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Edição de 31-07-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


5ª EDIÇÃO DO ENTRELINHAS – FESTA DO FERROVIÁRIO

A identidade ferroviária de Ermesinde impressa num Selo que evoca os 60 anos da eletrificação do troço Campanhã–Ermesinde

Fotos CMV
Fotos CMV
Foi uma cerimónia simples, mas carregada de grande significado não só para a cidade, como também para o nosso jornal, aquela que abriu a 5.ª edição do Entrelinhas – Festa do Ferroviário, a qual, entre os dias 10 e 12 de julho decorreu no Parque Urbano e no Fórum Cultural de Ermesinde. Ao longo de três dias, assistimos a um evento que celebrou a história, o património e a cultura ferroviária e em que municípios, associações e empresas dinamizaram diversos núcleos temáticos, complementados por um vasto programa cultural com conferência, exposições, concertos, mostras turísticas, gastronómica e street food. Mas voltando à tal cerimónia simples de que falamos na abertura desta peça e que marcou o início da edição deste ano, ela aludiu à evocação dos 60 anos da tração elétrica no troço Campanhã–Ermesinde, uma efeméride que seria culminada com o lançamento do carimbo comemorativo dos CTT e do selo personalizado alusivos à efeméride, assim como o respetivo ato de aposição.

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Para isso, foi constituída uma Mesa de Honra, a qual foi composta pelo presidente da Câmara Municipal de Valongo (CMV), Paulo Esteves Ferreira; pelo presidente da Associação Valonguense dos Amigos Ferrovia (AVAFER), Gabriel Lopes; pelo coordenador da Zona Norte dos CTT, André Caetano; e pelo diretor do jornal A Voz de Ermesinde, Manuel Augusto Dias. E porquê a presença do nosso diretor? Porque o postal comemorativo – bem como o íman magnético que foi oferecido a todos aqueles que presenciaram esta edição do Entrelinhas – que acompanha este selo comemorativo é ilustrado pela fotografia da capa da nossa edição de novembro de 1966, que retrata precisamente o momento da cerimónia da eletrificação da linha. Muito nos honra, pois, estar associados a uma data histórica da nossa cidade como esta que aconteceu há seis décadas. O presidente da CMV abriu a cerimónia com uma breve alocução aos presentes, começando por recordar que estes carimbo e selo comemorativos representavam a importância e a história que a ferrovia tem para a cidade de Ermesinde, e para o seu crescimento em concreto ao longo dos anos. «Se há infraestruturas que são relevantes e que não devem ser esquecidas, quer por aquilo que representa a memória e a sua história, mas também por aquilo que é o presente e o futuro no seu investimento, elas são a ferrovia, o comboio, e aquilo que hoje é uma ferrovia mais ligeira que é o metro. Mas este selo e este carimbo, que no fundo assinalam os 60 anos da eletrificação desta linha, significam 60 anos de uma história que acompanhou esta cidade. E se hoje nos orgulhamos de ser a cidade mais populosa do concelho isso é graças à ferrovia», recordou o edil, acrescentando mais adiante que a autarquia irá continuar a reivindicar quer a ferrovia, quer o metro para a cidade e o concelho.

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Seguiu-se a intervenção de André Caetano, que fez uma breve viagem pela história da ferrovia em Portugal e a ligação desta aos CTT desde o primeiro momento em que foi criada. O coordenador da Zona Norte dos CTT enalteceu ainda a honra que esta empresa nacional sente em estar associada a este evento que é o Entrelinhas e a esta efeméride em concreto do 60.º aniversário da eletrificação da linha entre Campanhã e Ermesinde, confessando ainda, a título pessoal, que esta é uma cidade que muito lhe diz, tendo em conta que daqui é natural. Ainda num contexto histórico, frisou que ao longo dos anos o comboio tornou-se num parceiro essencial dos CTT, recordando um ou outro pormenor curioso dessa história conjunta, como foi o caso das ambulâncias postais, que eram nada mais nada menos do que carruagens afetas aos CTT onde os próprios funcionários desta empresa faziam o tratamento do correio durante a viagem de comboio de umas terras para as outras. Comboio que na visão de André Caetano foi importante para a evolução das comunicações ao longo dos anos, já que ele ligou as comunidades, as cidades e por consequência as pessoas.

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Pertenceu a Manuel Augusto Dias a intervenção seguinte. Ele que começaria por evocar o facto histórico do porquê da designação de Ermesinde da nossa terra. Ermesinde era um lugar da então aldeia de São Lourenço de Asmes, o lugar mais populoso da aldeia, e que, aliás, já era mencionado nas Inquisições de 1258. Com a construção da estação ferroviária, o lugar de Ermesinde ganhou uma dimensão ainda maior, sendo que a partir de fevereiro de 1911 a designação da nossa terra passou a ser Ermesinde em vez de São Lourenço de Asmes. «A estação era e é muito importante e isso fez com que após a implementação da República, Amadeu de Sousa Vilar resolvesse fazer um pedido ao Governo provisório no sentido de mudar o nome de São Lourenço de Asmes, que ninguém conhecia pelo país fora, para Ermesinde, um nome que era conhecido por toda a gente. E daí a designação de Ermesinde a esta terra», recordou sob o ponto de vista histórico o diretor do nosso jornal. Ainda pelo caminho da história, Manuel Augusto Dias recordou que inicialmente a estação não era para ser construída no local em que hoje está, mas sim

(...)

leia esta reportagem na íntegra na edição impressa.

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