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Edição de 31-01-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Crónicas


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FALANDO DE COMBOIOS (1)

A revolução industrial e a evolução das máquinas a vapor

Nota da Redação:

Neste número de aniversário de A Voz de Ermesinde, uma das novas rubricas, intitula-se “Falando de Comboios…”, que evoca e valoriza uma das mais fortes marcas identitárias da cidade, indelevelmente ligada à história ferroviária nacional.

A propósito da Festa da Ferrovia em Ermesinde, é desde já possível anunciar que o próximo “Entre Linhas / Festa do Ferroviário” terá lugar, este ano, entre 10 e 12 de julho, mantendo viva uma tradição que cruza memória, património e comunidade.

A Redação agradece de forma muito especial ao Dr. Alberto Mateus ter aceitado o desafio de assumir a responsabilidade desta coluna, colocando o seu conhecimento e entusiasmo ao serviço dos nossos leitores. O nosso sincero agradecimento público.

Enquanto filho de um funcionário da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, entretanto já falecido, sempre e desde tenra idade me fascinaram os comboios, o material de tração e de transporte de pessoas e mercadorias e adorava a beleza das suas estações, anualmente avaliadas e premiadas.

Efetivamente, desde sempre vivi junto de ferrovias e como os meus avós paternos residiam na aldeia de Custóias do Douro, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, servida pela estação de Vargelas e os avós maternos residiam em Ervedosa do Douro, servida preferencialmente pela estação de Pinhão, realizei centenas de viagens de comboio.

Nasci junto à estação do Tua e, por força da evolução da carreira de meu pai e dos sucessivos concursos de promoção, frequentemente mudávamos de local de residência. Para além da estação do Tua, na linha do Douro vivemos em Paradela - Sever do Vouga, na linha do Vouga, Mirandela, na linha do Tua, Rio de Mouro, na linha de Sintra, Porto-Campanhã e finalmente a partir de finais da década de 60 em Ermesinde.

MEU PAI, JOÃO MANUEL MATEUS E MEUS FILHOS RICARDO E BRUNO, NUMA DAS MAIS ANTIGAS LOCOMOTIVAS DE PORTUGAL, NO MUSEU FERROVIÁRIO DO ENTRONCAMENTO
MEU PAI, JOÃO MANUEL MATEUS E MEUS FILHOS RICARDO E BRUNO, NUMA DAS MAIS ANTIGAS LOCOMOTIVAS DE PORTUGAL, NO MUSEU FERROVIÁRIO DO ENTRONCAMENTO
Em boa verdade, na tenra idade senti-me muito prejudicado na manutenção de amizades duradoiras, pela sucessiva mudança de residência, mas permitiu-me conhecer locais bem distantes do terral onde nasci!

Neste espaço, nos artigos seguintes, pretendo não só relembrar a epopeia do desenvolvimento da ferrovia em Portugal, iniciados em 1856, mas também e fundamentalmente no impacto que teve para a modernização e a coesão do território.

Deixarei referências à sua evolução, na cobertura nacional, mas também no encerramento de muitas das suas linhas, na evolução da tração a vapor para eletrificação e da conceção e alta velocidade em curso, crucial e servindo como motor de desenvolvimento e ligação de pessoas e mercadorias.

Importará desde já referir a evolução da descoberta das primeiras máquinas-ferramentas a vapor e a sua influência no transporte rodoviário e ferroviário.

Inicialmente o objetivo primeiro seria a substituição dos cavalos no transporte de carvão do interior das minas e libertar parte do esforço da mão-de-obra.

Posteriormente, a evolução desenvolvida em quadrantes e países diferentes, sobretudo na Inglaterra impulsionando a revolução industrial e o transporte rodoviário.

Rapidamente se evoluiu para a locomoção sobre carris em ferro, surgindo a ferrovia.

Cronologia da evolução:

1. Por volta de 1770, o francês

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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Por: Alberto Mateus

 

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