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REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE
Dança das cadeiras na Junta e na Assembleia de Freguesia
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A sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Ermesinde (AFE) do passado dia 26 de junho (nota: realizada numa altura em que a nossa edição do referido mês já se encontrava fechada e como tal só no presente número fazemos eco das incidências ali ocorridas) ficou marcada pela primeira grande dança de cadeiras do atual mandato. Por outras palavras, assistiu-se a uma reconfiguração física quer no executivo da Junta, quer na própria constituição da AFE na sequência de algumas renúncias e pedidos de suspensão de mandato. O exemplo mais saliente foi o do até então tesoureiro do executivo, Bruno Ascensão, que fez chegar ao presidente da Assembleia de Freguesia um pedido de renúncia ao cargo de vogal/tesoureiro no executivo para voltar a desempenhar funções como membro da bancada do PS na AFE. Na missiva envidada ao líder da assembleia, Bruno Ascensão referiu que esta sua decisão resulta de motivos de ordem profissional, motivos esses que o impedem de continuar a desempenhar o cargo (de tesoureiro) «com a dedicação e disponibilidade que este exige», como deu nota. Mais adiante nesta sessão, o agora tesoureiro cessante usaria da palavra para deixar algumas notas de agradecimento. A primeira delas endereçada de forma irónica a alguém que nas redes sociais divulgou esta renúncia com contornos que faltaram à verdade. Alguém sem rosto, a quem Bruno Ascensão se referiu como o “Zé”, que nas redes sociais «fez questão de divulgar a minha demissão, mas enganou-se o “Zé”. Eu não vou deixar a Junta, não vou deixar a AFE, e pedia ao “Zé” que se afirmasse como homem e ser um bocadinho mais certinho quando partilha nas redes sociais”, disse em tom de crítica. Um segundo agradecimento foi endereçado aos colegas de todo o executivo, bem como aos funcionários da Junta pela colaboração dada. Agradeceu ainda ao seu amigo Miguel de Oliveira, conforme sublinhou, negando os rumores de que estaria às avessas com o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE). «Obrigado pela confiança, obrigado pela oportunidade de ter sido tesoureiro nesta casa, obrigado pela amizade», acrescentou Bruno Ascensão, que a terminar esta sua breve intervenção dirigiu-se aos membros da bancada da AFE, para onde voltaria de seguida, para sublinhar a ideia de que «Ermesinde não pode parar e Ermesinde efetivamente não vai parar».
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| MOTIVOS DE ORDEM PROFISSIONAL LEVARAM BRUNO ASCENSÃO A RENUNCIAR AO CARGO DE TESOUREIRO |
Por sua vez, Miguel de Oliveira referiu-se a Bruno Ascensão como um autarca de excelência, como um homem dedicado à cidade de Ermesinde. «Agradeço-lhe muito por todo o trabalho que desempenhou na Junta enquanto membro do executivo, enquanto tesoureiro e enquanto substituto legal do presidente de Junta. Ele é meu amigo e vai continuar a ser. Mas sem desprimor para qualquer elemento do executivo, o Bruno foi efetivamente um tesoureiro de excelência», disse o autarca.
Com a passagem de Bruno Ascensão para a bancada do PS na AFE foi preciso eleger um elemento que ocupasse o seu lugar no executivo, tendo a proposta apresentada por Miguel de Oliveira recaído na eleita Fernanda Moreira.
Mas outras “partidas e chegadas” foram vislumbradas nesta sessão. Na composição da mesa da AFE, por exemplo, a 1.ª secretária Ana Catarina Neto solicitou a suspensão do mandato pelo período de um ano por motivos de natureza pessoal. A eleita do PSD seria substituída no cargo pelo também social-democrata André Barbosa. E para substituir este último elemento na bancada do PSD entrou Serafim Moreira.
Também na bancada do Chega se registaram mudanças face às renúncias de Sandrina Branco, de Tiago Barbosa e de Cristiana Ramos, sendo que face a isto Paulo Vilhena tomaria posse como novo membro da bancada deste partido. De igual modo, Iuri Tavares tomou posse como membro da bancada do PSD após a renúncia de Cláudia Oliveira.
Finda esta dança de cadeiras deu-se entrada no período de antes da Ordem do Dia com o habitual “tempo de antena” dado às diversas forças partidárias com assento na AFE. Já na qualidade de membro da bancada do PS, Bruno Ascensão foi o primeiro a intervir para apresentar um voto de pesar pelo falecimento de Marta Fernandes, membro da lista do PS nas últimas eleições autárquicas.
Seguiu-se Nuno Lobo, do Chega, que entre ouros assuntos voltou a questionar a Junta – tal como havia feito na assembleia anterior – para quando seriam ligados os semáforos recentemente instalados no cruzamento junto à Escola do Carvalhal, dando a informação que nas semanas anteriores à sessão havia presenciado ali dois acidentes. Questionaria ainda se já havia resposta para a situação do saneamento das casas de banho instaladas em frente à Estação de Ermesinde, bem como da denúncia que lhe havia chegado por parte de uma associação de moradores dando nota de que as ruas de S. João, do Bom Samaritano, da Bela e Padre Américo se encontravam em mau estado, acrescentando que as mesmas são habitadas por várias pessoas com mobilidade reduzida e que as quedas têm sido constantes. O eleito do Chega alertou ainda para uma vaga de assaltos a carros que se tem verificado na zona da Resineira.
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| PARA MIGUEL DE OLIVEIRA, BRUNO ASCENSÃO FOI UM TESOUREIRO DE EXCELÊNCIA |
Na resposta a esta intervenção, Miguel de Oliveira começaria por informar que no seguimento do que o presidente da Câmara Municipal de Valongo (CMV) lhe havia transmitido numa recente visita a algumas ruas de Ermesinde, os serviços da autarquia valonguense iriam ser questionados sobre a razão dos semáforos do cruzamento do Carvalhal ainda não estarem em funcionamento, dado que já se passou demasiado tempo desde que foram instalados (Nota: Entretanto a 29 de julho os semáforos foram ligados, mas para já de forma intermitente, como é habitual nestas estruturas). Relativamente ao ponto de situação dos WC’s instalados no espaço ajardinado em frente à estação, informou que o que agora está pendente para a abertura dos mesmos não é a questão do saneamento, o qual já havia sido feito pelos serviços da Câmara, mas antes o facto de ainda estar a decorrer a instalação do ramal de energia elétrica por parte da empresa E-Redes. No que concerne à situação do mau estados das ruas, Miguel de Oliveira não só concordou com o retrato feito por Nuno Lobo como também reforçou a ideia de que tem reportado com insistência junto da Câmara de Valongo da necessidade de haver uma maior intervenção nos arruamentos da cidade, não só nestes atrás referidos, como noutros. Quanto aos furtos a automóveis que têm ocorrido na zona da Resineira deu nota de que as autoridades competentes já estão ao corrente da situação e que se encontram a trabalhar no sentido de a resolver.
A intervenção seguinte pertenceu a Carlos Mourão, do PSD, que começaria por propor um minuto de silêncio em memória das vítimas dos recentes terramotos na Venezuela, país onde segundo este membro da AFE vivem muitos ermesindenses. E fez-se o minuto de silêncio, tendo Miguel de Oliveira pedido posteriormente que se alguém souber de algum ermesindense que esteja em dificuldades fruto desta catástrofe que se abateu sobre o povo Venezuela, que informe a Junta no sentido de esta poder prestar ajuda no que lhe for possível. Posteriormente, Carlos Mourão deixou um voto de agradecimento a Bruno Ascensão «pelo trabalho dedicado e sentido de responsabilidade demonstrado ao longo do exercício das suas funções (de tesoureiro)».
O membro da bancada social-democrata daria ainda conta de que na última Assembleia Municipal de Valongo havia questionado – na qualidade de cidadão – diretamente o presidente da Câmara sobre o mau estado em que se encontram as estradas e passeios da nossa cidade, ao que o edil terá respondido que no início do verão as obras iriam arrancar no sentido de solucionar este problema. «Só não me disse se era no início do verão de 2026 ou de 2027. Por isso, pedia ao presidente da Junta que questionasse o presidente da Câmara quando é que começam mesmo as obras», solicitou Carlos Mourão.
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| ANDRÉ BARBOSA (O PRIMEIRO À ESQUERDA) OCUPOU O LUGAR DE ANA CATARINA NETO NA MESA DA AFE |
Quanto a esta questão dos arruamentos, Miguel de Oliveira informou que já havia visto funcionários do Município a fazer diversas intervenções, mas… «é preciso continuar. Vimos de anos de muito desinvestimento na manutenção das nossas vias e arruamentos e é preciso recuperar esse tempo. Por isso, é preciso aproveitar o bom tempo para fazer essas intervenções e não podemos esperar pelo próximo inverno», concordou o autarca.
Por sua vez, Alexandra Pinto, da Iniciativa Liberal (IL), abordou o tema alusivo à falta de condições em equipamentos desportivos na cidade, colocando em cima da mesa uma proposta a entregar à CMV no sentido desta autarquia promover um estudo de viabilidade para a criação de um complexo desportivo integrado em Ermesinde. «Estudar uma solução com visão, responsabilidade e realismo que possa ser executada por fases, começando pelas necessidades mais urgentes e evoluindo para uma resposta mais integrada. Mais do que perguntar quanto custa essa solução, importa perguntar quanto custa a Ermesinde continuar sem uma visão estruturada para o seu futuro desportivo urbano e comunitário», propôs a eleita da IL.
Na resposta, Miguel de Oliveira concordou com a necessidade da criação de mais e melhores infraestruturas desportivas para a cidade, acrescentando que numa recente reunião mantida com o presidente da Câmara teve a oportunidade de lhe dar nota disso mesmo, da construção de um novo estádio na cidade. «É intenção do presidente da Câmara, e ele já o disse em alguns fóruns, de estudar a possibilidade da construção de um novo estádio. Isso irá carecer de um estudo de viabilidade económica, de perceber como o município poderá alavancar esta obra que considero que é de todo fundamental», disse Miguel de Oliveira, opinando ainda que além de um estádio novo a cidade precisa de um pavilhão multiusos que possa albergar grandes competições e os treinos das crianças que aqui praticam modalidades de pavilhão, dada, em seu entender, a pressão que todas as associações desportivas locais têm em levar por diante as suas atividades desportivas pela falta de infraestruturas suficientes para todas elas.
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