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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 31-01-2019

    SECÇÃO: Crónicas


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    PASSEIOS DE BICICLETA À DESCOBERTA DO PORTUGAL REAL…

    “Sou o maior ladrão do Freixo”

    14 de junho de 2018

    “Estou-te a dizer, o homem vem do Porto. Do Porto? Naquela bicicleta? És sempre o mesmo.

    Instalou-se a discussão em Vimioso. Desci de Rio de Onor pela N308 e depois pela N218 até Vimioso. Para lá chegar, desde a passagem do rio Maçãs, tive uma subida até à cidade simplesmente terrífica. Parei junto de umas cerejeiras. As cerejas eram pequenas e amargas, mas pelo menos fariam-me passar a sede. Os bidões esgotados e o estômago a chocalhar de tanta água. “Coma à vontade e daquela ali, são bem melhores”. Só depois de o ouvir é que reparei que tinha companhia. Desculpe, mas venho com tanta sede, que tomei esta liberdade, mas às outras não. Teria que pedir autorização. “Coma à vontade, que ninguém lhe faz mal.Só se andar por aí o maluco do meu primo”. Pronto. Tem que haver sempre um tolo. Aproveitando-me da companhia, fiquei com uma barrigada de cerejas. No tasco pedi umas sandes e um sumol. O homem desculpou-se.“Sandes amigo é que não tenho,o que tenho é este bolo de massa doce”. Quando quis pagar disse-me “Não é nada, faça uma boa viagem”. Ofereça-me só o café, o resto faço questão de pagar. Assim foi.

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    Sigo para Miranda do Douro e por lá fico um dia. Vejo o Portugal-Espanha. Por ali ouvimos mais espanhol que português/mirandês. Encontrei um Americano do Michigan, que andava a percorrer Portugal desde abril, também de bike. Mal me viu no parque de campismo veio ter comigo. Falas Inglês? Alguma coisa. Mas não tanto para se ter uma conversa fluente. Com algumas palavras de Inglês, outras em Francês e a mais dominante a fala gestual, lá nos fomos entendendo. Ofereci-lhe de jantar, que tinha ido buscar a um restaurante. Olha para mim, e sai apressado na bicicleta. Sorri. O tipo de certeza que não percebeu que o tinha convidado. Dez minutos volvidos, aparece todo sorridente com uma garrafa de vinho em cada mão. Durante o jantar sorri e vi-me “grego” para lhe explicar o “desenrasca” tão típico do português. Perante a explicação pormenorizada da sua viagem lembrei-me da opinião de um especialista holandês em armas medievais e grande entusiasta da nossa história. “O povo português é único no mundo. Os portugueses nunca têm pressa para nada. É vê-los entrar numa rotunda de qualquer maneira sem ligarem a prioridades e depois de lá estarem lá se safam. Se o para-choques cair, um qualquer Europeu chama o reboque e aguarda pelo mesmo, não seguindo viagem. O português encosta o carro e começa à procura na berma da estrada de algum coisa, tudo lhe servirá para prender o para-choques e seguir viagem. Assim estava a ser a minha viagem. Sem grandes esquemas. Era bicicleta na estrada e toca a andar.

    (...)

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    Por: Manuel Fernandes

     

     

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