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Edição de 31-07-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Crónicas


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0 Amor

O amor não gosta, não gosta de ser

Tratado com leviandade, com desrespeito.

Não gosta de ser fanático

Ele sabe que fanatismo e ciúme gera

Desgaste, infelicidade e insegurança ao bem-amado.

Já os antigos diziam que amar de mais faz mal

Amar é bom.

Esconde-se nos cantinhos das nossas casas. Nos estábulos,

Aquece-se com o bafo dos animais na palha nada macia.

Não há queixume que o incomode porque ele sabe

Que amar e ser amado dá cor e alegria aos dias.

Amar é bom

Às vezes foge para os caminhos das serras. Aí está feliz,

Ama a liberdade e o beijo do calor do sol e da brisa sensual

Amar é bom

Por vezes faz sofrer, vira as costas sem arrependimento

Não querendo saber do outro amor.

Não se esquece de quem precisa ser amado,

Espalhando charme e ratoeiras aos amantes desprevenidos

Amar é bom

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O amor é coisa séria, faz sofrer, virando as costas sem arrependimentos

Não querendo saber do outro amor.

Há o amor calculista, interesseiro, esse que estrangula corações

Lá vai ele leviano para outras paragens.

Anda em círculo, tonto, não sabendo onde parar.

As moçoilas que se cuidem, o amor entra pelas portas e

Deita-se nas suas camas.

O amor é infantil gosta de brincar aos joguinhos da nossa infância

Antes de atirar sua seta final, não para de treinar em outros lugares

Há amores atrevidos, descarados que partem corações.

Finalmente o amor sereno, cuidadoso, penetrante, raro, duradouro e fiel, esse que só se vive uma vez.

Interessante, o amor não tem idade. Penso que se comporta como uma criança. Como tal é permitido amar com peso e medida em qualquer “pedaço” da vida.

Por: Eugénia Ascensão

 

 

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