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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 31-05-2013

    SECÇÃO: Destaque


    GRANDE ENTREVISTA

    Tavares Queijo - Espero ganhar a Junta de Freguesia de Ermesinde... com maioria absoluta

    Membro destacado da vida pública ermesindense, dirigente do Centro Social de Ermesinde e dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, militante local na primeira linha dos socialistas de Ermesinde, Tavares Queijo volta a ser apontado como o candidato do PS à Junta de Freguesia de Ermesinde. Mas desta vez, para ganhar, é essa a sua convicção.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    “A Voz de Ermesinde” (AVE) – Como aconteceu o seu envolvimento com a política e com o Partido Socialista?

    TQ – Logo a seguir ao 25 de Abril comecei a interessar-me pela atividade política e acabei por me filiar no PS. Não foi uma decisão imediata, porque ainda senti uma primeira indecisão entre o PSD e o PS. Ambos eram social-democratas e segui sempre com muito respeito a atuação do Dr. Francisco Sá Carneiro. Mas também era, já nessa altura, amigo do Dr. Afonso Lobão e acabei por aceitar o seu convite para aderir ao Partido Socialista.

    Fi-lo e mantive-me sempre com inteira consciência e liberdade, sempre fiel ao meu ideário social-democrata.

    Não quer dizer que, em várias vezes, não estivesse em desacordo com alguns aspetos da linha oficial do partido.

    AVE – Já se confrontou com algumas situações em que esteve claramente em desacordo com essa linha oficial?

    TQ – Sim, nalgumas intervenções que fiz a nível do partido defendi que a posição do partido não era a mais correta, por exemplo a nível das leis laborais. Acho que muitas vezes o partido afasta-se um bocadinho da linha da social-democracia.

    Uma empresa é constituída não só pelos empresários, mas também pelos trabalhadores e eu entendo que os lucros devem ser repartidos por ambas as partes. Os trabalhadores também são um capital ativo das empresas. E devem todos rumar para o mesmo lado.

    Outra questão, outro exemplo, relativamente à qual tenho as minhas ideias próprias é quanto à reforma da segurança social, relativamente à qual, como as coisas hoje estão, não se prevê a sustentabilidade.

    Mas há aqui um grande erro que está a ser cometido. Hoje em dia quem fatura milhões são as empresas que recorrem a tecnologia intensiva, não aquelas que têm um maior número de trabalhadores. Mas são estas quem mais contribuem para a segurança social. Ora há que arranjar aqui uma situação em que as empresas que empreguem um maior número de trabalhadores possam por isso ser mais financiadas.

    Mas, pelo contrário, as empresas de alta tecnologia é que conseguem os maiores incentivos fiscais, sem depois darem a contrapartida que lhes seria exigível.

    AVE – Porque se candidata? Tendo sido derrotado há quatro anos atrás, pensa que terá hoje outras condições para vencer as eleições?

    TQ – A situação de há quatro anos atrás era completamente diferente e anormal. Com a então recente criação da Coragem de Mudar o Partido Socialista em Valongo estava de momento muito fragilizado, e em Ermesinde, além do mais, houve a candidatura, pela Coragem de Mudar, do Jorge Videira, um antigo presidente de Junta socialista. O eleitorado do PS ficou então um bocado dividido.

    É de notar que o atual presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde foi o presidente de Junta eleito com menos votos.

    Por isso a situação é hoje completamente diferente. Espero ganhar... e com uma maioria absoluta., para poder ajudar a mudar a vida da população de Ermesinde.

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    AVE – Mas mudar o quê? No geral as políticas da Junta atual têm tido o apoio do PS. O próprio presidente da Junta, Dr. Luís Ramalho, referiu, em entrevista a “A Voz de Ermesinde” que tinha dificuldade em demarcar-se de si, que sempre tem com ele colaborado.

    TQ – É um facto que muito do trabalho da Junta atual também tem tido a marca do PS.

    Mas há muita coisa a melhorar. Sobretudo na área social, que é onde mais quero atuar.

    Há fome em Ermesinde!

    Há que trazer para o terreno as assistentes sociais, só assim o Gabinete de Ação Social pode ser mais ativo e com capacidade para intervir.

    AVE – Além da questão social, quais entende serem hoje os maiores problemas de Ermesinde?

    TQ – A cidade está adormecida, Ermesinde não tem vida. Eu quero pôr a cidade a mexer e para isso conto muito com as associações culturais – a Associação Académica e outras, quero dinamizar a cidade, organizar concertos, ações de rua...

    Um outro dossier entre os que mais preocupavam a cidade de Ermesinde era a poluição do rio Leça, essa está hoje mais ou menos resolvida, o Leça está despoluído a 80%, mas preocupa-me a existência de alguns esgotos que ainda vão parar ao Leça.

    Há aqui uma responsabilidade indireta da Junta, que deverá pressionar naquilo que puder a Câmara e a Veolia.

    E ainda subsistem os cheiros nauseabundos na ETAR.

    AVE – Estando os problemas na área da saúde razoavelmente resolvidos em relação a outras freguesias, a acessibilidade e transportes continuam com muitos pontos fracos.

    TQ – Eu acho fundamental e prioritário concluir a ligação de 500 metros aos Montes da Costa que permitam aos autocarros o acesso ao bairro. Nos transportes este é um dos pontos de intervenção mais necessária.

    AVE – E quanto ao estrangulamento no acesso à cidade pela A4, concorda com a solução proposta pelo presidente da Câmara?

    TQ – Não conheço essa solução atual do presidente da Câmara, mas há quatro anos o PS, com o Dr. Afonso Lobão, apresentou uma proposta para uma melhor acessibilidade e a resolução desse problema de estrangulamento.

    AVE – É a segunda vez que refere o Dr. Afonso Lobão. Pensa que ele, nas atuais circunstâncias, poderia avançar com uma candidatura?

    TQ – Penso que não, o Dr. Afonso Lobão lá terá tido as suas razões para se afastar do PS, desiludido, mas estou convencido que, mais ano menos ano, acabará por voltar ao partido.

    AVE – Competindo às Juntas de Freguesia a gestão das escolas básicas, há algumas questões que entenda prioritárias?

    TQ – Como já referi, preocupa-me sobretudo a questão social. E será sempre nesse sentido que irei atuar.

    Acho muito positiva a atual cooperação entre as autarquias, as escolas e as IPSSs. Além das refeições a servir nas escolas, ao abrigo dos protocolos já acordados, quero que a Junta, através do seu Gabinete de Ação Social possa contribuir para fazer chegar às famílias um reforço das refeições.

    AVE – Mas como conseguir isso, se a Junta não tem meios próprios em condições, e a situação é de crise geral, incluindo na autarquia camarária?

    TQ – A Junta terá de fazer tudo para angariar recursos, por exemplo através do apoio dos comerciantes, mas apesar de tudo, também com o apoio da própria Câmara. Nem sempre é preciso muito dinheiro, por vezes o que é mais preciso é saber reorganizar serviços e estabelecer laços de cooperação.

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    AVE – Já que fala em reorganização de serviços, o que pensa da atual reorganização administrativa, com a fusão e extinção de freguesias?

    TQ – Acho que foi um disparate, que fez diminuir ainda mais os serviços de proximidade às populações.

    AVE – E tem solução?

    TQ – Os atuais dirigentes do PS já disseram que a ser Governo o PS não iria deixar as coisas como estão. A reorganização que foi feita não traz quaisquer vantagens. Mas se quisessem eliminar freguesias, então podiam eliminar tantas freguesias quantos os municípios que existem, porque não faz sentido existir uma Junta de Freguesia onde existe um Município. Deste modo eliminavam-se logo trezentas e tal freguesias.

    AVE – Defende essa solução?

    TQ – Defendo! Em alguns concelhos isso chega a ser ridículo, porque alguns municípios do interior são tão pequenos que existir Câmara e Junta não faz mesmo qualquer sentido. Assim eliminavam estas freguesias e resolviam o corte que queriam fazer. Nas outras há que conversar com as populações, porque muitas vezes a dimensão pode ser pequena mas os problemas podem ser muito grandes e portanto fazer esta reorganização lá a partir do gabinete de Lisboa não é muito curial.

    AVE – E quanto aos concelhos, acha que há margem para muitas fusões?

    TQ – Sim sim! Muitas não direi, mas há alguns concelhos que podem ser fundidos uns nos outros. Se isto fosse o maior problema do País!... E se formos ver, isto, se calhar, em vez de trazer poupanças, vai trazer custos. Isto porquê? Não sei se isto vai acontecer, mas dou-lhe um exemplo, aqui em Campo e Sobrado. Cada qual tinha uma dimensão pequena, mas agora, com a fusão, terão uma dimensão maior, já irá haver mais membros na Junta de Freguesia, se calhar o presidente já vai poder auferir uma verba maior do que até agora recebia. Isto é, se calhar, em vez de reduzirem, ainda vão ter mais custos. Mas digo isto sem eu ter aprofundado muito...

    AVE – Em termos daquilo que será, depois, a composição da Assembleia de Freguesia de Ermesinde, se for eleito com maioria absoluta, qual será o seu relacionamento com a oposição?

    TQ – Mesmo tendo maioria absoluta, para mim a oposição conta, porque eu acho que as opiniões são todas válidas e, por isso, eu terei com a oposição, o maior relacionamento e nada me repugna poder fazer também alguns acordos pontuais, mesmo tendo maioria absoluta. Sou contra as ditaduras e o quero, posso e mando. E por isso estarei sempre a ouvir e mesmo a atuar de acordo com os conselhos da oposição, se ele forem bons, porque não tomá-los como meus?!

    AVE – Além de dirigente numa IPSS, o Centro Social de Ermesinde, é também dirigente associativo nos Bombeiros. Neste trabalho de proteção civil e auxílio às pessoas, entende que há alguma coisa em que a Junta possa vir a intervir?

    TQ – Embora na Junta por agora ainda não tenha poderes executivos, entendo que ela deve ser um parceiro privilegiado destas instituições, e portanto, estarei disponível para ouvir sempre as associações, para tentar com elas encontrar as melhores soluções para os seus problemas. É evidente que muitos dos problemas das associações, hoje, passam pela parte financeira, que não será muito fácil de resolver, mas penso que poderemos encontrar pontos de convergência que poderão ajudar à resolução dos problemas.

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    AVE – Isto não dependerá, evidentemente, da Junta, mas um último tema que gostava de abordar consigo é o do Desporto em Ermesinde e, sobretudo a situação difícil porque passam as duas principais instituições desportivas na cidade. O que é que a Junta pode fazer no sentido de apoiar o CPN, o Ermesinde SC e outras coletividades?

    TQ – É evidente que hoje em dia, a situação das associações desportivas e, nomeadamente das associações desportivas já com alguma dimensão, é problemática. O Ermesinde SC tem um problema do estádio, tanto quanto eu sei, à beira da resolução pelo atual presidente da Câmara ou por quem vier a ser eleito, através de uma negociação que foi feita com o proprietário do terreno para que o Estádio de Sonhos venha a ser propriedade da Câmara. Se isto vier a ser concretizado, como espero, o Ermesinde tem uma parte do seu problema resolvido. Depois, eu tenho um conceito muito pessoal do Desporto. Eu acho que o desporto deve ser feito para massas e não para elites, e por isso o Ermesinde SC deve-se dedicar ao desporto de massas, evidentemente sem com isso descurar a sua equipa que espero se possa manter na Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto. Mas essencialmente deve apostar no desporto de massas e nas camadas jovens, porque o futuro está aí e o dinheiro não abunda. Hoje as pessoas não têm dinheiro para as suas necessidades básicas e, por isso, também não têm dinheiro para o futebol ou outras modalidades semiprofissionais. Ermesinde terá que apostar nessa vertente. Eu apoiarei o desporto jovem e de massas e não o gastar dinheiro em atletas para o desporto semiprofissional.

    Em relação ao CPN, que é uma instituição que efetivamente é uma marca de Ermesinde, eu acho que, com a ajuda do município, porque aí a Junta apenas poderá dar uma força moral, penso que vai recuperar e voltar a ser uma instituição que orgulhe os ermesindenses.

    AVE – Deixo-lhe uma palavra final...

    TQ – Eu só queria dizer o seguinte: como candidato à presidência da Junta de Freguesia de Ermesinde, não prometo nada à população, não gosto de fazer promessas. A única é que serei um presidente para todos os ermesindenses, que a minha ação principal será na área social, o meu gabinete estará aberto a toda a hora e a todo o momento para receber os munícipes e tentar com eles resolver os seus problemas, esta é a minha mensagem para os ermesindenses. Se entenderem que eu sou a pessoa que merece estar nos próximos anos à frente da Junta... Se entenderem que não, paciência, o mundo não cai!“.

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    (APRESENTAÇÃO DO CANDIDATO)

    Por Ermesinde, Mais e Melhor

    Tavares Queijo, 63 anos de idade, transmontano de nascimento, ermesindense do coração, cidade onde vivo há 60 anos. Fui técnico superior da Segurança Social. Fundei e dirigi a Casa do Pessoal do Centro Regional da Segurança Social do Porto. Fui dirigente da Federação das Casas de Pessoal de Saúde e da Segurança Social. Pertenço aos corpos sociais de várias instituições de Ermesinde, destacando-se os Bombeiros Voluntários de Ermesinde, o Centro Social de Ermesinde, Ermesinde Cidade Aberta e a Associação Desportiva e Recreativa da Gandra. Militante do Partido Socialista.

    Em conclusão, um percurso de solidariedade.

    E de solidariedade se fará o meu mandato.

    Por iniciativa dos membros do Partido Socialista eleitos para o executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde, criou-se o Fundo de Emergência Social no valor de 25 000 euros, com o qual apoiámos os mais carenciados da cidade. Como partido da oposição não nos foi possível fazer mais.

    Como presidente da Junta de Freguesia farei mais e melhor. Reforçarei o Gabinete de Ação Social para mais rapidamente identificarmos os problemas que socialmente afligem a população, ao mesmo tempo que estabelecerei parcerias com instituições e associações de cariz social, para criarmos uma frente ampla de modo a tornar mais eficaz a resolução das carências sociais que tanto nos afligem.

    Terei o meu gabinete de presidente sempre aberto para receber os ermesindenses e com eles resolver os seus problemas.

    Tudo farei para tornar Ermesinde uma cidade mais solidária para com aqueles que sofrem, para com aqueles que precisam de uma palavra, de um gesto, de uma ajuda para voltarem a sorrir.

    Através das redes sociais peço-vos que comigo colaborem para oportunamente apresentar o programa da minha candidatura.

    Prometo-vos trabalho, para convosco, por Ermesinde, fazer Mais e Melhor.

    Email: tavaresqueijo2013@gmail.com

    Site: www.tavaresqueijo2013.com

    Facebook: https://www.facebook.com/tavares.queijo

    Por: LC

     

     

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