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Edição de 30-09-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Local


Sensatez e atenção são conselhos que se impõem num mês de regresso às aulas e de subida de temperaturas

Foto BVE
Foto BVE
Com as temperaturas a escalarem por estes dias, impera a sensatez em cada cidadão de evitar comportamentos de risco que podem dar aso a males maiores que nos coloquem a todos em perigo. Sensatez é, pois, um dos conselhos dados pelo comandante Emanuel Santos no decorrer da nossa habitual retrospetiva da atividade operacional dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (BVE). De forma mais específica, o comandante apela a que todos sejamos sensatos na utilização de fogos junto a áreas periurbanas, áreas que tenham pequenos terrenos rurais, como é o caso da nossa cidade. «É de evitar foguear ou fumar perto desses locais, porque sabemos que com a temperatura que temos, aliada à falta de humidade, à falta de água, à falta de reposição de humidade durante a noite, tudo isto torna os combustíveis muito disponíveis para arder. Um pequeno fogacho provoca logo um grande incêndio», alerta Emanuel Santos.

Setembro marca também o início da escola, além de que nas próximas semanas se irá começar a sentir diferença ao nível da luz natural, e nesse sentido o comandante dos BVE aconselha a que os automobilistas circulem com velocidade mais reduzida junto das escolas. Por outro lado, que os alunos tentem andar sempre identificados com refletores ou com cores mais claras que permitem ser identificados pelos condutores dos veículos que circulam nas estradas. E por falar em estradas, Emanuel Santos pede ainda cuidados redobrados aos peões na hora de atravessar as passadeiras, pois, «o código da estrada também se aplica aos peões» e para atravessar uma passadeira há que parar primeiro e olhar depois para ambos os lados antes de dar o passo em frente.

Olhando agora para os números da atividade operacional dos BVE ao longo dos cerca de últimos 30 dias, mais precisamente no período compreendido entre os dias 26 de agosto e 24 de setembro, há a registar intervenções num incêndio urbano, em quatro incêndios em transportes, em 14 incêndios rurais e em três incêndios semiurbanos. Isto no que toca a incêndios, claro. Os BVE ocorreram ainda a três atropelamentos, a 10 acidentes de viação e a uma queda de árvore, sendo que esta última ocorrência se registou junto à Escola de Sampaio. 593 foi o número de serviços de Emergência Pré-Hospitalar realizados neste período temporal. Registaram-se ainda seis intervenções de apoio à população, sendo que neste ponto concreto o comandante explica que este tipo de ações se baseia muito em ajudar idosos a levantarem-se dentro das próprias casas, tendo em conta que caem e não têm retaguarda familiar para os ajudar a levantar e a colocá-los ou na cama ou numa cadeira. Nestes últimos cerca de 30 dias de atividade operacional, os BVE intervieram ainda em oito aberturas de porta com socorro, sendo que sete delas houve mesmo a necessidade de transportar os acidentados (para o hospital). E aqui têm aumentado o número de ocorrências, nas palavras do comandante, já que neste tipo de episódios os visados são pessoas acima dos 55/60 anos que moram sozinhos e não têm a tal retaguarda familiar que os possa ajudar. A este propósito, Emanuel Santos aproveita para dar outro conselho à população: «mantenham a atenção aos vizinhos que moram sozinhos. Vejam se estão bem ou não, e mesmo aquela pessoa de mais idade que vemos sempre na rua ou no café se não o virmos durante alguns dias, devemos tentar saber o que se está passar com ela». Para concluir os números da atividade operacional dos nossos bombeiros, há ainda a referir que foram realizadas 1900 horas de serviços, percorridos 30.500 quilómetros, despendidas 2600 horas de piquete e 100 horas de formação.

 

 

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