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Edição de 31-07-2017
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    Arquivo: Edição de 10-07-2008

    SECÇÃO: Especial


    XV FEIRA DO LIVRO DO CONCELHO DE VALONGO

    Um ano crítico para os livreiros mas com animação bem melhorada

    Com a recessão económica a fazer-se sentir, o mercado do livro é um dos que mais facilmente acusa o correr dos ventos. De facto, dos livreiros presentes na Feira do Livro do Concelho de Valongo, que decorre no Parque Urbano de Ermesinde desde o dia 4 e se prolonga até ao próximo dia 13 – embora ainda cedo para se fazer um balanço definitivo –, poucos são aqueles que até agora, a três dias do fim, podem traçar um quadro risonho da sua participação na feira, havendo, todavia, uma relativa unanimidade quanto às melhorias introduzidas pela organização relativamente à edição anterior. Quanto a este aspecto não verificámos razões de queixa. Quanto à questão comercial, o que melhor se vende é o livro técnico, a literatura de evasão – o ocultismo, por exemplo, está em alta, como que a implorar outros tempos – e alguma literatura infantil.

    Verdade seja dita, Julho acordou mal para esta feira, inaugurada à chuva pelo presidente da Câmara, Fernando Melo, e alguns escritores. A grande figura deste primeiro dia foi Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional), instituição associada à Agorarte num stand que era também partilhado pela Associação José Afonso e pela Afrontamento, que apresentou na Feira o segundo volume da sua trilogia contra a indiferença (“Gritos contra a Indiferença”, que sucede assim às anteriores “Viagens...”).

    Acompanharam ainda esta inauguração o ilustrador Onofre Varela, que realizou alguns desenhos de improviso sobre traços iniciados por pessoas do público e os escritores Helena Magalhães, Filipa Aranda, Adélia Pires Gamboa, Alexandre Parafita, Álvaro Magalhães e António Mota. Matilde Rosa Araújo, anunciada, não pôde estar presente por motivos pessoais.

    Um destacado grupo de teatro profissional transmontano – a Filandorra, excelentes actores! – animou também este dia.

    Mas se não foi a chuva foi o frio. O tempo esteve agreste neste Julho, que não aqueceu com a percussão do grupo valonguense Be-Dom no sábado, e também como aliás bem reconheceu a escritora Maria de Lurdes dos Anjos, presente no domingo a apresentar o seu livro “Nobre Povo, Tripeira Gente”.

    Segunda-feira, dia 7, no stand de “A Voz de Ermesinde”, teve lugar uma iniciativa quase de surpresa, com a presença dos escritores Sousa Dias e João Guerreiro Vaz, para uma sessão de autógrafos.

    Do resto do programa falaremos no próximo número, no qual daremos conta das iniciativas da segunda metade da Feira.

    Há, contudo, um balanço muito positivo que se pode fazer desde já, é que a animação em volta da Feira do Livro melhorou muito, relativamente a edições anteriores, e teve, finalmente, o livro como foco de atenção.

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    Mais uma vez o jornal “A Voz de Ermesinde”, –no seu importante ano do cinquentenário –, esteve presente na Feira do Livro do Concelho de Valongo, onde promoveu o jornal (recolheu novas assinaturas e se fez ponto de contacto para várias questões dos assinantes e dos leitores), promoveu a língua, organizando pequenos concursos de quadras (a maior parte recolhidas do notável poeta popular António Aleixo e da bela tradição minhota dos Lenços de Amor), e se fez ainda amiga e promotora do livro, representando no seu stand, mais uma vez, tal como no ano anterior, as editoras Antígona e & etc, e pela primeira vez este ano as editoras Letra Livre e Pé de Página, esta última aliás precisamente a editora dos escritores Sousa Dias e João Guerreiro Vaz.

    “A Voz de Ermesinde”, à semelhança dos outros stands presentes, recebeu no seu espaço, no dia da inauguração, a comitiva do presidente da Câmara, Fernando Melo, que entre outros, se encontrava acompanhado pela presidente da Assembleia Municipal, Sofia de Freitas, do presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Artur Pais, do presidente da Assembleia de Freguesia, Antonino Leite, dos escritores Fernando Nobre, Onofre Varela e, naturalmente da principal organizadora da Feira, Isaura Marinho, responsável da Biblioteca Municipal.

    OUTROS EVENTOS

    DA PRIMEIRA SEMANA

    No dia da inauguração teve ainda lugar um concerto pela Tuna da Universidade Católica Portuguesa do Porto, que decorreu na sala de espectáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, para onde também tinha sido transferida a apresentação do livro de Fernando Nobre, devido às condições climáticas inóspitas.

    No terceiro dia, a anteceder a apresentação do livro de Maria de Lurdes dos Anjos, assistiu-se a uma actuação do Orfeão de S. Mamede de Infesta (ligado à Academia de Música desta localidade) e, no final da intervenção da autora, alguns elementos do grupo Oficina das Letras da Ágorarte, Carlos José Faria, Álvaro Mendonça e Filomena Martins, além de Jorge Vieira, disseram poemas da autora, sempre com o Porto como tema.

    Na mesma noite em que, no stand de “A Voz de Ermesinde”, Sousa Dias e João Guerreiro Vaz tiveram a sua sessão de autógrafos, actuou o grupo de fados de Coimbra Aeminium.

    Na tarde desse mesmo dia realizou-se um espectáculo de magia dirigido ao público infantil, da autoria de Mário Daniel.

    Fernando Sardoeira Pinto apresentou, dia 8, “Dragão de Causas” e, no mesmo dia, actuou o palhaço malabarista Tonico, mas disso daremos conta em próximo número.

    Por: LC

     

     

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