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Edição de 31-03-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Local


NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE

Contas de 2025 representam o regresso aos resultados positivos

Fotos MIGUEL BARROS
Fotos MIGUEL BARROS
As contas do Centro Social de Ermesinde (CSE) voltaram a ter resultados positivos. Esta é a principal nota a salientar da Assembleia Geral (AG) que a instituição levou a cabo na noite de 27 de março passado, altura em que esteve em discussão e votação o Relatório e Contas do Exercício de 2025. Como podia ser lido no documento apresentado aos associados, as contas do ano passado representam um regresso à situação de equilíbrio financeiro/saldo orçamental positivo que normalmente marca a gestão do Centro, com exceção dos anos de 2023 e 2024, em que por força dos efeitos da pandemia as contas foram negativas.

Após ter sido lido e aprovada por unanimidade a ata da sessão anterior, o presidente da AG do Centro, Abílio Vilas Boas, deu a palavra ao presidente da direção da instituição, Henrique Queirós Rodrigues, que começaria precisamente por salientar que foi possível evoluir de um resultado negativo de cerca de 144.000 euros em 2024 para um resultado positivo de cerca de 213.000 euros em 2025. Perante estes números positivos, o dirigente frisaria que a execução de 2025 correspondia ao que se contava aquando da aprovação do Orçamento para 2026, quando na altura se apontava para um saldo provável positivo de cerca de 96.000 euros. «A execução orçamental de 2025 vem de alguma forma consagrar a viabilidade desses cálculos», disse o presidente da direção, acrescentando que as expectativas então apresentadas foram até reforçadas relativamente à execução orçamental aprovada em novembro último. Recordando posteriormente que o plano de gestão das IPSS’s é muito marcado pelas relações com a Segurança Social (SS) o cenário que se apresenta para 2026 é propício a que o CSE consiga manter este ritmo de execução financeira.

Na continuidade desta análise, Henrique Queirós Rodrigues disse que se espera que pelo menos as respostas sociais mais significativas sob o ponto de vista financeiro, como é o caso do Lar de S. Lourenço, tenham um aumento das comparticipações da SS para este ano de cerca de 10%, o que na sua visão dará algum conforto relativamente à manutenção dos níveis de execução que o Centro teve no ano passado.

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Deu nota ainda que não decorre apenas de fatores externos o facto de o CSE ter apresentado este nível de recuperação orçamental que as contas de 2025 acabam por consagrar. Isso também foi possível porque foram tomadas algumas medidas internas no sentido de reduzir a despesa, mais concretamente e porque é nas palavras do dirigente o aspeto mais significativo, a rubrica dos géneros alimentares, que baixaram cerca de 120.000 euros de 2024 para 2025. Tal redução não se traduziu na diminuição das refeições servidas a trabalhadores e a utentes, antes colhe os efeitos da unificação da gestão dos refeitórios. Por outro lado, também se verificou uma recuperação no nível de reembolso pago pelas candidaturas no âmbito do Centro de Formação, que foram causa de constrangimentos de tesouraria no fim do ano passado, mas que adquiriram no entretanto um proveito, nível de execução e de pagamento de reembolso por parte das entidades financiadoras que tem melhorado a situação de tesouraria na instituição.

Houve ainda uma amortização dos empréstimos bancários, tendo o montante de juros referentes a esses empréstimos baixado de cerca de 35.000 euros para cerca de 16.000 euros. A este propósito, o dirigente disse ainda que existe a perspetiva de até final deste ano o principal empréstimo bancário que tem moderado as contas da instituição, e que é referente à Linha de Apoio ao Setor Social na sequência da Covid 19, ser integralmente amortizado. Apontou também para que no próximo mês de abril seja paga a última prestação do preço do conjunto das três casas do Largo da Feira que o CSE adquiriu há dois anos e que permitirá pensar numa nova candidatura para respostas sociais no âmbito do envelhecimento ativo.

Salientou mais adiante que em 2025 manteve-se um constrangimento que já vinha do ano anterior e que se prendia com a diminuição da procura da resposta Jardim de Infância (JI). Tal cenário não se prende com as condições do equipamento, que foi alvo de profunda requalificação há dois anos, mas sim pela concorrência desleal feita ao setor solidário pela resposta pública da Educação Pré-Escolar, que é gratuita, não tendo o Governo cumprido a promessa de gratuitidade universal desta resposta e correspondente pagamento integral dos custos pelo Estado. Enquanto não forem definidas as condições de gratuitidade desta resposta, a direção do CSE decidiu converter uma sala afeta ao JI para a resposta social Creche, para 16 utentes, o que tem correspondido a uma procura efetiva e valorizado a capacidade desta resposta por parte das IPSS’s, conforme referiu Henrique Queirós Rodrigues.

Uma última nota destacada pelo dirigente e que na sua voz também ajudou a melhorar a execução orçamental do Centro, prende-se com o reforço da cooperação com o Município de Valongo, que se verifica fundamentalmente em duas respostas, no SAAS (Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social) e na ESOV (Escola de Segunda Oportunidade de Valongo), em que houve reforço da participação financeira com algum significado por parte do Município.

Após a leitura do parecer favorável por parte do Conselho Fiscal ao documento em análise, o mesmo foi colocado à votação dos associados, tendo sido aprovado por unanimidade.

Por: MB

 

 

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