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O Papel da Psicologia nos Estabelecimentos Prisionais
A Psicologia desempenha um papel fundamental nos Estabelecimentos Prisionais, atuando de forma preventiva, promocional e remediativa para proteger a sociedade e defender os direitos dos cidadãos (OPP, 2018). O trabalho do psicólogo na prisão é dinâmico, visando apoiar as necessidades e questões dos reclusos de forma personalizada, especialmente dentro da equipa dos Serviços Clínicos, onde se concentra em atividades clínicas de prevenção, intervenção e remediação (OPP, 2018). Além disso, os psicólogos desempenham funções conectadas com os tribunais, como a realização de avaliações mentais e o fornecimento de informações (Fraser et al., 2009).
Neste âmbito, os psicólogos podem dinamizar grupos de intervenção baseados em teorias cognitivo-comportamentais, proporcionando um ambiente onde os reclusos se sentem compreendidos e apoiados (McGuire, 2002; Towl, 2005; Laws & Crewe, 2016; Yalom & Leszcz, 2005). Além disso, os psicólogos podem assumir funções de Técnicos Superiores de Reeducação (TSR), que envolvem consultoria, estudo, planeamento, avaliação e aplicação de métodos técnicos e científicos para facilitar o retorno dos reclusos à sociedade de forma normativa, prevenindo a reincidência (DGRSP, 2022).
Para atuar neste contexto complexo, é necessário dominar várias temáticas, como o consumo de substâncias, perturbações mentais, comportamentos autolesivos, ideação suicida, entre outros (IACFP, 2010; Towl, 2005; Durcan, 2008; OPP, 2018).
Íris Pinto*
*Psicóloga
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