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Edição de 28-02-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026

António José Seguro eleito Presidente da República com recorde de mais de 3,5 milhões de votos

SEGURO SUCEDE A MARCELO REBELO DE SOUSA NO CARGO DE CHEFE DE ESTADO
SEGURO SUCEDE A MARCELO REBELO DE SOUSA NO CARGO DE CHEFE DE ESTADO
António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais e é o novo Presidente da República. O antigo Secretário Geral do PS alcançou 66,83% dos votos, venceu de forma clara em toda a linha no território nacional, o mesmo será dizer, triunfou em todos os distritos e em quase todos os concelhos do país. Abra-se um parêntese para referir que este segundo sufrágio presidencial só ficou concluído uma semana depois, isto é, no dia 15 de fevereiro, tendo em conta que 20 freguesias afetadas pelas tempestades que têm assolado o país viram a votação ser adiada uma semana – em relação ao dia em que os portugueses foram a votos pela segunda vez nestas Presidenciais, isto é, a 8 de fevereiro – devido ao estado de calamidade que foi decretado pelo Governo nas zonas mais afetadas pelo mau tempo, nomeadamente os concelhos de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.

Numa comparação com os resultados da primeira volta destas Eleições Presidenciais, Seguro conquistou mais 67 concelhos e mais 1050 freguesias nesta segunda volta. O novo Presidente de Portugal venceu este segundo sufrágio com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, superando os 3.459.521 de votos obtidos por Mário Soares nas eleições de 1991. Desta feita, Seguro venceu em 306 dos 308 concelhos do país. Só perdeu para o seu adversário, André Ventura, em dois concelhos (São Vicente e Elvas) e no estrangeiro, onde registou 48,12% contra os 51,88% do líder do Chega. No território nacional, António José Seguro venceu com maior vantagem nos distritos de Lisboa, do Porto e de Coimbra, sendo que a nível de concelhos alcançou uma maior vantagem na sua terra natal, Penamacor (com 81%), Coimbra (79%) e Oeiras (78%). Recorde-se que na primeira volta das Presidenciais de 2026, Seguro havia sido o candidato mais votado, com 31,12%, sendo que desta feita, e em termo comparativo, mais que duplicou essa percentagem.

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No seu discurso de vitória, o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na cadeira da presidência da República frisou que será «exigente» com os responsáveis políticos do país, mas sem «ser oposição» a estes. No seguimento deste compromisso, o vencedor do segundo sufrágio disse: «reafirmo a promoção de relações profícuas com o Parlamento e com o Governo. Prometi lealdade e cooperação institucional com o Governo, cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados. Não serei oposição, mas serei exigência», assegurando mais adiante na sua alocução que «a legislatura não será por mim interrompida». Sublinhando que irá ser o presidente «de todos os portugueses António José Seguro recordou ainda uma ideia a seu respeito tantas vezes repetida durante a campanha: «Sou livre, vivo sem amarras. A minha liberdade é a garantia da minha independência».

VENTURA RECONHECEU A DERROTA MAS ASSEGURA ESTAR NO CAMINHO CERTO PARA GOVERNAR O PAÍS
VENTURA RECONHECEU A DERROTA MAS ASSEGURA ESTAR NO CAMINHO CERTO PARA GOVERNAR O PAÍS
O oponente de Seguro nesta segunda volta das presidenciais, André Ventura, registou 33,18% das intenções de voto. Apesar de ter sido derrotado, o líder do Chega aumentou cerca de 413 mil votos em relação à primeira volta das Presidenciais. Ventura venceu em dois concelhos, como já antes foi referido, mais concretamente em São Vicente (na Madeira) e em Elvas (Distrito de Portalegre), e em 137 freguesias. No seu discurso, Ventura reconheceu a derrota, mas enalteceu o facto de o Chega «estar no caminho para governar o país». Endereçando felicitações a Seguro pela vitória, André Ventura sublinharia ainda que liderou o espaço da direita ao longo de toda a campanha e que sozinho travou uma luta contra todo o sistema político português, enaltecendo ainda o facto de o Chega ter obtido o melhor resultado de sempre do partido em Eleições Presidenciais.

Olhando agora para aquilo que foi a taxa de abstenção nesta segunda volta, ela foi de 50,00%, um pouco acima do que se havia passado na primeira volta (47,66%).

A tomada de posse de António José Seguro como novo Presidente da República está marcada para o próximo dia 9 de março.

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VITÓRIA TOTAL DE SEGURO NO NOSSO DISTRITO…

No plano distrital, António José Seguro venceu em todos os concelhos do nosso distrito, contrariamente ao que havia sucedido na primeira volta, em que viu escapar o concelho da Póvoa de Varzim para Ventura. A nível distrital, Seguro venceu com uma percentagem superior a que foi obtida no plano nacional, isto é, com 70,10% no distrito face aos 66,38% no mapa nacional. Em comparação com o que foi obtido na primeira volta, regista-se um aumento de mais de 38% na vitória de António José Seguro, que no primeiro sufrágio tinha vencido com 31,77%. Foi no concelho do Porto onde a vitória do ex. Secretário Geral do PS foi ainda mais expressiva, já que obteve um total de 77,99%, quando na primeira volta o vencedor destas eleições tinha tido a sua melhor votação em Baião, com 44,80%.

Por sua vez, André Ventura registou a nível distrital uma votação de 29,90%, uma percentagem também ela acima da que foi registada na primeira volta (20,87%). Apesar desta vez ter perdido a Póvoa de Varzim para o seu adversário na corrida presidencial, continuou a ser naquele concelho onde o líder do Chega registou a sua melhor votação em termos de concelhos, com 38,93%.

No que concerne à taxa de abstenção ela foi de 37,93%, cerca de dois pontos percentuais mais alta do que na primeira volta (quando se registou 35,05%), mas ainda assim bem mais baixa do que a média nacional.

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… E NO NOSSO CONCELHO E AS SUAS CINCO FREGUESIAS

A vitória do novo inclino do Palácio de Belém no concelho de Valongo foi semelhante ao resultado obtido em termos nacionais, isto é, 68,13%, cerca de mais um ponto percentual do que no território nacional. Já Ventura, registou a nível concelhio uma votação de cerca de menos um ponto percentual (31,87%) do que a alcançada a nível nacional.

No que concerne à votação nas freguesias do nosso concelho, Seguro venceu em todas, contrariamente ao que havia sucedido na primeira volta, onde, então, Sobrado tinha “escapado” para Ventura. Foi em Ermesinde onde o eleito Presidente da República obteve a sua melhor votação ao nível das freguesias: 71,81% e foi também na nossa freguesia onde Ventura teve a sua pior votação, 28,19%. Apesar de, desta feita, não ter sido o mais votado, continuou a ser em Sobrado onde o líder do Chega obteve o seu melhor resultado em termos das freguesias do nosso concelho, com 39,55%, ao passo que Seguro registou naquela freguesia a sua votação menos expressiva, com 60,45%. No que diz respeito à taxa da abstenção ela foi de 50% no território nacional, sendo que em termos concelhios esse valor foi menor: 37,94%. Nas nossas freguesias a taxa de abstenção rondou na maior parte delas os 38%.

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Por: MB

 

 

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