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Edição de 31-05-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Crónicas


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Vocação de mabeco

Ruffy era um dobermann preto, nascido no Zimbabué em casa de um inglês. Ao fim de uns anos, o inglês, “farto de aturar pretos”, voltou para a Europa, abandonando o animal, que não teve outro remédio senão desenrascar-se sozinho. Nas primeiras semanas, Ruffy sobreviveu a virar caixotes em Lupane, a sua pequena cidade das margens do Gwayi; depois, decidiu que não era um coitadinho qualquer, como alguns que ele via a mendigar comida, e aventurou-se pelos matos.

Percebeu rapidamente que, na savana, era onde podia encontrar muita comida, com o contratempo de ser ligeira a fugir. A princípio, teve de se contentar com restos de carcaças, algumas já com um cheiro pouco apetitoso. E muitas vezes teve de ser ele ligeiro, para escapar de bocas que não se importavam de comer carne de cão.

Tomar contacto com os mabecos foi inspirador. Viu-os de longe, caracteristicamente malhados, em matilha, a perseguir zebras ou antílopes ou tudo o que não fosse demasiado grande. Eram incansáveis. Podiam correr quase uma hora, até cansar a presa, que era sucessivamente mordida em corrida e ia perdendo vigor. Por fim, rodeavam-na, despedaçavam-na em poucos minutos, ingeriam quanta carne podiam, alguma da qual era depois regurgitada para as crias ou para outros membros que não tinham podido acompanhar a caçada.

ILUSTRAÇÃO @RODOLFO.BISPO77
ILUSTRAÇÃO @RODOLFO.BISPO77
Não eram flor que se cheirasse, bem o percebeu. Naqueles contactos visuais, sentiu apreensão. Em numerosas ocasiões, pensou voltar para as ruas dos homens. Se estes cães selvagens o vissem, não teria qualquer hipótese. Passou a ter cuidados redobrados, não atravessando espaços abertos, mas, quando se sentia seguro, passou a tentar a caça à maneira dos mabecos.

Muitas corridas não deram em nada, mas, uma vez por outra, conseguiu abater presas pequenas. Começou a ganhar

(...)

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Por: Joaquim Bispo

 

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