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Edição de 31-03-2021
Jornal Online

SECÇÃO: Opinião


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VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (36)

Desconfinamento, Mulheres, Jovens, Eleições

Dirigir associativamente em tempo de pandemia, ou como vamos ficar após este período da nossa vida em sociedade, não sabemos. Ninguém sabe.

Uma das coisas para que esta situação nos alertou foi a de não podermos esperar milagre algum que venha resolver com uma varinha mágica, qualquer alteração significativa, resolvendo-nos os problemas do antes e do pós-pandemia, se, não atuarmos nós, metendo mãos à obra para que se avance ao encontro de medidas que correspondam às necessidades associativas.

É certo que à medida que vamos conversando aqui e acolá acerca da preparação do futuro, de como estamos a encarar a preparação do futuro pós-pandemia, se vai alimentando a ideia de que havemos de conseguir dar a volta.

Apesar do sentimento de alguma impotência pela falta de dinheiro que já se faz sentir, pela da falta de ajudas e de apoios centrais, e de outras coisas, acorre-nos a necessidade de recorrer àquela pergunta introspetiva, do que fazer? Esta questão vai impondo na cabeça dos nossos dirigentes, muitas incertezas.

Tantas incertezas, como tantas vontades em as resolver.

E é nessa conjugação de imagens que, e apesar de tudo, nos impõe a evidência e a necessidade de darmos sequência positiva à vida associativa, encontrando meios e formas de o fazer.

E se a pandemia marca o nosso ritmo, é importante, também, estarmos atentos às alterações esperadas pelo desconfinamento para a abertura das instalações das coletividades, salvaguardando com os cuidados necessários as medidas preventivas quanto à saúde de todos os associados e suas famílias.

Para tal, é fundamental que se preste novamente atenção ao “Código de Conduta”, que, a seu tempo, se tornou tão importante como medida de orientação para todos, assumida entre a Confederação Portuguesa das Coletividades e a DGS - Direção Geral de Saúde.

Mulheres e Jovens

Há dias, num dos debates realizados pelo “Associativismo vai dar a volta a Portugal”, a professora Teresa Medina, da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, brindou-nos com um exemplo concreto da sua responsabilidade de académica, abordando a questão do desconhecimento de jovens no ensino superior, acerca do que é uma associação popular, do que fazem e o trabalho que desenvolvem os seus dirigentes voluntariamente, de como são investidos os lucros gerados através da sua aplicação nas necessidades da coletividade, e o espanto como entendiam, descobriam, tal realidade associativa.

E estranhamente, muitos deles até utilizavam outras coletividades, enquanto praticantes de várias disciplinas, sem se aperceberem, de quem as dirigiam, e de como eram geridas.

A 21 deste mês de março, ao participarmos no aniversário de uma Coletividade situada no Concelho de Gondomar, ACGITAR, com apenas 22 anos de existência e com uma boa maioria de jovens e muitas mulheres nos seus órgãos sociais, ficámos com a sensação de que o associativismo tem futuro.

Não, porque entenda que a paridade só seja justa quando exista igualdade, mas sim por entender que é neste equilibro de participação de homens e de mulheres que assenta a importância do envolvimento de todo e qualquer cidadão, na atividade cívica e social das suas comunidades.

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E este envolvimento pode ser entendido como um proveitoso caminho, quando o equilíbrio acontece dentro de cada coletividade, ou entre coletividades onde por outras razões de outros envolvimentos, existam mais homens, ou mais mulheres.

Onde as pessoas participem e se encontrem porque gostam, porque dão vida e sentido aos seus objetivos de crescimento social, descobrindo-os, e ou mesmo quando direcionam atividades através da aceitação mútua.

Não interessa se esta coletividade tem mais homens ou mais mulheres ou o seu contrário. Se os órgãos sociais têm a participação equilibrada ou não. O principal objetivo, deve obedecer ao princípio da responsabilização pela sua gestão, pela sua capacidade de organização, pelo sentido de colaboração, pela vontade de servir.

Mas é necessário, é fundamental que as portas não se fechem à participação de quem vier por bem. Que não se criem dificuldades por causa de cotas, que eliminem a presença de quem queira colaborar, participando na gestão de uma coletividade.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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Adelino Soares*

*Confederação Portuguesa

das Coletividades

 

 

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