPIRITUAL
O concerto inaugural esteve a cargo da associação Chorum Dei Laetitia, sob direção do maestro Carlos Tavares, formação criada em 2015 e atualmente composta por 26 vozes e 10 músicos, dedicada à interpretação de repertório sacro e litúrgico.
O programa dividiu-se em duas partes de grande densidade artística e espiritual.
Na primeira, foi interpretado o Stabat Mater, de Josef Gabriel Rheinberger, obra composta em 1884 e marcada por uma profunda carga emocional. Escrita para coro misto, órgão e quinteto de cordas, esta peça percorre o sofrimento de Maria junto à cruz, evoluindo progressivamente para uma atmosfera de esperança e redenção.
A segunda parte apresentou o Requiem em ré menor, de Joseph Martin Kraus, obra composta em 1775, quando o autor tinha apenas 19 anos. De carácter intenso e dramático, distingue-se pela riqueza das cores instrumentais e pela profundidade expressiva, envolvendo coro, solistas e orquestra.
Com uma duração aproximada de 60 minutos, o concerto revelou-se um momento de elevada qualidade artística, amplamente aplaudido pelo público presente.
CONCERTOS EM VALONGO E ALFENA
O ciclo prosseguiu no dia 11 de abril, na Igreja Matriz de Valongo, com a participação da Banda Musical de São Martinho, que apresentou um programa diversificado, incluindo ensemble de guitarras, orquestra de violinos e banda, com obras de compositores como Bach, Vivaldi, Handel, Elgar e Rossini. O concerto destacou também jovens solistas, evidenciando o trabalho pedagógico desenvolvido no concelho. O presidente da Câmara esteve presente.
Já no dia 12 de abril, na Igreja Matriz de Alfena, teve lugar o concerto “Aleluia! Sons da Vida”, protagonizado pelo Orfeão da Associação Académica e Cultural de Ermesinde e pela Banda de São Vicente de Alfena. Sob direção musical de Sérgio Sousa Martins, o programa integrou obras de Mozart, Bach, Bizet e Franck, entre outros, numa celebração vibrante da ressurreição e da vida.
CULTURA, PATRIMÓNIO E IDENTIDADE
Este Ciclo de Concertos de Páscoa, organizado pela Câmara Municipal, com o apoio das entidades religiosas envolvidas, afirmou-se, assim, como uma iniciativa de grande relevância cultural e comunitária, reforçando a identidade do concelho de Valongo enquanto território que preserva as suas tradições e valoriza o seu património.
Ao conjugar música, fé e participação cívica, estes concertos proporcionaram momentos de encontro e inspiração, recordando que, mesmo em tempos desafiantes, a arte continua a ser um dos mais poderosos instrumentos de união e elevação humana.
Num tempo em que a Páscoa convida à reflexão sobre o essencial, a música voltou a cumprir o seu papel: o de criar harmonia entre as pessoas e de recordar que existe sempre um ponto comum que nos une.
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