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5ª EDIÇÃO DO ENTRELINHAS – FESTA DO FERROVIÁRIO
A identidade ferroviária de Ermesinde impressa num Selo que evoca os 60 anos da eletrificação do troço Campanhã–Ermesinde
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| Fotos CMV |
Foi uma cerimónia simples, mas carregada de grande significado não só para a cidade, como também para o nosso jornal, aquela que abriu a 5.ª edição do Entrelinhas – Festa do Ferroviário, a qual, entre os dias 10 e 12 de julho decorreu no Parque Urbano e no Fórum Cultural de Ermesinde. Ao longo de três dias, assistimos a um evento que celebrou a história, o património e a cultura ferroviária e em que municípios, associações e empresas dinamizaram diversos núcleos temáticos, complementados por um vasto programa cultural com conferência, exposições, concertos, mostras turísticas, gastronómica e street food. Mas voltando à tal cerimónia simples de que falamos na abertura desta peça e que marcou o início da edição deste ano, ela aludiu à evocação dos 60 anos da tração elétrica no troço Campanhã–Ermesinde, uma efeméride que seria culminada com o lançamento do carimbo comemorativo dos CTT e do selo personalizado alusivos à efeméride, assim como o respetivo ato de aposição.
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Para isso, foi constituída uma Mesa de Honra, a qual foi composta pelo presidente da Câmara Municipal de Valongo (CMV), Paulo Esteves Ferreira; pelo presidente da Associação Valonguense dos Amigos Ferrovia (AVAFER), Gabriel Lopes; pelo coordenador da Zona Norte dos CTT, André Caetano; e pelo diretor do jornal A Voz de Ermesinde, Manuel Augusto Dias. E porquê a presença do nosso diretor? Porque o postal comemorativo – bem como o íman magnético que foi oferecido a todos aqueles que presenciaram esta edição do Entrelinhas – que acompanha este selo comemorativo é ilustrado pela fotografia da capa da nossa edição de novembro de 1966, que retrata precisamente o momento da cerimónia da eletrificação da linha. Muito nos honra, pois, estar associados a uma data histórica da nossa cidade como esta que aconteceu há seis décadas. O presidente da CMV abriu a cerimónia com uma breve alocução aos presentes, começando por recordar que estes carimbo e selo comemorativos representavam a importância e a história que a ferrovia tem para a cidade de Ermesinde, e para o seu crescimento em concreto ao longo dos anos. «Se há infraestruturas que são relevantes e que não devem ser esquecidas, quer por aquilo que representa a memória e a sua história, mas também por aquilo que é o presente e o futuro no seu investimento, elas são a ferrovia, o comboio, e aquilo que hoje é uma ferrovia mais ligeira que é o metro. Mas este selo e este carimbo, que no fundo assinalam os 60 anos da eletrificação desta linha, significam 60 anos de uma história que acompanhou esta cidade. E se hoje nos orgulhamos de ser a cidade mais populosa do concelho isso é graças à ferrovia», recordou o edil, acrescentando mais adiante que a autarquia irá continuar a reivindicar quer a ferrovia, quer o metro para a cidade e o concelho.
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Seguiu-se a intervenção de André Caetano, que fez uma breve viagem pela história da ferrovia em Portugal e a ligação desta aos CTT desde o primeiro momento em que foi criada. O coordenador da Zona Norte dos CTT enalteceu ainda a honra que esta empresa nacional sente em estar associada a este evento que é o Entrelinhas e a esta efeméride em concreto do 60.º aniversário da eletrificação da linha entre Campanhã e Ermesinde, confessando ainda, a título pessoal, que esta é uma cidade que muito lhe diz, tendo em conta que daqui é natural. Ainda num contexto histórico, frisou que ao longo dos anos o comboio tornou-se num parceiro essencial dos CTT, recordando um ou outro pormenor curioso dessa história conjunta, como foi o caso das ambulâncias postais, que eram nada mais nada menos do que carruagens afetas aos CTT onde os próprios funcionários desta empresa faziam o tratamento do correio durante a viagem de comboio de umas terras para as outras. Comboio que na visão de André Caetano foi importante para a evolução das comunicações ao longo dos anos, já que ele ligou as comunidades, as cidades e por consequência as pessoas.
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Pertenceu a Manuel Augusto Dias a intervenção seguinte. Ele que começaria por evocar o facto histórico do porquê da designação de Ermesinde da nossa terra. Ermesinde era um lugar da então aldeia de São Lourenço de Asmes, o lugar mais populoso da aldeia, e que, aliás, já era mencionado nas Inquisições de 1258. Com a construção da estação ferroviária, o lugar de Ermesinde ganhou uma dimensão ainda maior, sendo que a partir de fevereiro de 1911 a designação da nossa terra passou a ser Ermesinde em vez de São Lourenço de Asmes. «A estação era e é muito importante e isso fez com que após a implementação da República, Amadeu de Sousa Vilar resolvesse fazer um pedido ao Governo provisório no sentido de mudar o nome de São Lourenço de Asmes, que ninguém conhecia pelo país fora, para Ermesinde, um nome que era conhecido por toda a gente. E daí a designação de Ermesinde a esta terra», recordou sob o ponto de vista histórico o diretor do nosso jornal. Ainda pelo caminho da história, Manuel Augusto Dias recordou que inicialmente a estação não era para ser construída no local em que hoje está, mas sim
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