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Edição de 30-11-2025
Jornal Online

SECÇÃO: Local


Pequenos grandes gestos que todos devemos ter em tempos de chuva

Com o período propício à frequência de intempéries existem pequenos (grandes) gestos, ou atitudes, que todos podemos adotar não só para nos protegermos a nós próprios como também a todos os outros que nos rodeiam, ou seja, a nossa comunidade. Estes conselhos a adotar por todos nós foram transmitidos pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (BVE), Emanuel Santos, no decorrer da nossa habitual revista da atividade operacional da corporação da nossa cidade. Mas antes de falarmos dos conselhos veiculados pelo comandante, olhemos para os números da atividade operacional dos bombeiros no período compreendido entre os dias 27 de outubro e 25 de novembro. Assim, e no que concerne a incêndios, os BVE realizaram intervenção em três incêndios em habitações e seis incêndios em veículos. Nestes cerca de 30 dias de atividade operacional os bombeiros foram requisitados para intervir em oito atropelamentos rodoviários, 17 acidentes de viação e um acidente aéreo. Foram ainda efetuados 639 serviços de emergência pré-hospitalar, cinco aberturas de porta com socorro e 90 atividades de Proteção Civil. Neste período temporal foram despendidas 2300 horas de serviço operacional e percorridos 29.600 quilómetros. Foram ainda despendidas 2800 horas de serviço voluntário e 350 horas de formação.

Voltemos então ao início desta peça para falar então de algumas práticas a ter, digamos assim, em tempos de intempérie. Na parte das inundações, ou seja, no sentido de evitá-las, o comandante aplica um velho chavão que diz que “se todos varrermos à nossa porta temos a nossa rua limpa”. E este varrer não se refere apenas ao lixo, mas nesta altura em que chove um bocado mais do que o normal, e quando há muitas folhas secas nas ruas, uma forma de prevenir inundações é pegar nessas folhas e colocá-las num saco para irem para lixo. «Com dois minutos de trabalho evitamos assim alguns constrangimentos que nos podem prejudicar, seja nas habitações, seja nos veículos, ou no próprio movimento na via pública. Devemos manter as sargetas limpas», apela o comandante. Alerta ainda para alguns cuidados a termos nas varandas, ou a quem as tem nas suas casas. Nos períodos em que houver acumulação de águas provenientes das chuvas deve-se ter sempre as saídas de água limpas e desimpedidas, o que facilmente qualquer um de nós pode fazer usando um ferrinho para desentupir. Com este ato mantemos a varanda limpa e evitamos danos que podem não ser fáceis de recuperar. Ainda no aspeto das varandas, há que ter em conta que quando hajam alertas para ventos fortes não devemos ter nada que possa voar facilmente nessas zonas, como por exemplo, peças de roupa sem molas no estendal, já que facilmente podem voar para a via pública. E na via pública devemos ainda evitar de estacionar os carros com os pneus em cima das tampas das sargetas, pois isso impede que a água escoe.

E por falar em carros, o comandante alerta para o cuidado que todos nós devemos ter na condução, em circular a uma velocidade mais reduzida em períodos de chuva, alturas em que a visibilidade é mais reduzida. «É preferível demorar mais uns segundos, ou alguns minutos, a chegar a algum lado ao circular a uma velocidade reduzida do que bater e ficar parado à chuva durante algumas horas», diz. Ainda no que concerne aos condutores, alerta para que circulemos também em velocidades reduzidas quando nos deparemos com lençóis de água na estrada, já que facilmente se pode perder o controlo do carro, além de que quando há este tipo de obstáculo, digamos, ao não conseguirmos ver um buraco na estrada, por exemplo, pode levar à danificação do veículo. Há ainda que ter atenção aos peões, porque se quem está dentro de um carro está abrigado da chuva, quem circula nos passeios não o está. E nesse sentido não custa ser sensível a este facto e dar prioridade aos peões, ao deixá-los atravessar a rua em primeiro lugar. Mas quem circula a pé deve ter também alguns cuidados, desde logo o estar visível em tempos de chuva, pois com roupa escura no inverno, altura em que a iluminação pública é parca e a visibilidade dos automobilistas é reduzida pela chuva, os peões podem não ser vistos pelos automóveis e dar origem a algum acidente. Nesse sentido, e para evitar isso, recomenda-se o uso de algo florescente, como uma braçadeira, por exemplo, para sermos desta maneira vistos pelos condutores quando circulamos.

Por: MB

 

 

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