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REFLEXÕES SOBRE ERMESINDE – (EXTRA)
“Ermosindi”, “Hermisende ”, “Ermesende ”, “Ermezinde”, “Ermesinde”
Antes de continuar com a saga dos Suevos, e porque um leitor destas crónicas me colocou a questão do porquê deste título.
Assim sendo, após ler diversos documentos e vendo várias fotos de Ermesinde chamou-me a atenção, as diversas formas de escrever a palavra Ermesinde. Então este título surgiu como forma de retratar todas essas palavras que tomei conhecimento sobre esta cidade. A primeira e mais antiga é:
Ermosindi – Sabendo-se que este termo remonta ao tempo dos Suevos, que aqui habitaram nos séculos V e VI da era de Cristo, (mais propriamente, como Reino Suevo, entre 409 e 585 d.C., com capital em Braga, e foi o primeiro reino germânico independente no antigo Império Romano1), não é de estranhar a sua referência escrita. Sendo esta a primeira e mais antiga referência a esta região da área metropolitana do Porto, e que é “Ermosindi” retrata a primeira palavra referente a este local e que é retratada pelo ano de 944 e vem transcrito no “Livro Preto da Universidade de Coimbra”, sendo este testamento já transcrito e traduzido no livro “Ermesinde – O Património e a Nossa Gente” de Jacinto Soares, e que aqui reproduzimos a capa do livro e o texto em latim, retirado do livro. Assim fica aqui a prova da existência desta terra muito antes da existência da nacionalidade;
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Hermisinde e Ermesende - “Ermesende” é um concelho na província de Zamora, que foi portuguesa e era assim tratada, em castelhano é “Hermisende”. Nada teria de particular se não fosse pela sua peculiar história e o facto de ainda existir a pegada da presença portuguesa na região. Trata-se de um concelho limítrofe com a Galiza, sendo que este concelho está formado por várias aldeias que totalizam pouco mais de 300 habitantes, sendo que Ermesende ou Hermisende é a mais populosa. Destas aldeias, duas, Castrelos e Castromil pertencem ao âmbito linguístico galego, designadamente o dialeto portelego central2, esta última está partida em duas partes pelo limite entre a província de Zamora e a Galiza, havendo uma parte galega, com mais habitantes, e outra de Zamora. As restantes aldeias são três: a própria Hermisende, San Ciprián de Hermisende y La Tejera. A particularidade destas aldeias é que no início eram aldeias portuguesas, pertencentes à província de Trás-os-Montes, e o foram até 1640, ano em que ficaram integradas no reino da Galiza, entidade administrativa existente na altura na Monarquia Hispânica. O nome delas, em português, era Hermisende (ou Ermesende), São Cibrão e Teixeira. A língua falada lá, para além do espanhol ou castelhano, continua a ser a língua portuguesa, segundo o eminente filólogo Luís Cortés Vázquez, já falecido, professor catedrático na Universidade de Salamanca e que fez inquéritos linguísticos na região, definindo a fala do lugar como essencialmente portuguesa, com algumas influências galegas e do castelhano;
- Caso particular Ermizinde
Na figura 3 constatamos uma forma diferente de escrever Ermesinde. Esta forma “Ermizinde”, ou seja, quando é escrito manualmente “Aldea de Ermizinde”, assim escrito no “Promptuário de 1689”. Acreditamos que deverá ter sido um erro de quem escreveu ao trocar o primeiro “e” por um “i”, e que terá sido devido à questão fonética por quem foi ouvido esta palavra.
Ermezinde ou Ermesinde – Segundo os técnicos linguistas, do ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho, da Universidade de Lisboa, na pessoa de ‘Por F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) 28 de abril de 2006’ in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas. iscte-iul.pt/consultório /perguntas/ermesinde--matosinhos/17623 [consultado em 20-12-2025] no seu site de Ciberdúvidas linguísticas, após a seguinte pergunta
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Por:
Carlos Marques
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