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FALANDO DE COMBOIOS (5)
Linha do Douro
Planeamento
Em 1867, o governo português apresentou às Câmaras os projetos para várias linhas férreas em bitola ibérica, unindo o Porto ao Pinhão, a Braga e à fronteira com Espanha no Minho. Apesar do empenho que as populações e o próprio governo tinham na construção destas linhas, devido à sua necessidade, só em 14 de junho de 1872 foi decretado o início das obras.
O principal propósito da Linha do Douro foi, além de providenciar transporte para as povoações ao longo da via, transportar adubos, sementes e outros produtos para o interior e escoar a produção agrícola destas regiões; por outro lado, iria fornecer uma alternativa ao transporte fluvial, bastante limitado pela então reduzida capacidade de navegação no Rio Douro e permitir um melhor acesso ao interior transmontano.
Devido à sua importância, a construção da Linha do Douro adquiriu uma maior prioridade em relação a outros projetos ferroviários.
A Linha do Douro é um dos maiores símbolos da engenharia portuguesa do final do século XIX, unindo a força do ferro à beleza do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial da Unesco.
A Linha do Douro foi ainda o ponto de origem dos quatro caminhos de ferro de via métrica na região de Trás-os-Montes: a Linha do Tâmega, de Livração a Arco de Baúlhe, a Linha do Corgo, da Régua a Chaves, a Linha do Tua, de Foz Tua a Bragança, e a Linha do Sabor, do Pocinho a Miranda do Douro.
A construção da Linha do Douro desenvolveu-se entre 1873 e 1887 e é considerada uma das obras ferroviárias mais impressionantes de Portugal, ligando a cidade do Porto a Barca d’ Alva (199,5 km) maioritariamente ao longo das margens do rio Douro. Este “património sobre carris” atravessa a região vinhateira do Vinho do Porto, sendo famosa pela sua beleza cénica, incluindo os 26 túneis e as 30 pontes que desafiaram a engenharia da época.
História e Construção
• Início: A construção começou em 8 de julho de 1873, visando ligar o Porto ao Alto Douro vinhateiro.
1. Desenvolvimento: Devido às dificuldades geográficas, a linha foi construída ao longo do rio, avançando a um ritmo de 1 a 2 km por mês. Foi desenhada para acompanhar as curvas do rio, enfrentando terrenos graníticos difíceis que exigiram a construção de inúmeros túneis e pontes.
2. A “Linha Mais Bonita”: O percurso entre a Régua e Barca d´Alva é considerado o mais espetacular, onde os carris correm “colados” à margem direita do rio Douro até à Ferradosa e depois desta estação pelo lado esquerdo.
3. Conclusão:
(...)
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Por:
Alberto Mateus
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