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Edição de 30-06-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Local


Sensatez é a palavra de ordem numa época em que todos precisamos de ser vigilantes

Foto BVE
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Sensatez, esta é a palavra de ordem a ter em conta para esta época especifica do ano, não só uma época de muitas festividades, mas de igual modo de elevado risco de incêndios para as nossas florestas. Sensatez foi, pois, a palavra proferida pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (BVE), Emanuel Santos, no capítulo dos conselhos que habitualmente endereça à população no âmbito da nossa habitual retrospetiva da atividade operacional dos “soldados da paz” da nossa terra. Emanuel Santos aconselha, pois, a sermos sensatos nas atitudes que tomamos nesta época de verão, uma época de convívios, em que muitas vezes recebemos com festa os nossos amigos e familiares que se encontram a trabalhar no estrangeiro. «Por vezes fazemos festas com foguetes para receber esses nossos familiares, mas não precisamos de causar riscos com foguetes para festejar. Podemos festejar de forma alegre, salutar, mas sem grandes espalhafatos com foguetes que depois podem causar situações de risco», aconselha o comandante que ainda usando a palavra sensatez deixa de igual modo um conselho a quem circula na estrada, sendo que neste ponto dá conta de que o condutor atual está cada vez mais desatento à condução, em que são constantes os comportamentos erráticos na estrada, seja pelo facto de não se dar o sinal de mudança de direção, ou porque se trava de repente, ou ainda para o facto de se estacionar de qualquer maneira e feitio. Nesse sentido o comandante apela à sensatez de quem anda na estrada para se evitar comportamentos de risco. E sensatez ainda quando estacionamos os nossos carros nas nossas cidades no sentido de percebermos se ao estacionarmos daquela maneira estamos ou não a dificultar a passagem de uma ambulância ou de um carro de incêndios, por exemplo.

Emanuel Santos apela ainda para que cada cidadão se torne nesta época de verão num vigilante da natureza. «Com isto não quero dizer que tenhamos de andar atrás de ninguém, concretamente, mas se virmos alguém a deitar lixo em caminhos florestais devemos, sem nos expormos, claro, tirar uma fotografia ao carro dessa pessoa, anotar a matricula do carro, e alertar de imediato as autoridades/forças de segurança. Porque o lixo provoca incêndios e se nós desta forma tão simples tomarmos conta da floresta todos ganhamos com isso», frisa o comandante.

Passando agora em revista os números da atividade operacional dos BVE no período temporal compreendido entre 26 de maio e 25 de junho, verifica-se e no que concerne a incêndios, que estes foram chamados a intervir em 11 incêndios estruturais e 29 incêndios rurais. Ao longo destes 30 dias registaram-se ainda sete atropelamentos rodoviários, números que para o comandante Emanuel Santos continuam a ser muito preocupantes. Registaram-se ainda 16 acidentes de viação, um acidente ferroviário e quatro intervenções em acidentes aéreos. Os BVE realizaram 597 serviços de emergência pré-hospitalar e duas aberturas de porta com socorro (sendo que em ambos houve vítimas mortais). Foram ainda contabilizadas cerca de 100 outras atividades de proteção e socorro, tendo sido percorridos ao longo destes 30 dias de atividade operacional um total de 30.518 quilómetros, gastas 2127 horas de serviço operacional, 480 horas de formação e 2700 horas de piquete.

 

 

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