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FUTEBOL
Ermesinde 1936 com nota 10: exibições dominadoras e eficácia implacável assinam arranque de época perfeito
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| Foto AF PORTO |
O início da temporada desportiva de 2026/27 no universo futebolístico da nossa cidade ficou marcado por um dia de festa. 20 anos depois a festa da Taça de Portugal voltou a fazer-se sentir em Ermesinde. A 30 de agosto passado o Estádio de Sonhos engalanou-se para servir de palco a um jogo de alto nível protagonizado pelo Ermesinde 1936 e pelo Paredes, conjuntos que mediram forças na 1.ª eliminatória da prova rainha do futebol nacional. Bancadas cheias, como há muito não se via nos Sonhos, e um ambiente eletrizante num apoio constante à turma da casa marcaram um encontro que terminou com a vitória dos paredenses por 3-1. Munido de um coração enorme e de uma alma inesgotável, o Ermesinde 1936 obrigou o Paredes a trabalhar muito para seguir em frente na taça, pelo que se pode dizer que os ermesindistas caíram de pé.
Embalado pela multidão afeta que lotou as bancadas dos Sonhos, o Ermesinde 1936 exerceu uma pressão alta sobre os paredenses nos minutos iniciais do jogo (na imagem). Porém, e quando pouco ou nada tinha feito que o justificasse, o Paredes teve uma oportunidade soberana para inaugurar o marcador ao dispor de uma grande penalidade a castigar uma falta do capitão Pepe no interior da área. No entanto, o guardião Luís efetuou uma soberba defesa, dando assim início a uma tarde em que esteve inspirado na defesa das redes locais. O Paredes sentia muitas dificuldades em sair a jogar de forma organizada, ao passo que os ermesindistas continuavam bastante ativos no ataque. Até que aos 18 minutos na sequência de um pontapé de canto a bola sobrou para o miolo da área onde apareceu sem marcação Everton – um dos reforços da nova época –, para fazer o primeiro golo da tarde. Estava assim premiado o futebol veloz e aguerrido dos locais. O Paredes teve o condão de não entrar em pânico e aos poucos foi tomando conta do jogo, mas sentia muitas dificuldades em penetrar na defesa local. Seria num dos raros deslizes do setor recuado dos anfitriões que os visitantes chegaram à igualdade, por intermédio de Canário, aos 28 minutos. Ainda antes do intervalo a equipa da Liga 3 fica reduzida a dez elementos na sequência da expulsão de Gustavo Fernandes, mas engane-se quem pensou que este podia ser um trunfo para o Ermesinde 1936 vestir a pele de tomba gigantes. Na segunda parte o Paredes voltou a assumir a despesa do encontro. Com mais bola no pé, mas sobretudo com mais cabeça, o conjunto oriundo dos escalões nacionais chegou com mérito a um novo golo, graças a um cabeceamento certeiro de Canário quando estavam decorridos 57 minutos. O Ermesinde 1936 acorda e volta a importunar a linha defensiva dos forasteiros, que apesar de tudo continuavam a ser mais perigosos na aproximação à baliza. Seria já com os locais balanceados totalmente no ataque, que a equipa da Liga 3 deu a machadada final já em tempo de compensação (92 minutos) por intermédio de Erik.
As equipas alinharam da seguinte forma: Ermesinde 1936: Luís, Morais, Pepe, Filipe Marques, Duarte Almeida (Pedro Sousa, 61), Ruan (Bernardo, 77), Luís Pedro (Vini, 77), Diogo Almeida, Lema (Pedro Granja, 61), Diogo Cunha (Simão, 44) e Everton. Treinador: Ricardo Barros.
Paredes: Tiago Gonçalves, Pedro Araújo, Zé Oliveira, Gustavo Fernandes, Outeiro, Brais Val, Diogo Silva, David Veiga (Edu, 46), Yuk (Miguel Moreno, 58), Franco Almara (Daniel Rodrigues, 71) e Canário (Erik Santana, 71). Treinador: Agostinho Bento.
BOA ENTRADA NO CAMPEONATO
No dia 6 de setembro arrancou a nova edição da Liga Pro, a divisão mais alta do futebol do nosso distrito. Prova onde ao fim de quatro jornadas o Ermesinde 1936 dá indícios de poder fazer uma temporada de alto nível, não só pelos resultados que vêm sendo obtidos, mas acima de tudo pelas exibições que tem feito.
Na 1.ª jornada a turma de Sonhos foi até Lordelo defrontar os Aliados. 3-2 a favor dos ermesindistas foi o resultado final. Os ermesindistas conseguiram anular duas desvantagens, fruto de uma atitude de garra e de nunca atirar a toalha ao chão mesmo quando estavam por baixo do marcador. O veterano goleador brasileiro Everton fez aos 76 minutos o 3-2 final de um encontro que ao intervalo registava uma igualdade a duas bolas – os tentos do Ermesinde 1936 haviam sido marcados por Simão e Lema.
Nesta partida as equipas alinharam com: Aliados de Lordelo: Rui Mota, Paulo Álvaro, Rui Pinto, Abraham (José Silva, 88), Innocent, Hélder Leite (Ramirez, 60), Bruno Silva, (Rui Pedro, 78), Nuno (Thiago, 78), Alex e Rodrigo Cunha (Hugo, 88). Treinador: Rúben Moreira.
Ermesinde 1936: Luís, Filipe Marques, Pepe, Morais, Pedro Granja (Duarte Almeida, 64), Ruan, Bernardo (Vini, 64), Diogo Almeida (Martim, 81), Lema, Simão (David Almeida, 64) e Everton (Diogo Cunha, 81). Treinador: Ricardo Barros.
Uma semana depois, assistiu-se a uma remontada épica no Estádio de Sonhos. Na 2.ª jornada da prova o Ermesinde 1936 recebia o Pedras Rubras, conjunto que na 1.ª parte se superiorizou aos locais e saiu para o intervalo a vencer por 2-0. Resultado que até podia ter sido mais avolumado, não fosse Luís a vestir a capa de salvador em algumas ocasiões. No segundo tempo os ermesindistas correram atrás do prejuízo e com muito mérito operaram a cambalhota no marcador nos últimos 15 minutos! É verdade, no espaço de um quarto de hora o Ermesinde 1936 apontou três golos – da autoria de Filipe Marques, Diogo Almeida e Diogo Cunha que garantiram uma vitória épica por 3-2
Neste jogo as equipas alinharam da seguinte maneira: Ermesinde 1936: Luís, Filipe Marques, Pepe, Ruan (Diogo Cunha, 63), Morais (Kyrian, 74), Pedro Granja (Martim, 46), Bernardo (Vini, 46), Diogo Almeida, Lema, Simão (Duarte Almeida, 63) e Everton. Treinador: Ricardo Barros.
Pedras Rubras: Gabriel Salvador, Sardo (Caio, 82), Diogo Teixeira, Bernardo Fontes, Rafa Silva, Marcos Germano, Moura, Lucas França, David Piló (Renan 75), Telmo Silva e Laudério Biete (Nivaldo Co, 86). Treinador: Pedro Reis.
No dia 20 de setembro surgiu a única pedra no sapato dos ermesindistas até ao momento. Em Vila Caiz, à 3.ª jornada, a turma da nossa cidade caiu já muito perto do fim (86 minutos) num jogo onde mais uma vez se bateu muito bem.
No Campo de Vila Caiz as equipas alinharam da seguinte maneira: Vila Caiz: Gomes, Jota, Moreno, Duque, André, Andrézinho João Vítor (Jonas, 90+4), Pany (Vasco Rodrigues, 62), Braima (Abílio, 62), Eecion (Diogo Portela, 75) e Landing. Treinador: André Reis.
Ermesinde 1936: Luís, Filipe Marques, Pepe, Morais, Duarte Almeida (Martim, 75), Luís Pedro, Lema (Pedro Granja, 53), Diogo Almeida (Bernardo, 62), Vini (Simão, 62), Diogo Cunha (Ruan, 75) e Everton. Treinador: Ricardo Barros.
Finalmente, no derradeiro domingo de setembro o Ermesinde 1936 recebeu em partida da 4.ª jornada o S. Martinho. Durante os 45 minutos iniciais, a equipa da casa demonstrou grande eficácia e esclarecimento no último terço do terreno, convertendo em golos o maior volume de remates à baliza. Diogo Cunha, Everton e Lema foram os autores dos golos ermesindistas. Na segunda parte, com o triunfo praticamente assegurado, os anfitriões optaram por desacelerar o ritmo e gerir a vantagem até ao apito final.
As equipas alinharam da seguinte maneira: Ermesinde 1936: Luís, Filipe Marques, Pepe, Morais, Duarte Almeida (Edu, 60), Luís Pedro, Lema (Ruan, 70), Vini (Simão, 60), Diogo Almeida, Diogo Cunha (David Almeida, 70) e Everton. Treinador: Ricardo Barros.
São Martinho: Filipe Dinis, Chico (Luís Rebelo, 68), João André, Ricardo Carvalho, Diogo Rocha, Pedro Neto, Fontini, Nuno Moreira (Rui Jorge, 68), Bruno Pinto (Jonas, 55), Zidane (Diogo Gonçalves, 85) e Pedro Correia (Vítor Andrade, 55). Treinador: João Pedro Coelho.
Concluídas quatro jornadas da principal competição da Associação de Futebol do Porto, o Ermesinde 1936 ocupa o 3.º lugar, com nove pontos, a três pontos do líder Nogueirense.
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