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XVI Encontro Internacional de Coros trouxe à Matriz de Ermesinde música e emoção
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| ORFEÃO DE ERMESINDE |
A Igreja Matriz de Ermesinde acolheu, na tarde de 13 de junho, mais uma edição daquele que é já um dos eventos culturais de maior prestígio da cidade: o XVI Encontro Internacional de Coros Cidade de Ermesinde. Organizada pela Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE), através do seu Orfeão, a iniciativa reuniu centenas de apreciadores da música coral e confirmou, uma vez mais, o papel de Ermesinde como palco privilegiado de intercâmbio cultural e artístico.
O espetáculo foi conduzido pelo maestro anfitrião, Sérgio Sousa Martins, diretor artístico do Orfeão de Ermesinde, que apresentou os diferentes grupos participantes e contextualizou o percurso de cada formação coral.
Antes do início das atuações, usou da palavra o pároco de Ermesinde, padre Domingos Areais, que manifestou a sua satisfação pela realização de mais uma edição do Encontro. Sublinhou a feliz conjugação entre cultura, música e espiritualidade proporcionada por um evento desta natureza, felicitando a Associação Académica e Cultural de Ermesinde pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Saudou igualmente a presença do presidente da Assembleia Municipal de Valongo, Manuel Dias, e da vereadora Cláudia Lima, em representação da Câmara Municipal de Valongo.
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| GRUPO CORAL DA JUSTIÇA |
A abrir o programa esteve o Grupo Coral da Justiça, uma formação com mais de quatro décadas de existência e sede no Palácio da Justiça do Porto. Fundado por magistrados em 1983, o grupo reúne essencialmente profissionais ligados ao mundo do Direito, entre magistrados, advogados, solicitadores e oficiais de justiça. Sob a direção do maestro Francisco Ferreira, apresentou um repertório diversificado, onde se destacaram obras de carácter religioso, música tradicional portuguesa e adaptações corais de temas bem conhecidos do público.
A interpretação de peças como Abide With Me, Ave Maria, Verdes São os Campos ou Menina Estás à Janela evidenciou a qualidade vocal e a experiência artística de um coro que continua a afirmar-se como uma referência nacional no panorama coral.
Seguiu-se a atuação do Grupo Coral Polifónica Via Sacra, proveniente da Galiza. Nascido em 2008 por iniciativa da Associação de Mulheres Rurais “A Maristela”, o grupo foi criado para homenagear o percurso histórico conhecido como Via Sacra, existente entre a Casa das Audiências e o Mosteiro local.
Com cerca de quatro dezenas de elementos, a formação galega trouxe até Ermesinde a riqueza da tradição musical da Galiza, interpretando temas populares profundamente ligados à cultura e à identidade daquela região espanhola. Sob direção de Mariola Gongar, que substituiu a maestrina titular Ana Pazos Pintor, o coro conquistou facilmente a simpatia da assistência com interpretações de grande sensibilidade musical.
Canções como Resoa no Carballiño, O Meu Amor Mariñeiro, Alalá do Ulla ou Foliada de Compostela permitiram ao público contactar com sonoridades tradicionais galegas, reforçando os laços culturais e afetivos que historicamente unem as duas margens do Minho.
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| GRUPO CORAL POLIFÓNICO VIA SACRA |
O momento mais aguardado da tarde ficou reservado para o anfitrião da iniciativa. O Orfeão de Ermesinde, fundado em 1999, voltou a demonstrar a qualidade artística que lhe tem granjeado reconhecimento dentro e fora do concelho.
Dirigido atualmente pelo maestro Sérgio Sousa Martins e acompanhado ao piano por Daniel Moreira, o grupo apresentou um programa equilibrado entre música sacra, repertório clássico e música portuguesa.
As interpretações de Regina Coeli, de Antonio Lotti, e de Ave Verum Corpus, de Mozart, evidenciaram o rigor técnico e a maturidade interpretativa do coro. Já temas como Acordai e Canção da Vindima, de Fernando Lopes-Graça, bem como Dá-me um Abraço e Canção do Mar, permitiram revelar outras facetas do repertório do agrupamento ermesindense.
Ao longo dos seus 26 anos de atividade, o Orfeão de Ermesinde consolidou-se como um dos principais embaixadores culturais da cidade, levando o nome de Ermesinde a inúmeros palcos nacionais e internacionais, incluindo várias deslocações à Galiza e participações em importantes festivais corais.
O Encontro Internacional de Coros Cidade de Ermesinde, cuja primeira edição ocorreu em 2008, apenas foi interrompido entre 2020 e 2022 devido à pandemia. Desde o seu regresso, voltou a afirmar-se como uma referência incontornável da agenda cultural do concelho de Valongo.
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| O PADRE DOMINGOS AREAIS NO USO DA PALAVRA |
No encerramento do espetáculo, depois da vereadora Cláudia Lima ter congratulado a AACE pela realização deste belo evento, Constantino Moreira, manifestou a sua satisfação pelo êxito alcançado nesta décima sexta edição. Agradeceu aos maestros, coralistas, autoridades civis e dirigentes de algumas associações e instituições, colaboradores e ao público presente, destacando o papel da música coral como instrumento de aproximação entre pessoas e culturas.
Nas suas palavras, sublinhou que a música tem a capacidade de derrubar fronteiras, promover a partilha e transformar diferentes vozes numa única expressão de harmonia. Agradeceu igualmente aos coros convidados pela sua disponibilidade em participar no Encontro, enaltecendo o contributo de cada grupo para o enriquecimento artístico do evento.
A concluir, deixou uma mensagem simples mas significativa: que a música continue a unir pessoas, comunidades e povos, iluminando caminhos e fortalecendo os laços de amizade que iniciativas como esta ajudam a construir.
Mais uma vez, Ermesinde demonstrou que a cultura continua a ocupar um lugar central na vida da cidade, proporcionando momentos de elevada qualidade artística e reforçando a sua identidade como comunidade aberta ao encontro, ao diálogo e à valorização das expressões culturais.
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