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Edição de 31-07-2026
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    Arquivo: Edição de 31-07-2025

    SECÇÃO: Crónicas


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    ENCONTRO DE CULTURAS (6)

    O Monte Fuji e as Festas de Verão, no Japão

    Verão no Japão

    O Verão, no Japão, é quente e húmido. É também uma das épocas mais festivas do Japão, precisamente pelos seus festivais centenários de músicas e danças tradicionais, fogos de artifício e festas (matsuri) às divindades (kami) de cada localidade, que incluem procissões e desfiles típicos da tradição shintoísta.

    Tradicionalmente e devido ao calor do Verão, os japoneses preferem as montanhas com árvores verdejantes e frondosas, que dão sombra e aconchego com regatos de água fresca a correr, saltitando por entre as rochas. Gostam também de fazer longas caminhadas pelas altas montanhas, que, muitas vezes, culminam num banho retemperante em piscinas de águas termais (Onsen), frequentes, por ser o Japão um Arquipélago de origem vulcânica ou, como outros dizem, uma plataforma flutuante, com frequentes terramotos no solo ou no mar (tsunami).

    É verdade que mais recentemente e, sobretudo, os mais jovens, procuram o litoral e participam em regatas nos rios e no mar, em canoas ou motas de água. As águas minerais e termais são muito abundantes, em todo o país, e com propriedades curativas; as florestas são também um dos recursos mais disponíveis em todo o país com excelentes madeiras, que se usam não só na construção de mobiliário, mas também nos pauzinhos (hashi) descartáveis ou não, que se usam para comer. O mar traz também muita abundância de marisco e peixe, nomeadamente o atum, o polvo e o salmão, que depois entram na confeção do sushi (peixe fresco sobre arroz cozido) e do sashimi (bife de peixe fresco), que geralmente se come com óleo de soja e mostarda verde (wasabi).

    No pico do Verão, a 15 de agosto, celebra-se a festa do Obon (festa dos mortos), quando muitos japoneses voltam às suas cidades e aldeias de origem para participar de rituais budistas de convivência, comunhão e celebração com as almas dos seus ancestrais e antepassados já falecidos, preparando-se refeições típicas para a festa e com toda a família reunida nas suas terras de origem (furosato). Neste período acontecem muitas festas, de origem ancestral e enraizadas na tradição, como, por exemplo, no fim da tarde, da festa do Obon com o reenvio das almas, nos montes sobranceiros a Quioto.

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    O Monte Fuji (Fuji-san).

    É a mais alta montanha da ilha de Honshu e de todo o arquipélago japonês. Subjacente à chaminé da montanha, que de inverno se reveste de neve, está um vulcão ativo, atualmente com baixo risco de erupção. Localiza-se a oeste de Tóquio próximo da costa do oceano Pacífico, na fronteira entre os distritos de Shizuoka e de Yamanaka. Tem 3.776 metros de altitude. É, sem dúvida, o ícone fotográfico e artístico do Japão, considerado, pelos japoneses, como um Monte Sagrado. Os veículos podem circular até quase metade do Monte e depois o restante trajeto é feito a pé.

    Lago Ashi com o Monte Fuji ao fundo. À direita pode ver-se um Tori, tradicional pórtico de um Templo shintoísta onde se puxa uma sineta para rezar antes de ter purificado as mãos com água. O Xintoísmo, que significa “caminho dos deuses” é a religião tradicional dos japoneses, que também recorrem a um dos ramos do Budismo para a encomendação das almas, que partem deste mundo.

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    Os Festivais tradicionais do Verão nipónico

    Os tradicionais festivais de verão oferecem a oportunidade de conhecer a cultura local em primeira mão. Por todo o país realizam-se festivais com tradicionais carros alegóricos (mikoshi), danças ritmadas, que envolvem centenas de pessoas com lâmpadas de papel e uma grande variedade de pratos e bebidas.

    O Festival de Tenjin, que acontece em

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    Por: P. Domingos Areais

     

     

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