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PCP alerta para problemas e falta de condições de muitas escolas neste arranque de ano letivo
Os comunistas revelam que 42 escolas do Distrito do Porto arrancaram o novo ano letivo com problemas por resolver e que a maioria não tem qualquer garantia de financiamento, ao passo que outras foram excluídas desse financiamento. Cinco desses estabelecimentos escolares localizam-se no nosso concelho: Escola Básica de Alfena, a Escola Básica de Campo, a Escola Básica e Secundária de Ermesinde, a Escola Básica de São Lourenço (na imagem) e a Escola Básica de São João do Sobrado.
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A Direção Organização Regional do Porto (DORP) do PCP denunciou que o arranque do ano letivo no distrito continua marcado pela falta de professores, carência de funcionários e instalações degradadas. «Esta situação, por si só, demonstra a necessidade de adotar medidas estruturais para o reforço do pessoal docente nas escolas e não de remendos, como insiste o Governo, com o recurso ao trabalho extraordinário. Acresce a este problema a falta de outros funcionários da Escola Pública, assim como de meios e recursos para responder aos estudantes com necessidades específicas na Escola Pública.», dão nota os comunistas numa nota de imprensa enviada no passado dia 21.
Mas há outros problemas na voz do PCP e que estão relacionados com as escolas e as condições do edificado. De acordo com a DORP dos comunistas, «no país, mais de 600 escolas precisam de obras. Só no Distrito do Porto, em 2023, foram identificadas 54 escolas com necessidade de obras prioritárias, urgentes ou muito urgentes. Escolas onde milhares de estudantes estudam com chuva a cair nas salas e corredores, pavilhões desportivos sem as condições adequadas, frio insuportável no Inverno e calor excessivo no verão». A este propósito, acrescentam que «foi neste contexto que o PCP apresentou, na Assembleia da República, uma proposta para o Orçamento do Estado de 2026, que visava assegurar o financiamento necessário para concretizar a urgente recuperação dos edifícios escolares públicos no distrito do Porto. A proposta foi aprovada, mas contou com os votos contra dos partidos do Governo, PSD e CDS, que tudo fazem para dificultar a sua concretização».
O PCP ressalva que dos 54 edifícios escolares do Distrito do Porto a necessitar de obras, mais de três anos depois e terminado o PRR, só 12 escolas receberam obras. «Há sete escolas que precisam de obras e foram classificadas como prioritárias, que agora sabemos que não vão ter financiamento. As restantes 35 escolas que precisam de obras e estão classificadas como urgentes ou muito urgentes, iniciam o ano letivo com os problemas por resolver e a maioria não tem qualquer garantia de financiamento! São mais de 40 edifícios escolares do distrito do Porto que há anos precisam de obras. São milhares de estudantes, professores e trabalhadores que precisam de respostas que o Governo continua a ignorar» sublinham os comunistas.
Nesta lista de 42 escolas que arrancam o novo ano letivo sem obras, cinco são afetas ao concelho de Valongo. De forma mais concreta, e de acordo com a DORP do PCP, a Escola Básica de Alfena e a Escola Básica de Campo estão entre as escolas que não foram ainda objeto de obras e que estão excluídas de financiamento. Por seu turno, a Escola Básica e Secundária de Ermesinde, a Escola Básica de São Lourenço e a Escola Básica de São João do Sobrado estão ainda sem obras e sem garantias de financiamento assegurado.
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