Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 20-07-2022
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 15-11-2008

    SECÇÃO: Editorial


    foto

    Certezas, quem as tem?

    Realizou-se no passado dia 7 de Novembro um Seminário sobre o futuro da imprensa regional. Foi um momento rico de posicionamentos diversos, onde responsáveis de jornais, jornalistas ou simples leitores, puderam exprimir as suas ideias, relatar as suas experiências, equacionar as suas preocupações.

    Vive-se um momento de muitas incertezas, em que todos sentem que já foram apanhados pelo turbilhão dos acontecimentos. Apontam-se muitos caminhos, mas ninguém pode afirmar: este é o caminho a percorrer.

    Para um pequeno jornal como “A Voz de Ermesinde” torna-se cada vez mais claro que no mundo actual ele terá obrigatoriamente que crescer ou poderá correr o risco de desaparecer.

    “A Voz de Ermesinde” tem-se vindo a afirmar junto de uma faixa etária cada vez mais jovem e com mais anos de escolaridade, obrigando-nos a ter que investir num maior profissionalismo, numa escolha cada vez mais criteriosa dos temas a abordar, e na forma como é feita.

    Nos jornais, como na vida, o aparecimento de novas tecnologias, o crescente interesse e adesão a tudo que é novo, os focos de interesse muito éfemeros e voláteis, exigem dos jornais respostas novas e rápidas, cujos custos a imprensa regional dificilmente aguentará.

    A própria noção de região e a sua situação no país cria necessidades e respostas muito diversas. Ermesinde situa-se na periferia da cidade do Porto, terá obrigatoriamente de alargar os seus horizontes às freguesias suas vizinhas, independentemente de pertencerem ou não ao mesmo Concelho.

    foto
    As relações de vizinhança física e cultural são, nesta perspectiva, independentes das divisões administrativas.

    Os interesses das pessoas passam por outros valores de relacionamento, escolas, clubes, associações e espectáculos que frequentam.

    Por vezes os problemas das terras dizem respeito a vários concelhos, quando fecha uma fábrica, quando se altera o percurso dum autocarro, se criam novos acessos a uma região. Esses problemas não dizem respeito apenas a uma localidade.

    Em cidades como Ermesinde, com uma população residente muito heterogénea, onde cada vez é maior o número de pessoas em movimento, será bom que, de futuro, os actuais residentes criem o hábito de ler “A Voz de Ermesinde” independentemente de residirem hoje aqui e amanhã noutro local. Hoje os jornais acompanham-nos para todo o lado.

    Não sabemos o que vão ser os jornais do futuro, no entanto ficou claro que os jornais fazem falta, muita falta, eles são parte integrante da cultura de uma região, eles são, na maioria dos casos, exemplos vivos da cultura local, eles registaram e divulgaram a história das suas terras, eles são, por vezes, os elos de ligação entre pessoas que vivem noutros países e pouco mais lêem ou dão a ler aos seus descendentes na sua língua materna, que as notícias da sua pátria.

    Uma imprensa de afectos, como foi dito, uma imprensa que trata os assuntos por tu.

    Esta imprensa de proximidade faz falta, por isso acredito que vá continuar. Como, não sei.

    Mas que vai ser diferente vai, e talvez mais diversificada em função das regiões.

    Por: Fernanda Lage

     

    Outras Notícias

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.