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REFLEXÕES SOBRE ERMESINDE (9)
“Ermosindi”, “Hermisende ”, “Ermesende ”, “Ermezinde”, “Ermesinde” (parte 5)
Então continuamos com os Suevos, esse povo nórdico, de origem germânica, que deu origem à génese do nosso povo.
Como vimos a história primitiva do povo Suevo coincide com a dos Hermiões1, do qual formava parte e que habitavam a região Noroeste da Alemanha e do sul da Escandinávia na idade do bronze
Mas afinal quem era este povo:
Quem eram e o que disseram e pensaram do povo Suevo antes de estes emigrarem para a Península Ibérica.
O primeiro a retratar, e a deixar registos sobre estes povos germânicos foi, Júlio César (século I a.C.) na sua obra: “Commentarii de Bello Gallico”2, onde Júlio César descreve suas campanhas na Gália e Germânia (58–50 a.C.).
Então, logo no I capítulo, “…Queixam-se os gauleses a Cesar de Ariovisto, rei dos germanos3, que ocupava o território dos Sequanos. Manda Cesar embaixadores a Ariovisto para compor as coisas, mas em vão. c. 30-36. Marcha contra ele com as tropas a princípio desanimadas, depois alvoroçadas por exortação sua. Conferenciam os chefes dos dois campos, mas sem resultado algum. Recorre-se, por fim, à fortuna das armas, e recebendo grande perda, fogem os germanos da Gália c. 37-54.”.
Neste período, a confederação dos Suevos, sob o comando de Ariovisto, era a força dominante no Reno. E os Suevos: Ocupavam a maior parte da Germânia central e oriental (a “Magna Germânia”), estendendo-se do Mar Báltico até ao curso superior do Reno. Em 60 a.C., já tinham atravessado o rio e ocupado parte da Alsácia, na margem ocidental (Gália).
Em 75 a.C., os germanos chegam aos arredores de Mogoncíaco4 sob o comando de Ariovisto, onde eles atravessam o rio Reno em sentido da Gália. Em 61 a.C., ouvindo o apelo dos aliados séquanos5, os suevos (talvez uma coligação de germanos mais geral) passam o Reno e infligem uma dura derrota aos éduos6 (representantes dos “partidários pró-romanos” na Gália independente) sem que Roma lhes venha prestar ajuda. Ariovisto decide então estabelecer seus 120 000 homens em um terço do território de seus aliados séquanos (entre as atuais Alsácia e Franco-Condado), decisão imposta pela força na batalha de Admagetóbriga, Amagetóbria ou Magetóbria (hoje La-Moigte-de-Broie, perto de Pontarlier), foi travada em 63 a.C. entre tribos rivais que disputavam o controle da Gália. Os éduos foram derrotados e massacrados pelas forças combinadas dos séquanos e Arvernos, que, ainda assim pediram a ajuda dos germânicos suevos do rei Ariovisto. Depois da derrota, os
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Por:
Carlos Marques
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