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ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2025
Foi comunicado oficialmente pelo Governo, no início deste mês, a data das eleições autárquicas. 12 de outubro será então o dia em que o povo é chamado às urnas para eleger os seus representantes locais para os próximos quatro anos. E no nosso concelho, o mês de julho foi muito movimentado no que concerne à apresentação/divulgação de candidatos aos órgãos autárquicos (Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia). E olhando para o cenário local algumas notas saltam à vista. Uma delas é que Campo e Sobrado voltam a ir a votos de forma independente. Isto é, com a aprovação no Parlamento da desagregação de 135 uniões no sentido de repor 302 freguesias agregadas em 2012, Campo e Sobrado voltam a ser freguesias autónomas e nesse sentido voltam 16 anos depois a escolher individualmente os seus representantes autárquicos ao nível das respetivas Assembleias de Freguesia. Nota a salientar é também a de que o ciclo de 12 anos de José Manuel Ribeiro à frente da Câmara Municipal de Valongo (CMV) chega ao fim, pelo que após o dia 12 de outubro haverá um novo presidente da autarquia. Seis são para já os candidatos conhecidos à liderança da Câmara, sendo que o Bloco de Esquerda também irá dar a conhecer no mês de agosto os seus candidatos aos diversos órgãos autárquicos, entre os quais à edilidade.
A coligação entre PSD e CDS-PP, expressa na Aliança Democrática (AD), que tão bons resultados tem obtido no passado recente em termos nacionais, é agora replicada à escala local, com Hélio Rebelo a ser a aposta para recuperar uma Câmara que desde 2013 é governada pelo PS. E Paulo Esteves Ferreira é o trunfo dos socialistas para continuarem a conduzir os destinos da autarquia no próximo mandato, ele que é atualmente vice-presidente da CMV. Fim de ciclo também na Assembleia Municipal de Valongo (AMV) no que diz respeito à presidência deste órgão. Depois de 12 anos a ser dirigida por Abílio Vilas Boas, a AMV irá também conhecer um novo presidente. Quem faz a sua estreia a nível de eleição autárquicas no concelho é a Iniciativa liberal, que vai a votos em todos os órgãos autárquicos. Olhando agora para as freguesias, onde algumas caras novas irão aparecer nas cadeiras as presidências. Mais em concreto no já referido caso de Sobrado e Campo, que irão ter novos presidentes de Junta, já que Alfredo Sousa, o atual presidente da União de Freguesias não se apresentará a votos. Em Ermesinde, o atual presidente da Junta, Miguel de Oliveira, irá pela primeira vez como cabeça de lista a votos, ele que assumiu o cargo a meio do atual mandato após a renúncia do presidente eleito há quatro anos, João Morgado. Já em Valongo e Alfena poderão, ou não, haver regressos às respetivas presidências de Junta. Na sede do concelho a atual presidente, Cláudia Lima, não se irá recandidatar, tendo o PS apostado em Ivo Vale Neves para continuar a liderar a Junta, ele que entre 2013 e 2021 foi presidente da Freguesia de Valongo antes de sair para o executivo camarário no mandato que agora chega ao fim. Em Alfena, Arnaldo Soares volta a fazer surgir o Movimento (independente) “Unidos Por Alfena”, na tentativa de regressar à presidência de uma Junta que ele conhece bem, já que liderou a autarquia alfenense em três mandatos (2005-2009, 2013-2017 e 2017-2021). E por falar em candidaturas independentes, também em Sobrado José Carlos Paupério (que no último mandato foi deputado municipal eleito pelo Nós, Cidadãos) encabeça o Movimento “Sobrado Primeiro”. No quadro em baixo apresentamos os cabeças de lista (já oficializados) a todos os órgãos autárquicos do concelho.
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