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Edição de 30-09-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


Encerramento das celebrações do 1.º Centenário do Agrupamento 7 dos Escuteiros de Ermesinde

A cerimónia reuniu, no segundo fim de semana de setembro, atuais escuteiros, antigos escuteiros, famílias, dirigentes e representantes dos vários órgãos autárquicos.

Fotos NUNO MESSIAS
Fotos NUNO MESSIAS
No passado dia 12 de setembro, realizou-se a cerimónia de encerramento das comemorações do 1.º Centenário do Agrupamento 7 do Corpo Nacional de Escutas de Ermesinde, num dia de celebração aberto à comunidade e marcado pela memória de cem anos de escutismo na cidade.

Como foi salientado nas diversas intervenções, celebrar um século de Escutismo é evocar uma história construída por sucessivas gerações, feita de amizades, aventuras, serviço, aprendizagem e memórias. Um legado que os atuais escuteiros, dos lobitos aos caminheiros, são chamados a continuar, com os olhos postos no segundo centenário.

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As celebrações tiveram início, às 19 horas, com a Eucaristia na Igreja Matriz de Ermesinde, presidida pelo pároco e assistente do Agrupamento 7, padre Domingos Areais, e com a presença do diácono Arnaldo Azevedo, com a participação do Coro da Missa das 19 horas. Estiveram presentes numerosos escuteiros e dirigentes do Agrupamento, incluindo a chefe Mónica Couto, representantes de outros agrupamentos, nomeadamente dos Escuteiros de Campo, e dirigentes regionais e nacionais do CNE.

A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal de Valongo, do presidente da Câmara Municipal de Valongo e do presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, entre outras entidades e convidados.

Na homilia, o padre Domingos Areais centrou a sua reflexão no perdão sem limites, a partir do Evangelho e da conhecida passagem em que Jesus exorta a perdoar «até setenta vezes sete». Sublinhou que, se este princípio fosse verdadeiramente seguido, muitos dos ódios e conflitos que continuam a marcar o mundo poderiam ser evitados. O perdão, acrescentou, começa em cada pessoa e dá sentido à oração do Pai-Nosso que tantas vezes repetimos.

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Após a Eucaristia, teve lugar, no Jardim frente à Igreja Matriz, a inauguração do Monumento Comemorativo do Centenário.

A peça, executada em lousa, rocha identitária do Município de Valongo, apresenta uma placa alusiva à efeméride com a seguinte inscrição:

«100 / 1926-2026 / ERMESINDE / 100 Anos, / sempre alerta para servir / «Procurai deixar o mundo um pouco melhor / do que o encontraste» / Robert Baden-Powell»

Nas intervenções que se seguiram, os dirigentes escutistas agradeceram ao Município de Valongo a concretização do monumento, enquanto o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde destacou a importância de uma instituição que atingiu um século de existência, sublinhando que são poucas as associações centenárias da cidade.

Salientou ainda o papel do Escutismo como escola de formação dos jovens, contribuindo para a aquisição de valores como o respeito pela natureza, o espírito de grupo, a responsabilidade e o serviço à comunidade.

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Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Valongo sublinhou que o monumento é mais do que uma simples placa: a própria rocha simboliza os valores do Escutismo e presta homenagem a todos quantos, ao longo de cem anos, contribuíram para a história do Agrupamento e para a comunidade.

Num tempo marcado pela crescente virtualização das relações humanas, apontou como desafio para o futuro a preservação da proximidade humana, do espírito de equipa, da entreajuda e da capacidade de trabalhar em conjunto por causas comuns – valores que considerou essenciais no Escutismo.

As celebrações prosseguiram na sede do Agrupamento, onde os Escuteiros de Ermesinde ofereceram um lanche aos convidados, antes do momento final das comemorações: o tradicional Fogo de Conselho, realizado no anfiteatro ao ar livre do Parque Urbano de Ermesinde, a partir das 22 horas.

O encontro reuniu os atuais escuteiros do Agrupamento, antigos escuteiros, famílias, amigos e numerosos elementos da comunidade ermesindense, proporcionando um ambiente de convívio, partilha e celebração.

Estiveram também presentes os párocos de Ermesinde e de Campo, o presidente da Assembleia Municipal de Valongo, a vice-presidente da Câmara Municipal, bem como a secretária e tesoureira do Executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde.

Com este encontro encerrou-se a evocação do 1.º Centenário do Agrupamento 7 do Corpo Nacional de Escutas de Ermesinde, um dos agrupamentos mais antigos do país. Um século depois da sua fundação, permanecem vivos os valores que orientaram sucessivas gerações de escuteiros – serviço, solidariedade, amizade, responsabilidade, espírito de equipa e compromisso com a comunidade –, valores que, por certo, o Agrupamento pretende continuar a viver e transmitir ao longo dos próximos cem anos.

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