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5ª EDIÇÃO DO ENTRELINHAS – FESTA DO FERROVIÁRIO
Vasto programa cultural destacou uma exposição especial para o nosso jornal
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Além dos debates em torno do futuro da mobilidade na nossa região, também a música e a gastronomia fizeram parte do cartaz da 5.ª edição do Entrelinhas – Festa do Ferroviário. Do cartaz musical fizeram parte Samuel Úria, Táxi, Ordenado Mínimo e Miss Jones. De referir que o certame deste ano cruzou agulhas com a Feira do Livro do Concelho de Valongo, que na mesma altura decorreu no Parque Urbano de Ermesinde, conforme damos também conta no presente número do jornal. A Voz de Ermesinde que esteve, aliás, em destaque naquela que foi a principal exposição deste Entrelinhas, intitulada de “Do Carvão à Eletricidade”, a qual através de fotografias nos leva a percorrer a evolução, ao longo de 60 anos, desde a eletrificação do troço Porto–Ermesinde (Linha do Minho). Trata-se de uma viagem fotográfica – organizada e cedida para este evento pela Associação Valonguense dos Amigos Ferrovia (AVAFER) – pela história da ferrovia nacional e em particular destes dois importantes eixos que coabitam na nossa terra: a Linha do Minho e a Linha do Douro. Podemos conhecer ao pormenor – sob o ponto de vista técnico e mecânico – as automotoras e locomotivas, por exemplo, que por aqui circularam ao longo destas últimas seis décadas de história, assim como diversas curiosidades que foram expostas de forma cronológica. Desde logo o ano de 1966, o ano em que é concretizada a eletrificação do troço Porto–Ermesinde (Linha do Minho).
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Este avanço, digamos assim, «representou um momento decisivo na modernização do transporte ferroviário na região norte de Portugal. (…) A chegada do comboio elétrico a Ermesinde constitui um acontecimento marcante para a população local. O novo sistema permitiu viagens mais regulares, silenciosas e com menores tempos de percurso, reforçando a ligação quotidiana entre Ermesinde e a cidade do Porto. Este avanço veio consolidar o papel de Ermesinde como um dos mais importantes nós ferroviários do país, onde convergem várias linhas fundamentais», assim se podia ler num dos painéis que compõem esta exposição. E noutros painéis encontra-se plasmada a notícia deste acontecimento histórico que foi a eletrificação da linha, através das páginas de A Voz de Ermesinde. Não só a capa da nossa edição do mês de novembro de 1966, como também a notícia completa (as páginas interiores) desse momento, ajudam a compor esta exposição que irá ficar patente – no primeiro piso do Fórum Cultural – até ao próximo dia 6 de setembro e o acesso à mesma é gratuito.
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