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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 31-01-2019

    SECÇÃO: Crónicas


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    O REI D. CARLOS (1863 -1908)

    A minha Mãe adorava o rei D. Carlos, tanto como figura morta como viva. Lembrava-se de o ver passar de automóvel e se apear, para saudar a gente da aldeia. Viajava num carro cego, pois da janela da sua velha e humilde Escola Primária, só via passar carroças com burros e machos e, por vezes, os cavalos, arreados dos cavaleiros filhos do Senhor Zeca Moreira, presidente da junta de freguesia.

    Ouvia mais e, outras históricas contadas à lareira ou nas eiras, pela Maria Doutora, mulher do regedor, que sabia ler e escrever!

    Fiquei fã, como agora se diz, do nosso Rei Popular, grande diplomata, apesar do ultrajante ultimato declarado pelas ilhotas do Reino Unido. Atitude repudiada pela maioria dos governantes políticos dos povos civilizados, mesmo indígenas de África e América, acompanhados pelas entidades religiosas dos vários coléricos ou seitas. Até a língua portuguesa, que viria a ser a quinta mais usada pelas comunidades sofreu, e ainda sofre! Valha as sapiências de Camões, Fernando Pessoa... E tantos outros (Mia Couto e Padre António Vieira... Apoetar, como Ary dos Santos tem o Céu livre, onde os sujeitos do ultimato continuam em locais de nojo e náuseas... Hoje, a bela escrita do Padre António Vieira preenche as emendas dos hotéis de luxo de Moçambique, assim as legendas dos produtos das lojas e supermercados, bem escritas em caracteres de Portugal Europeu e, nem sempre, no melhor inglês! A rainha Vitória e seus descendentes devem ainda sofrer nas labaredas!...

    D. Carlos, estatura roliça e de bigode de artista, era o protótipo dos lusos, mesmo no tom fulvo. Os pelos da barba, principalmente os do lábio superior, lembravam a cor dos ouriços maduros dos castanheiros, ou dos medronhos antes de ficarem vermelhos! Os régulos saúdam os seus passos, e compreendem o artista Povo e da Santa Natureza. Foi um grande ictiologista e ornitólogo. Publicou centenas de artigos e gravuras. Como os dinheiros minguavam, com as crises económicas dos cartistas e absolutistas, as despesas do seu barco oceanográfico, passeios nas tapadas para recolha de dados e caçadas eram fornecidas pelos bens pessoais e da Rainha D.ª Amélia. Visitar os museus, onde se observam as obras de arte do monarca, incluído o hotel do Bussaco, sentado a contemplar os bonitos da bela mata, única no Mundo na flora e fauna: os cedros do Líbano e os fetos arbóreos, entre outras plantas aliviam as doenças corporais; fazem ir visitar todo o Bussaco e procurar as centenas de aves (tão bem coloridas) que parecem terminadas de cativar as penas!Falar nas paisagens e anfíbios torna-se supérfluo...

    (...)

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    Por: Gil Monteiro

     

     

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