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Edição de 30-04-2026
Jornal Online

SECÇÃO: História


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REFLEXÕES SOBRE ERMESINDE (11)

“Ermosindi”, “Hermisende ”, “Ermesende ”, “Ermezinde”, “Ermesinde” (parte 6)

(Continuação do anterior)

Era minha intenção transmitir-vos o caminho do povo Suevo até à sua sedentarização definitiva na Península Ibérica, mais propriamente no Norte de Portugal e na Galiza. E em particular o seu estabelecimento nesta região da Terras da Maia, e na qual Ermesinde fez parte durante séculos.

Mas, assim não vai ser, pois a redação e a direção deste jornal, comunicou-me através de um e-mail, de que os leitores achavam que não estava a desenvolver “conteúdos diretamente relacionados com a história de Ermesinde”. Efetivamente, nesse período, de a. C. até ao momento que se estabelecem passam cerca de 500 anos, para além de ser um período obscuro da história europeia. O que implicaria tentar desvendar o que passou esse povo.

Assim sendo, vamos avançar até ao ano de 408, quando entram na Península Ibérica.

Volto a relembrar que esta história tem a finalidade de encontrar a etimologia da palavra “Ermosindi”, palavra mais antiga conhecida que retrata esta região, a sua origem e a génese das suas gentes colonizadoras.

Os Suevos e Ermesinde

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Retomando a história dos Suevos, 500 anos depois, pois tinha ficado no século I a. C.. Portanto, sete séculos antes de Portugal declarar a sua independência, um povo ao qual os Romanos chamavam bárbaro, porque não falava a sua língua.

Nesta época a Península Ibérica era tida como uma província Romana muito rica, para além de terra muito fértil, e com muitos recursos (ouro e prata).

Acossados pelos Hunos, os povos que se encontravam para lá do rio Reno, viram-se forçados a atravessar o rio e entrar na Gália, estima-se que pelo ano de 406. Por estudos vários, calcularam-se que seriam no total entre 130.000 e 200.000 pessoas. Como, os suevos seriam o povo mais numeroso (cerca de 45.000 a 80.000), liderou outros povos que se viram na mesma necessidade de deslocação, como os Vândalos (30.000 a 65.000), e os Alanos (menos numerosos, de 20.000 a 35.000).

Temos que levar em conta que estimou-se que a população da Galécia (Galiza e Norte de Portugal) seria habitada por cerca de 700.000 pessoas (segundo Jean-Pierre Leguay).

Enquanto Vândalos silingos se instalaram na Bética, os Alanos se instalaram na Lusitânia e Cartaginense. Os Suevos escolheram a Galécia, pois era húmida como a terra que deixaram, dotada de condições climáticas e de perspetivas agrícolas análogas às das terras germânicas austrais de onde provinham.

Sendo do nosso interesse o povo Suevo, é dele que vamos falar. Com um rei eleito, Hermerico (409-438), tiveram de defrontar os povos locais, até ao estabelecimento de acordos de paz celebrados com o auxílio do bispo bracarense Balcónio.

Sendo desta época, e que deixaram testemunho destes acontecimentos, foram Idácio1, nas suas Crónicas, Isidoro de Sevilha2, na sua obra “Historia de regibus Gothorum, Vandalorum et Suevorum”, uma história dos reis góticos, vândalos e suevos, e ainda Orósio3, na sua obra Geografia, que cita os Suevos entre os povos que atravessaram o Reno em 406, a par dos outros.

Desde a antiguidade, leia-se desde o tempo dos Celtas, que se miscigenaram com os povos nativos, os Iberos, viviam em povoados pequenos, essencialmente em locais mais elevados, e que se chamavam, os castros4.

Na sua Crónica. Hidácio de Chaves documenta que a

(...)

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Por: Carlos Marques

 

 

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