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REFLEXÕES SOBRE ERMESINDE (15)
Vestígios dos suevos na Galiza e Portugal
O reino suevo foi um dos primeiros reinos, senão o primeiro, pós-romanos estáveis da Europa Ocidental. A sua capital em Braga tornou-se um importante centro religioso e político.
430–438 — Expansão de Hermerico e Requila
Requila
expande o reino para sul:
Conquistas:
• Mérida;
• Sevilha;
• partes da Bética.
Os suevos atingem o auge territorial.
448–456 — Requiário
Requiário
Factos importantes:
• primeiro rei germânico católico conhecido;
• cunha moeda própria;
• reforça autonomia do reino.
Mas entra em conflito com os visigodos.
Os suevos deixaram marcas sobretudo no noroeste da Península Ibérica — a antiga Galécia, que abrangia a atual Galiza e o norte de Portugal. Embora o Reino Suevo tenha durado apenas entre os séculos V e VI, os seus vestígios ainda são visíveis na toponímia, na língua, na organização territorial e até em elementos rurais tradicionais.
Vamos então falar sobre os seguintes assuntos:
1. Topónimos e nomes de lugares
2. Vestígios linguísticos
3. Organização territorial e paroquial
4. Cultura rural e arquitetura tradicional
5. Arqueologia e numismática
6. Influência histórica
Quanto ao primeiro tópico podemos dizer o seguinte:
Este é provavelmente o legado mais evidente.
Muitos nomes de terras no Minho e na Galiza derivam de nomes pessoais germânicos suevos. Alguns exemplos nas proximidades:
• Gondomar ← de Gundemari
• Baltar ← de Baltarii
• Sandiães ← de Sindila
• Lugares chamados “Sá”, “Saa” ou “Sas” derivam do germânico sal (“casa”, “solar”).
Na Galiza há uma enorme concentração de topónimos terminados em “-ulfe” ou “-ufe”, ligados ao germânico wulf (“lobo”).
Antroponímia: nomes germânicos que sobreviveram séculos
Durante toda a Idade Média galaico-portuguesa aparecem nomes de origem sueva/germânica:
(...)
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Por:
Carlos Marques
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