Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 28-02-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Crónicas


foto

Serviço Médico à Periferia

Um Serviço de referência que teve início em 1975 com tempo de vigência de 5 anos. Foi o precursor do SNS.

Em janeiro de 1976 iniciamos SMP em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, por um período de 1 ano. O grupo destacado era constituído por 10 elementos, distribuídos pelos Serviços existentes em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

Assegurávamos 1 - uma urgência semanal de 24 horas, rotativa entre Hospital de PB (na imagem) e Hospital de AV (acrescidas dum período de permanência de 9/ 12 horas) 2 - períodos de consulta Médica nos respetivos Centro de Saúde. 3 -Assistência a grávidas no HAV que não era permitida no HPB, por imposição do pessoal de enfermagem, maioritariamente freiras, por considerarem os novos doutores, como diziam, inaptos para tão nobre Serviço e além de que possuíam competência para o fazer. Realço o facto de quando em vez a criança nascia durante o trajeto que as grávidas faziam pelos montes ao longo de vários quilómetros, devido à inexistência de meios de transporte. 4 - Uma vez por semana deslocávamo-nos a Britelos (Lindoso), à empresa Hidroelétrica que estando equipada com uma pequena unidade de Saúde nos permitia observar além dos utentes da própria empresa, pacientes externos. Havia a preocupação de contratar um taxista experiente para nos conduzir, já que o trajeto da viagem era feito por uma estrada pouco cuidada que acompanhava a margem do rio, por isso muito perigosa, especialmente no Inverno, como se veio a confirmar algum tempo mais tarde (queda de camioneta até ao rio, cheia de trabalhadores). 5 - Os doentes graves, ou com diagnostico duvidoso eram enviados para o H.S.J. (Porto), já que as Urgências do H.de Viana do Castelo (Centro de Apoio da área de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez) eram asseguradas frequentemente por colegas com menor formação.

Deparávamos com situações para as quais não estávamos inteiramente preparados, seguros.

Nunca cruzávamos os braços perante tais desafios, estabelecíamos contacto com os nossos mestres, colegas mais velhos do nosso Hospital de origem (HSJ) e quando necessário enviávamos o doente para o referido Hospital com contacto prévio, informativo.

Com todo o senão recebemos e tratamos qualquer tipo de doentes mesmo os de foro psicológico e psiquiátrico.

A população mostrou sempre a sua gratidão, ficando desolada, desconcertada aquando da nossa partida. Compreendia-se o seu desespero pelo facto de existirem apenas quatro médicos nos dois locais e uma luta perdida no que respeitava aos cuidados gerais de saúde.

Não esquecemos a forma amável e respeitadora com que nos receberam. Em particular um muito obrigada ao SR. Dr. Carlos de P.B. (já falecido) pelo seu PERSISTENTE DIÁLOGO E CUIDADO para com os novos médicos. Um obrigado a todo o pessoal de saúde com quem tivemos o privilégio de trabalhar.

foto
Era tal a generosidade e o carinho da população que tudo o que possamos dizer é pouco.

Por várias vezes, num café ou restaurante quando pedíamos a conta, já tudo estava pago. Gente que nos protegia como se protege a Família, convidando-nos para suas casas.

• Por último, passo a descrever um encontro que aconteceu num restaurante da Cidade do Porto, alguns anos após ter cumprido tão nobre Serviço: quando entrei no restaurante um senhor de certa idade que estava almoçando, levantou-se e com uma vénia cumprimentou-me da seguinte forma – Exma. Digníssima Senhora Doutora Eugénia, muito obrigado pelos excelentes cuidados que prestou á minha pessoa e a muitos outros doentes em Ponte da Barca. Terminou com um grande e apertado abraço que ficou colado a mim até hoje. Concretamente não me lembrava do senhor, mas representou todo o valor da minha, da nossa ajuda a uma população tão carenciada e negligenciada no que respeitava ao maior bem, o direito à saúde.

• Na minha opinião o

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

Nota: Desde há algum tempo que o jornal "A Voz de Ermesinde" permite aos seus leitores a opção pela edição digital do jornal. Trata-se de uma opção bastante mais acessível, 6,50 euros por ano, o que dá direito a receber, pontualmente, via e-mail a edição completa (igual à edição impressa, página a página, e diferente do jornal online) em formato PDF. Se esta for a sua escolha, efetue o pagamento (de acordo com as mesmas orientações existentes na assinatura do jornal impresso) e envie para o nosso endereço eletrónico ([email protected]) o nome, o NIF e o seu endereço eletrónico para lhe serem enviadas ao longo do ano, por e-mail, as 12 edições do jornal em PDF.

Mas se preferir a edição em papel receba comodamente o Jornal em sua casa pelo período de 1 ano (12 números) pela quantia de 13,00 euros.

Em ambos os casos o NIB para a transferência é o seguinte: 0036 0090 99100069476 62

Posteriormente deverá enviar para o nosso endereço eletrónico ([email protected]) o comprovativo de pagamento, o seu nome, a sua morada e o NIF.

Por: Eugénia Ascensão

 

 

este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
© 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: [email protected].