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Edição de 31-03-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Desporto


BASQUETEBOL

CPN entra com força na Fase de Promoção/Apuramento de Campeão

O CPN já iniciou o seu trajeto na fase de apuramento de campeão/subida de divisão do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de seniores femininos. E ao cabo de cinco jornadas já realizadas (desta segunda fase), as ermesindenses ocupam os lugares de promoção, ocupando o 1.º lugar com 38 pontos (Nota 1: o CPN tem menos um jogo realizado por esta altura. Nota 2: Os pontos amealhados na 1.ª fase acumulam com os da 2.ª fase). O triunfo mais recente das cepeenistas aconteceu no dia 28 de março, altura em que bateram no Pavilhão Municipal de Ermesinde as alentejanas do Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende por 63-60. Este encontro assinalou o regresso do CPN às vitórias, depois de na ronda anterior ter averbado o seu único desaire até à data. Derrota essa que aconteceu em Ermesinde, no dia 21 de março, altura em que as propagandistas perderam com o Queluz por 51-56. Apesar do resultado negativo para a equipa da nossa cidade, assistiu-se a uma partida equilibrada, que acabou por ser decidida por detalhes de eficácia ofensiva. A equipa da casa entrou em campo determinada e manteve-se na luta pelo resultado até aos instantes finais. No entanto, a menor eficácia no lançamento acabou por condicionar a capacidade de traduzir em pontos os momentos de superioridade. Os números são claros: o CPN registou apenas 31% de eficácia de campo, com particular dificuldade no tiro exterior (3/23, 13%). Já o Queluz mostrou maior consistência nos lançamentos de dois pontos (50%), conseguindo construir uma vantagem que soube gerir nos momentos decisivos. Além disso, a equipa visitante levou a melhor nas tabelas (36 ressaltos contra 30), garantindo segundas oportunidades importantes. Em termos individuais, Tiffany Reynolds foi a principal figura do CPN, com 24 pontos, assumindo o protagonismo ofensivo numa tarde em que faltou maior equilíbrio coletivo na finalização. Apesar de derrota, a atitude da equipa ermesindense foi sempre competitiva, com uma resposta consistente mesmo nos períodos mais difíceis do encontro, um sinal claro de compromisso e ambição.

A entrada nesta fase de promoção (2.ª fase) deu-se a 28 de fevereiro, com o CPN a rumar a Évora para derrotar o Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende por 62-59. Nesta partida as cepeenistas mostraram desde cedo a sua identidade: ritmo elevado, agressividade defensiva e grande capacidade de luta até ao último segundo. Este triunfo foi construído com base numa forte resposta coletiva. Apesar da eficácia exterior mais baixa (3/18 em triplos – 17%), a equipa compensou com presença física e consistência nas restantes áreas: 35 ressaltos totais, garantindo equilíbrio defensivo; 11 assistências, refletindo bom jogo coletivo; e 15 roubos de bola, espelhando a pressão defensiva constante. Em destaque esteve Marta Rodrigues, com 24 pontos, liderando o ataque num jogo exigente, enquanto várias atletas contribuíram em múltiplos capítulos do jogo. Foi, acima de tudo, uma vitória de resiliência, onde o CPN soube sofrer e manter-se fiel ao seu ADN competitivo.

No dia 7 de março as cepeenistas receberam as algarvias do Ferragudo, num jogo em que voltaram a impor o seu ritmo alto e intenso, acabando por vencer por 72-66. Neste encontro, o CPN apresentou uma maior eficácia ofensiva: 51% de lançamento de campo (20/39), 91% da linha de lance livre (20/22), 38 ressaltos totais e 17 assistências. Individualmente, o jogo teve vários destaques. Marta Rodrigues voltou a brilhar com 20 pontos, 10 ressaltos e nove assistências. Tiffany Reynolds somou 19 pontos e seis ressaltos, enquanto Ana David Alves contribuiu com 15 pontos. Mas um dos pontos-chave do jogo foi o papel de Francisca Teixeira, que para além dos seus contributos estatísticos (quatro pontos, nove ressaltos e cinco desarmes de lançamento/ações defensivas relevantes), teve uma missão decisiva: anular a principal referência ofensiva do Ferragudo. A sua entrega defensiva, intensidade e leitura de jogo, foram determinantes para limitar a jogadora adversária que vinha sendo o destaque da competição, demonstrando assim a importância do trabalho invisível na construção da vitória.

 

 

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