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Memória: mitos e verdades
Com o avançar da idade, é comum surgirem preocupações relacionadas com a memória. No entanto, é importante perceber que nem todos os esquecimentos significam doença.
Pequenas falhas ocasionais, como esquecer onde deixou os óculos ou demorar mais tempo a lembrar-se de um nome, podem fazer parte do envelhecimento normal. Já dificuldades frequentes em realizar tarefas habituais, desorientação ou esquecimentos constantes de informações importantes merecem maior atenção.
Muitas vezes, fatores como ansiedade, stress, cansaço ou falta de sono também afetam a memória e a concentração.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o cérebro continua a beneficiar de estímulos em qualquer idade. Ler, conversar, fazer jogos, aprender coisas novas, manter atividade física e convívio social são hábitos importantes para preservar as capacidades cognitivas.
Cuidar da memória é também cuidar da saúde física e emocional. Um cérebro ativo e estimulado contribui para maior autonomia, bem-estar e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Joana Lopes*
*Psicóloga da Casa do Povo de Ermesinde
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