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Edição de 31-03-2026
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    Arquivo: Edição de 31-07-2025

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    Incêndios rurais (mais que) triplicaram nos últimos 30 dias de serviço operacional dos Bombeiros de Ermesinde

    Foto ARQUIVO
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    Um grande aumento de incêndios rurais. Esta é uma das principais notas a reter da atividade operacional dos Bombeiros de Ermesinde ao longo dos últimos cerca de 30 dias, mais concretamente no período temporal compreendido entre 27 de junho e 26 de julho. Em termos precisos, neste período os bombeiros estiveram presentes em 45 incêndios rurais, mais do triplo em relação ao mês anterior, quando se tinham registado 14 presenças no combate a este tipo de ocorrência. Ainda no que toca a incêndios, registaram-se sete incêndios estruturais. Aumento também neste período para os atropelamentos, e se no mês anterior os bombeiros não foram chamados para qualquer ocorrência a este nível, nestes últimos 30 dias foram requisitados para intervir em dois atropelamentos. E se neste último ponto se verificou um aumento de serviços, no que concerne a acidentes rodoviários houve uma redução face ao mês anterior, tendo agora sido registados 15 acidentes, havendo ainda a intervenção num acidente aéreo. Continuando a olhar para os números da atividade operacional do corpo de bombeiros da nossa cidade, foram efetuados 642 serviços de emergência pré-hospitalar, 115 serviços de apoio à população e outras atividades de proteção civil, tendo sido percorridos ao longo deste período temporal um total de 27.213 quilómetros, registadas 1705 de serviço operacional, 1848 de piquete e 350 horas de formação.

    Voltando ao ponto inicial desta retrospetiva mensal da atividade dos bombeiros, entroncamos com o tema dos incêndios, que nesta altura do ano é sinal de alerta não só no nosso país como noutros pontos do globo. Neste ponto, o comandante Emanuel Santos relembrou que a intervenção dos Bombeiros de Ermesinde reside numa zona urbana, e que por isso os serviços alusivos a incêndios são sempre localizados no espaço periurbano, isto é, entre a floresta e as casas, o que na sua voz torna estes fogos mais perigosos, já que a aproximação a habitações obriga a uma intervenção mais rápida e como tal com uma reduzida capacidade para estruturar o combate. Ou seja, com a rapidez que é exigida para a intervenção, os bombeiros não têm muito tempo para perceber como vão combater o incêndio, conhecer o porquê da origem do fogo, como vão segurar o fogo, entre outros aspetos que não permite aos “soldados da paz” terem muito tempo para pensar, mas sim em intervir de pronto. E quando é junto a casas mais célere se torna essa intervenção, e por vezes ficam alguns pontos (de reacendimento) que obrigam a manter uma vigilância constante. E é neste sentido que o comandante frisa que todos os cidadãos são um agente de proteção civil, e que nesse sentido devem estar atentos para que caso se vislumbre um pouco de fumo na sequência de um incêndio que tenha ocorrido na véspera não se chame de imediato os bombeiros. «O facto de estar a deitar um pouco de fumo não quer dizer que haja a necessidade de se chamar os bombeiros, pois o próprio cidadão pode lá chegar com um balde de água e resolver a situação e evitar assim uma deslocação dos bombeiros que podem naquele momento estar a fazer falta noutro local. Porque quando nos ligam por causa de um incêndio, para nós é sempre um incêndio, ou seja, não vamos pensar que é só um bocadinho de fumo, é um incêndio, ponto, e nós vamos de imediato. E o que acontece por vezes é que quando lá chegamos há apenas um bocadinho de fumo que nem chama tem e nós tivemos uma deslocação em emergência», explica o comandante.

    Ainda a propósito deste período em que o risco de incêndio é maior, Emanuel Santos alerta para a importância da prevenção, ou seja, de não se fazerem fogueiras sem prevenção, a qual passa por pedir autorização ao ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas para poder queimar sobrantes, e não lixo, em pequenos montes que requerem algumas regras. Desde logo, devemos limpar e posteriormente regar o terreno em volta da fogueira (após ser autorizada pelo ICNF) e ter sempre à mão uma mangueira e um extintor caso a operação, digamos, corra menos bem.

    O comandante Emanuel Santos deixou ainda alguns conselhos aos condutores para quando forem confrontados na estrada com a presença de veículos de emergência (sejam dos bombeiros, ou da polícia). Ou seja, muitas vezes os condutores não sabem o que fazer quando são “pressionados” por ambulâncias em marcha de emergência. Os que circulam na faixa da direita vão para a esquerda, e vice-versa, ao invés de encostarem com calma junto à berma ou passeio que lhes está mais próximo, evitando assim os bombeiros, por exemplo, de terem de fazer slalons por entre os carros para passar, podendo por vezes provocar algum acidente.

    Por fim, e com a vaga de calor que se vive e que se irá agravar nos próximos dias, o comandante aconselhou a que todos os cidadãos bebam muita água. «A hidratação é importante nesta época em que estamos a passar por picos de calor. As pessoas devem habituar-se a beber muita agua, mesmo que não tenham sede devem ir bebendo pequenos goles no período de calor, para que se mantenham hidratados. Devemos também evitar andar ao sol nos picos do calor, e nas nossas casas as janelas devem estar abertas com as frinchas dos estores abertos para permitir a circulação do ar e arrefecer as habitações».

     

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