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ENTREVISTA
“VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra” abre a Mostra de Teatro Amador de 2026 pela mão do grupo Casca de Nós
Arranca no próximo dia 6 de fevereiro mais uma edição da Mostra de Teatro Amador do Concelho de Valongo. E o primeiro grupo a subir ao palco da edição deste ano da mostra é o Casca de Nós (da Associação Académica e Cultural de Ermesinde). Tal irá acontecer nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro na Sala das Artes do Fórum Vallis Longus, na sede do concelho, sendo que nos primeiros dois dias o Casca de Nós sobe ao palco às 21H30 e no terceiro dia pelas 16H00. “VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra”, é o trabalho que o grupo ermesindense irá apresentar, sendo que para desvendar um pouco do que o público pode esperar desta nova peça, o nosso jornal esteve à conversa com o diretor do Grupo de Teatro Casca de Nós, André Barros Pinto.
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A Voz de Ermesinde (AVE): Estamos à porta de mais uma edição da Mostra de Teatro Amador (MTA) do Concelho de Valongo e como vem sendo hábito na nossa comunidade há sempre uma enorme expectativa para ver em palco o trabalho do Casca de Nós. De ano para ano, o grupo tem-nos surpreendido com trabalhos de enorme qualidade. Este ano a fasquia mantém-se elevada?
André Barros Pinto (ABP): Estamos muito felizes por, mais um ano, marcarmos presença na Mostra de Teatro Amador. É um evento que já faz parte da nossa comunidade, não só pelo carinho do público, mas também pelo desafio que representa para nós: subir ao palco e corresponder, ano após ano, a essa confiança e exigência. Este ano a fasquia mantém-se bem elevada. Temos vindo a apostar cada vez mais na qualidade dos nossos espetáculos, com a vontade constante de fazer mais e melhor, e isso levou-nos a arriscar num projeto ainda mais exigente. Este é um musical cabaret com uma dimensão muito especial, que pede muito de todos: em energia, em entrega, em rigor e em trabalho de equipa. O resultado é um espetáculo extremamente vistoso, cheio de ritmo, animação e brilho, onde a representação, a dança e o canto se unem para criar uma experiência envolvente e inesquecível. Neste seguimento, aproveitamos para reforçar que os bilhetes já estão à venda e restam muito poucos. Os últimos podem ser adquiridos em valongo.bol.pt. Como tal, quem quiser garantir lugar o melhor é fazê-lo o quanto antes.
AVE: Falando agora concretamente desta nova produção, “VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra”, querem levantar um pouco a ponta do véu sobre a mesma?
ABP: “VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra” é um espetáculo original do Casca de Nós e nasce de uma vontade muito clara: criar um musical com espírito cabaret cheio de ritmo, brilho e intensidade, mas com uma história que também nos prende e surpreende. Para dar vida a este desafio, reunimos uma Equipa Artística à altura. O texto é da autoria de mim próprio, André Barros Pinto, do Diogo Moreira e do Gonçalo Ferreira; a partir de “Vilma” de Carlos Frazão; a Encenação é de Mário Sá; a Coreografia é de Filipa Neto e de Mário Sá; a Cenografia, Adereços e Música é também minha e de outros elementos que tornam este projeto ainda mais rico e cuidado em cada detalhe.
A esta Equipa Artística junta-se um elenco extraordinário de atores como: André Barros Pinto, Catarina Sá, Diogo Moreira, Gonçalo Ferreira, Íris Neto, Joana Andrade, Justino Pinheiro, Leonilda Moreira, Petra Braz, Rita Pinto, Sandra Monteiro e Tiago Teixeira.
Quanto ao desenrolar da história… não podemos revelar muito além da sinopse, porque parte do encanto está mesmo no mistério e nas surpresas que vão acontecendo ao longo do espetáculo. Mas podemos garantir que o público vai encontrar uma produção misteriosa, sensual, atrevida, surpreendente e muito divertida, com números musicais envolventes, momentos de grande impacto visual e uma atmosfera que nos transporta para um mundo onde o glamour e a tensão convivem lado a lado.
AVE O que é que esta nova produção traz de novo ao que tem sido apresentado pelo Casca de Nós nos anos mais recentes?
ABP: Esta nova produção traz-nos um desafio diferente e, acima de tudo, mais exigente. Apesar de mantermos a identidade e a estética que o Casca de Nós tem vindo a construir nos últimos anos, “VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra” leva-nos para um território mais ousado e rigoroso. É um espetáculo onde a dança, a sensualidade e a energia do elenco estão à prova de forma muito assumida, o que exige dos intérpretes uma entrega total: não só na interpretação, mas também no canto e na expressão corporal.
Ao mesmo tempo, é exatamente essa exigência que faz com que o resultado em palco seja tão impactante: um espetáculo vibrante, atrevido, elegante e cheio de ritmo, que prende o público do início ao fim.
AVE: O elenco conta com os mesmos atores que vimos em produções anteriores?
ABP: O nosso elenco e a nossa equipa artística têm-se mantido, na sua maioria, ao longo das últimas produções, e isso é algo muito positivo porque revela uma consolidação da nossa forma de trabalhar. Ao longo dos anos fomos criando uma linguagem própria, uma grande confiança entre todos e um espírito de equipa muito forte e isso sente-se em palco, na segurança, no ritmo e na qualidade do resultado final. No entanto o Grupo de Teatro Casca de Nós da Associação Académica e Cultural de Ermesinde tem sempre as portas abertas a quem queira juntar-se a nós. Estamos disponíveis para receber novos atores, com ou sem experiência, porque acreditamos que o teatro também se constrói com oportunidades, partilha e vontade de aprender. Por isso convidamos todos aqueles que tiverem curiosidade para virem assistir ou experimentar um ensaio. Todas as idades são bem vindas, mas mais importante é trazer vontade, compromisso e paixão pelo palco!
AVE: O Espetáculo estará em cena nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro no Fórum Vallis Longus. nesse sentido, querem deixar um convite aos nossos espetadores para se juntarem a vocês?
ABP: Sim, queremos muito aproveitar para deixar um convite especial a todos os espetadores! “VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra” é um espetáculo pensado para ser uma verdadeira noite de teatro, com humor, música, brilho, surpresa e muita energia, daqueles que nos fazem esquecer o mundo lá fora e sair de coração cheio. É uma produção à imagem do que se faz nas grandes companhias musicais ideal para vir com amigos, em família ou até para uma saída a dois. E o melhor é que, por apenas 4 euros, é possível assistir a um espetáculo de grande qualidade cheio de bons momentos.
Aproveitamos também para voltar a alertar que já restam mesmo muito poucos bilhetes, por isso quem quiser garantir lugar deve apressar-se. Podem comprar online em valongo.bol.pt ou diretamente junto da nossa associação. Não podemos deixar de agradecer ao nosso público, que tem sido incansável e tem esgotado as nossas salas espetáculo após espetáculo, ano após ano. Obrigado por estarem sempre connosco é para vocês e por vocês que criamos, trabalhamos e subimos ao palco. Sem o vosso apoio, nada disto seria possível.
AVE: Já agora, há intenção de o grupo levar esta nova produção a outros locais além do Fórum Vallis Longus no âmbito da MTA? Exibi-la na nossa cidade de Ermesinde, por exemplo?
ABP: Sim, há essa intenção, sem dúvida. À semelhança do que temos feito nos últimos anos, a MTA é sempre o ponto de partida: estreamos aqui e depois o espetáculo segue caminho. Após a estreia, o musical vai entrar em digressão ao longo do ano, já com algumas datas e locais marcados. Estamos, como sempre, totalmente abertos a convites, o que nos deixa com uma alegria enorme em sentir que o nosso teatro pode chegar a públicos diferentes e continuar a crescer. Quanto à possibilidade de apresentarmos este musical na nossa cidade de Ermesinde, que é a nossa casa, seria algo muito especial. Era importante mostrar este espetáculo na cidade onde o grupo tem sede e onde temos tantas pessoas que nos acompanham desde o início. No entanto, os espaços culturais da cidade não se parecem mostrar disponíveis nem interessados nisso. Ainda assim, mantemos a nossa linha de trabalho e o nosso compromisso de levar o Casca de Nós o mais longe possível. Temos tido a felicidade de atuar em vários pontos do país, em salas que nos recebem de braços abertos e com públicos que nos acarinhavam imenso. Onde houver um palco e vontade de nos receber, nós vamos, porque é essa partilha com o público que dá sentido a tudo o que fazemos.
AVE: E por falar em MTA, o Casca de Nós é atualmente das companhias que mais participações tem na mostra. Para além disso, como tem sido o vosso percurso e a vossa envolvência na área artística e cultural?
ABP: Para além da criação de grandes espetáculos todos os anos, com uma Equipa Artística vasta, profissional e apaixonada pela cultura, o Casca de Nós tem explorado diversas áreas culturais, procurando levar o teatro e a animação artística a diferentes públicos e contextos. Seja no Teatro de Rua, na Animação Cultural, Workshops e outros.
A Junta de Freguesia de Ermesinde e o Município de Valongo têm confiado em nós para dinamizar diversos momentos importantes da vida cultural da cidade. Entre eles, podemos destacar com carinho a nossa participação nas festividades dos 150 anos da Linha do Douro, com animação a bordo nos comboios; o Carnaval de Ermesinde; a Aldeia Natal; a Feira do Livro; o Espetáculo de 25 de Abril; entre outros. Temos uma equipa preparada para estes momentos que está sempre disponível com profissionalismo e responsabilidade para colaborar na dinamização de eventos culturais de diferentes dimensões, porque acreditamos que é também assim que se constrói uma relação forte entre o teatro, a cidade e o público. Por isso estamos sempre aqui disponíveis para fazer aquilo que mais gostamos: Teatro!
Queremos terminar por deixar o nosso agradecimento pelo convite e pela oportunidade de partilhar o nosso trabalho com o público através desta entrevista. Aproveitamos para reforçar o convite: venham ver “VILMA, uma comédia musicada em tempos de guerra” nos dias 6 e 7 de fevereiro às 21h30 e dia 8 às 16h00 no Fórum Vallis Longus com bilhetes em Valongo.bol.pt
Obrigado a todos pelo apoio e por estarem sempre connosco. Vemo-nos no teatro!
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