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    Arquivo: Edição de 20-09-2013

    SECÇÃO: História


    EFEMÉRIDES DE ERMESINDE - SETEMBRO

    Compositor Duarte Lobo

    O COMPOSITOR DUARTE LOBO E UM PORMENOR DA RUA EM ERMESINDE COM O SEU NOME
    O COMPOSITOR DUARTE LOBO E UM PORMENOR DA RUA EM ERMESINDE COM O SEU NOME
    Na toponímia ermesindense evocam-se alguns nomes ligados à produção musical portuguesa. Está neste caso, precisamente, Duarte Lobo, um dos maiores músicos portugueses de todos os tempos que, no dia 24 de setembro, completa 367 anos sobre a sua morte.

    Embora não existam muitos dados disponíveis sobre a sua vida, havendo logo muitas dúvidas acerca do seu lugar de nascimento, pensa-se, no entanto, que terá nascido em Alcáçovas (Viana do Alentejo) ou em Lisboa, no ano de 1565 mas, pela sua obra, tem-se a certeza de que foi um dos maiores compositores portugueses de todos os tempos. Embora tenha vivido no período em que já se começava a desenvolver o barroco, a sua obra inclui-se claramente no movimento estilístico da Renascença.

    As suas obras tiveram tanto mérito já na altura em que foram produzidas que foram editadas em Antuérpia. É preciso dizer, que devido à sua qualidade andou sempre próximo da corte real, tendo sido protegido, já em adulto, pelo Cardeal Rei D. Henrique. Normalmente assinava o seu nome em latim, Eduardus Lupus, e a sua obra acompanhou um pouco a estadia da Corte, tanto em Évora como em Lisboa, tendo sido mestre de Coro, de Capela (em Évora e em Lisboa) e Professor (ensinou música, em Lisboa, no Colégio do Claustro da Sé).

    Duarte Lobo, considerado por muitos como o maior polifonista de todos os tempos – ainda hoje se reconhece uma grande perfeição e qualidade no que fez – faleceu há 367 anos (1646) com 81 anos.

    Existem atualmente, em Évora, Lisboa, Coimbra, Vila Viçosa, Valladolid, Sevilha, Munique e Viena exemplares de quase tudo o que dele foi editado em Antuérpia; e o Museu Britânico possui um grande número de manuscritos com obras de Duarte Lobo, nomeadamente Missas e Motetos.Officium Defunctorum (1603); Opuscula: Natatitae noctis responsoria; Missa; Beata Maria virginis antiphonae, Eiusdem virginis salve, Choris (Antuérpia, 1605); Liber processionum et stationum ecclesiae olyssiponensis (Lisboa, 1607); Liber Missarum (Antuérpia, 1621); Liber H. Missarum (Antuérpia, 1589). Subsidiado pelo Instituto de Alta Cultura saiu, em 1945,um volume de composição polifónica de Duarte Lobo.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

     

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