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Edição de 30-09-2026
Jornal Online

SECÇÃO: História


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REFLEXÕES SOBRE ERMESINDE (15)

Vestígios dos suevos na Galiza e Portugal

O reino suevo foi um dos primeiros reinos, senão o primeiro, pós-romanos estáveis da Europa Ocidental. A sua capital em Braga tornou-se um importante centro religioso e político.

430–438 — Expansão de Hermerico e Requila

Requila

expande o reino para sul:

Conquistas:

• Mérida;

• Sevilha;

• partes da Bética.

Os suevos atingem o auge territorial.

448–456 — Requiário

Requiário

Factos importantes:

• primeiro rei germânico católico conhecido;

• cunha moeda própria;

• reforça autonomia do reino.

Mas entra em conflito com os visigodos.

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Os suevos deixaram marcas sobretudo no noroeste da Península Ibérica — a antiga Galécia, que abrangia a atual Galiza e o norte de Portugal. Embora o Reino Suevo tenha durado apenas entre os séculos V e VI, os seus vestígios ainda são visíveis na toponímia, na língua, na organização territorial e até em elementos rurais tradicionais.

Vamos então falar sobre os seguintes assuntos:

1. Topónimos e nomes de lugares

2. Vestígios linguísticos

3. Organização territorial e paroquial

4. Cultura rural e arquitetura tradicional

5. Arqueologia e numismática

6. Influência histórica

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Quanto ao primeiro tópico podemos dizer o seguinte:

Este é provavelmente o legado mais evidente.

Muitos nomes de terras no Minho e na Galiza derivam de nomes pessoais germânicos suevos. Alguns exemplos nas proximidades:

• Gondomar ← de Gundemari

• Baltar ← de Baltarii

• Sandiães ← de Sindila

• Lugares chamados “Sá”, “Saa” ou “Sas” derivam do germânico sal (“casa”, “solar”).

Na Galiza há uma enorme concentração de topónimos terminados em “-ulfe” ou “-ufe”, ligados ao germânico wulf (“lobo”).

Antroponímia: nomes germânicos que sobreviveram séculos

Durante toda a Idade Média galaico-portuguesa aparecem nomes de origem sueva/germânica:

(...)

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Por: Carlos Marques

 

 

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