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Edição de 30-06-2026
Jornal Online

SECÇÃO: História


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REFLEXÕES SOBRE ERMESINDE (13)

“Ermosindi”, “Hermisende ”, “Ermesende ”, “Ermezinde”, “Ermesinde” (parte 7)

Felizmente este estado anarquia na Península Hispânica durou poucos anos. Com o rei suevo Hermerico, estes pacificaram-se e sedentarizavam-se no local escolhido, com um clima algo parecido com o local de onde provinham, norte de Portugal e Galiza, assim como os Vândalos Asdingos. Lá estes receberam terras dos romanos, como federados, na Galécia (a noroeste). No ano de 411, Alanos, Vândalos Silingos, Vândalos Asdingos e Suevos concordaram em uma divisão das províncias hispânicas que haviam invadido alguns anos antes e em virtude da qual Asdingos e Suevos tinham que compartilhar a menor delas: Gallaecia. As quatro cidades tentaram chegar a um acordo com o Império que legitimasse, de alguma forma, sua ocupação, algo que apenas os Asdingos e Suevos conseguiram ser reconhecidos como federados. Em 411, Bracara Augusta torna-se a capital do povo Suevo.

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Vândalos Asdingos, que tinham recebido terras na Galécia (provavelmente na zona mais montanhosa do interior), atacam os suevos (que viviam nos montes Nerbasios, na região de Orense)1. Esta agressão serve de pretexto ao comes Hispaniarum Astério2, e ao vicarus Maurocelo3 para atacarem os Asdingos. É muito provável que, após o fim da Guerra Gótica, este Maurocellus tenha recebido o cargo de vigário na Hispânia em 418. Depois de um período caótico em que a autoridade imperial desapareceu em Espanha, os Godos da Aquitânia restauraram, entre 416 e 418, o poder romano. Nas quatro províncias mais importantes da diocese da Hispânia, a estrutura de governo romana foi restabelecida e o exército e os funcionários regressaram.

Em 416, o Império conseguiu recuperar da grave crise que havia experimentado nos dez anos anteriores e obrigou os Visigodos a recuperar a Bética e a Lusitânia em seu nome como condição de paz com eles. Os Vândalos Asdingos, por sua vez, também intervieram na guerra como aliados de Roma e reconquistaram a região Chartaginensis. Após as derrotas, dos Silingos e Alanos, os sobreviventes fugiram para o norte e se juntaram aos Asdingos cujo rei adotou o título de Rex Vandalorum et Alanorum e que, com essas adições, viram sua população e poder militar aumentar consideravelmente, com o usurpador Máximo de Hispânia, que estava entre eles. No entanto, eles não puderam impedi-los de fugir para a Bética e tomar o controlo da província.

O início da guerra foi consequência de dois elementos: por um lado, o aumento da população e do poder dos Asdingos que tornaram pequeno o território onde se instalaram; por outro, a presença entre eles do usurpador Máximo de Hispânia que havia governado como imperador alternativo em Tarraconense entre 409 e 412 e que, após sua deposição, refugiou-se entre os invasores estabelecidos na Gallaecia. Em determinado momento durante a segunda metade de 419, Máximo proclamou-se imperador novamente. Ele teve o apoio dos Vândalos que repetiram a estratégia que os Visigodos haviam seguido com Prisco Átalo consistindo em levantar um imperador fantoche que daria uma aparência de legitimidade às suas ações.

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Em 427, morre o rei dos Vândalos Asdingos, Gunderico, rei dos Asdingos, após ter sido derrotados pelos suevos e pelos romanos, foge com o seu exército para a Bética, onde se tornou rei dos Vândalos silingos e dos Alanos, enquanto o seu reino na Galécia foi incorporado ao reino suevo de Hermerico. Idácio de Chaves, na sua crónica, não diz qual foi o destino dado à população do reino asdingo, se conseguiu fugir para a Bética ou foi, como era costume na época, escravizada e incorporada no reino suevo.

A partir de 430 é a consolidação do reino suevo na Península, com o seu líder, o rei Hermerico. Quase todo o sistema hispano-romano ruiu, com os excessos na cobrança de impostos pelo sistema do império. Estes bárbaros dedicaram-se a

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Por: Carlos Marques

 

 

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