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Edição de 20-11-2017
Jornal Online

SECÇÃO: Saúde


Para além da pílula

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A pílula é o método contracetivo mais utilizado em todo o mundo. Ainda assim, nem sempre vai totalmente de encontro às preferências das mulheres. Existem várias alternativas, nomeadamente métodos de longa duração e que não dependem da toma diária de um comprimido.

Na hora de escolher o método contracetivo mais adequado, há vários fatores a ter em conta. Além dos fatores clínicos, também a comodidade posológica e as preferências individuais das mulheres devem ser tidas em conta. Os métodos de longa duração destinam-se às mulheres que não pretendem engravidar a curto prazoe nas quais um método independente da utilização diária é o ideal.

O Anel Vaginal é um contracetivo hormonal combinado (estrogénio e progestativo, à semelhança de muitas das pílulas), que se aplica na vagina durante 3 semanas, seguidas de uma semana de pausa. Tem uma elevada eficácia, é de fácil colocação, não exige toma diária e não interfere na relação sexual. É assim uma opção para quem pretende uma contraceção de maior duração (mas facilmente reversível) e que se esquece frequentemente de tomar a pílula.

O adesivo transdérmico é também um contracetivo hormonal combinado aplicado na pele semanalmente, durante 3 semanas, seguidas de uma semana de pausa. Apresenta também uma elevada eficácia, não exige toma diária e passa facilmente despercebido quando colocado.

O Implante Subcutâneo é um aparelho contracetivo que é aplicado debaixo da pele do braço da mulher. Liberta uma hormona (progestativo) e tem uma duração de 3 anos. Tem uma alta eficácia, devendo ser colocado pelo médico num procedimento simples no consultório. Pode ser utilizado em qualquer idade e na mulher a amamentar. Não exige, mais uma vez, toma diária, sendo um método discreto.

ODispositivo Intrauterino é um aparelho contracetivo que é aplica do no interior do útero, sem necessidade de anestesia, e que tem uma duração entre 3 e10 anos, dependendo do dispositivo colocado. Nos dispositivos revestidos, é libertada, ao longo do tempo, uma hormona (progestativo) responsável pelo efeito contracetivo.Nos dispositivos sem hormonas, a contraceção é feita apenas pela presença do dispositivo no interior do útero. Este método não exige toma diária, é altamente eficaz, discreto e cómodo. Estes aparelhos podem também ser utilizados em mulheres que nunca tiveram filhos e no caso dos dispositivos sem hormonas, são ideais para mulheres que têm contraindicações clínicas à sua toma.

Existem portanto diferentes métodos, com diferentes características que se adaptam às necessidades de cada mulher.

A contraceção de longa duração evita a gravidez durante mais tempo e resolve o problema dos esquecimentos da pílula, aumentando assim a eficácia dos métodos. Informe-se com o seu médico de família acerca das opções disponíveis (e gratuitas) no seu centro de saúde!

Por: Ana Pinto Dias (1), Diogo Afonso Ferreira (2)

(1)Médica Interna de Medicina Geral e Familiar,

USF Alto da Maia

(2) Médico Interno de Medicina Geral e Família, USF Nascente

 

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