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Edição de 20-11-2017
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DECORREU NO FÓRUM CULTURAL DE ERMESINDE

I Bienal de Escultura da Ardósia de Valongo promete colocar a pedra negra na ordem do dia

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Símbolo incontornável do concelho de Valongo, a ardósia vai estar nos próximos meses no centro das atenções no âmbito da I Bienal de escultura alusiva à pedra negra, como também é conhecido internacionalmente este material. Consciente das potencialidades desta logomarca territorial, a Câmara Municipal de Valongo vai promover já a partir de janeiro a I Bienal de Escultura da Ardósia de Valongo, um evento que foi apresentado no passado dia 17 de novembro, no Fórum Cultural de Ermesinde. O objetivo desta iniciativa é gerar um diálogo entre artistas e história local - ardósia, minas e mineiro. Pretende-se dar uma nova roupagem a esta identidade, que resultará do confronto entre arte contemporânea e o património, perscrutando as múltiplas possibilidades associadas a este bem cultural.

Esta iniciativa contará com a parceria da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) e da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (ESAD) e com a participação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, estando também envolvidas as principais empresas extratoras de ardósia do concelho: a Empresa das Lousas de Valongo e a Pereira Gomes.

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A I Bienal de Escultura da Ardósia de Valongo 2018, que vai decorrer de janeiro a maio de 2018, inclui residências artísticas, exposições, visitas orientadas, workshops, concursos de fotografia e design de produto, entre outras iniciativas. Inserida no programa comemorativo dos 180 Anos do Município de Valongo, a primeira Bienal de Escultura de Ardósia de Valongo terá como patrono o Mestre Zulmiro de Carvalho, escultor de referência no meio artístico, que foi também um dos responsáveis pela reestruturação do curso de Escultura da FBAUP.

Como já vimos, a sessão de apresentação da I Bienal da Ardósia teve lugar em Ermesinde, tendo início com a performance recreativa das minas de ardósia (subterrânea e a céu aberto), a cargo da companhia de teatro Cabeças no Ar e Pés na Terra. Recriação muito bem conseguida, diga-se de passagem, que transformou o Fórum Cultural de Ermesinde numa verdadeira mina, onde nem faltou o elevador que levou os visitantes e participantes nesta apresentação desde a entrada do edifício até ao auditório.

LIGAR A HISTÓRIA COM A ARTE

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Posto isto, tiveram lugar as intervenções das figuras que ocuparam a mesa de honra desta cerimónia, nomeadamente Norberto Jorge, professor da FBAUP, José Simões, Diretor da ESAD, e José Manuel Ribeiro, presidente da CMV.

Para este autarca, esta I Bienal faz justiça à história da ardósia no concelho de Valongo, «já devíamos estar a organizar há muitos anos esta bienal», referindo-se à pedra negra como uma das principais marcas identitárias deste território, ressalvando ainda a curiosidade de que a empresa mais antiga do concelho se dedicava à extração de ardósia, elevando assim a importância de uma pedra que é exportada um pouco para todo o Mundo. «Vamos investir recursos avultados nesta iniciativa. Esta é uma oportunidade de ligar a História com a arte, de projetar a memória e deixar uma marca no futuro através das esculturas», disse o edil.

Por sua vez, Norberto Jorge admitiu que, enquanto escultor e professor, nunca trabalhou com ardósia, lembrando que o único contacto que havia tido com a pedra negra tinha sido na escola primária, para escrever. De um modo mais técnico, explicou que é complicado trabalhar a ardósia em ambiente escolar, desde logo pelo pó da pedra que é extremamente prejudicial à saúde, ressalvando que são necessárias condições muito especiais para trabalhar este material que, na sua perspetiva, é muito interessante. Ciente disto, afirmou que esta I Bienal vai colocar a ardósia na ordem do dia. «Vão acontecer coisas extremamente interessantes, e estou certo de que vamos todos ficar apaixonados pela ardósia», sublinhou o professor.

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Para José Simões, um dos grandes objetivos desta I Bienal é levar a ardósia a patamares de excelência, estando certo de que, através da inovação, «podemos criar riqueza, e quem sabe criar empregabilidade em Valongo através da ardósia», disse.

Por último, e para todos os interessados em participar dos concursos de fotografia e de design de produto, é de referir que os mesmos arrancam já no próximo mês de janeiro, sendo que os vencedores serão conhecidos nos meses seguintes. Para mais informações, sobre como participar, deverão contactar a CMV.

 

 

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