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Edição de 31-03-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Painel partidário


PAN considera que orçamento municipal de Valongo não serve os valonguenses

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A Comissão Política Concelhia de Valongo do PESSOAS-ANIMAIS-NATUREZA, PAN, rejeita que o orçamento e grandes opções do plano para 2026 aprovado pela Assembleia Municipal de Valongo sirva os interesses dos valonguenses. Neste documento que menciona um orçamento de 119.950.000 €, destaca-se o previsível aumento da despesa na obra da Casa da Democracia Local em cerca de 5,8 milhões de euros, que impossibilita o investimento em obras estruturantes e necessárias ao dia-a-dia dos valonguenses, como a constante manutenção das estradas, melhoria das vias, lares de idosos e mais creches.

O orçamento e grandes opções do plano foi aprovado em Assembleia Municipal por maioria. Excetuando os presidentes de junta de freguesia de Sobrado e Valongo, todos os restantes membros validaram este orçamento, com votos de abstenção do PSD, Chega, CDS, IL, CDU e presidente da junta de freguesia de Alfena, e votos a favor do PS e presidentes de junta de freguesia de Campo e Ermesinde. Nessa assembleia comprovou-se que o PAN faz falta. Sobre animais nem uma única palavra. Sobre a Natureza, apenas a referência ao projeto de despoluição do rio Ferreira. Nada se referiu quanto às dificuldades dos idosos, o apoio aos sem abrigo ou projetos que apoiem os jovens. Nada foi falado sobre novas soluções para reduzir os impactos do aterro em Sobrado, nem soluções para melhor gerir os resíduos urbanos e industriais.

Não deixa de ser curioso que 4 anos de PAN na assembleia municipal continuam a sentir-se nas decisões deste executivo municipal. Pela primeira vez há orçamento para um parque de matilhas, ideia apresentada pelo PAN e rejeitada em 2025 pelo PS, que agora é considerada viável. Há orçamento para as colónias de gatos, para parque canino e laboratório de insetos. O corredor do rio Ferreira sugerido pelo PAN em 2025 também irá avançar. O apoio ao CRIS com bens essenciais para as pessoas em situação de sem-abrigo está no orçamento, causa defendida pelo PAN ao longo dos anos. Até a medida que foi defendida pelo PAN nas eleições autárquicas, de instalação de um parque de campismo, está presente no orçamento. Este é o efeito PAN em Valongo, mesmo sem voz, as causas do partido avançam.

Para quem dizia que Valongo não pode parar, o que se vê é que está tudo parado, tudo igual ao que já se viu nos últimos 12 anos. Não surpreende que haja desentendimentos em algo tão simples como as paragens de autocarros, assunto que o PAN votou contra, o único a fazê-lo. Melhores transportes públicos exigem paragens dignas e confortáveis, algo que não se verá nos próximos 4 anos. O CROA sendo um centro de recolha oficial de animais, apenas consegue albergar canídeos, em baixo número. Algo tão simples como ter espaços para gatos, continua sem existir. Quanto à gestão do arvoredo urbano, as freguesias continuam sem meios financeiros e recursos humanos e materiais para se cumprir a lei. Continuam a existir podas agressivas e funcionários sem competências para uma boa gestão.

Este novo presidente muito gosta de falar na sua ideia do Valongo 2.0, uma estratégia para tornar Valongo a capital nacional do turismo de Natureza. Isto só pode vir de alguém que não conhece a nossa Natureza nem o território português. Como competir com lugares naturais com a dimensão de flora e fauna do Gerês, Serra da Estrela ou Serra da Freita? A prioridade é recuperar a fauna e flora de Valongo e não a usar para turismo. A economia de Valongo cresce com mais empresas sustentáveis e zonas industriais bem geridas.

Enquanto a estratégia continuar a ser ter uma grande imagem na diversidade de marcas do concelho em vez de se focar em duas ou três mais importantes, os recursos continuarão a ser mal distribuídos. O básico tem de ser garantido para que se possa depois almejar projetos estruturantes. Valongo está parado e à deriva no mar de potencial que tem. Os valonguenses têm de estar conscientes que os próximos 4 anos serão mais do mesmo. O PAN está e continuará atento aos próximos episódios desta legislatura. Porque só quando existir um concelho equilibrado nas questões sociais e naturais, que tenha uma estratégia que olhe primeiro para as necessidades do dia-a-dia, é que se sentirá uma real mudança. Com este orçamento não se vai nesse sentido.

Valongo, 18 de março de 2026

A Concelhia de Valongo do PAN

 

 

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