Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 31-07-2019
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 30-04-2019

    SECÇÃO: Saúde


    foto
    UMA QUESTÃO DE SAÚDE

    Rastreio: o que é?

    A palavra “rastreio” surge habitualmente no nosso dia-a-dia, em contextos muito diversos. Na área da saúde, existe alguma confusão sobre que doenças devem ou não ser rastreadas e o porquê desta seleção. Para compreendermos melhor este tema é essencial, em primeiro lugar, saber o que é um rastreio, qual o seu objetivo e quais as suas condições.

    O QUE É UM RASTREIO?

    Rastreio em saúde pode ser definido como um processo que utiliza testes em larga escala para identificar a presença de doenças em pessoas aparentemente saudáveis.1

    QUE TIPOS DE RASTREIO EXISTEM?(1,3)

    • Rastreio em massa: envolve toda a população;

    • Rastreio em alvo: inclui um grupo seletivo de indivíduos que esteve sujeito a uma determinada exposição ou com alto risco para uma doença;

    • Rastreio oportunístico: rastreio individualizado, decidido pelo médico em cada consulta.

    foto

    QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE UM RASTREIO?(1-3)

    Para um rastreio ser implementado há uma série de condicionantes que têm de ser tidas em conta.

    Por um lado, a doença a rastrear deve ser uma doença grave (caso não seja identificada precocemente) e que atinja um elevado número de pessoas, de forma a justificar a realização do mesmo. É também essencial que a sua progressão seja bem conhecida e que tenha um período longo sem sintomas, de modo a ser possível detetar e intervir antes da doença evoluir. Por fim, tem de existir um tratamento para a doença, caso contrário, a sua identificação não tem propósito.

    Por outro lado, o exame utilizado para rastreio deve conseguir detetar a doença quando esta está presente (sensível), mas ser negativo quando tal não acontece (específico). Para poder ser utilizado num grande número de indivíduos tem de ser um exame económico, pouco invasivo, possível de executar da mesma forma em toda a gente (reprodutível) e com resultados fiáveis. Por sua vez, o tratamento existente, caso o rastreio seja positivo, deve estar facilmente disponível a todos aqueles que necessitem.

    Assim, é possível compreender o porquê de algumas doenças não serem incluídas nos rastreios populacionais implementados em Portugal.

    Que rastreios existem em Portugal?

    A nível nacional estão disponíveis os seguintes rastreios(2):

    - Rastreio do cancro do colo do útero;

    - Rastreio do cancro da mama;

    - Rastreio do cancro do cólon e reto;

    - Rastreio de saúde visual infantil;

    - Rastreio da retinopatia diabética.

    De salientar que existem algumas diferenças consoante a região do país, pelo que iremos saber um pouco mais sobre cada um destes rastreios na próxima edição!

    Referências bibliográficas

    1- R. Bonita; R. Beaglehole; T. Kjellström. Epidemiologia Básica. 2ª edição. WHO, 2010.

    2- Departamento de estudo e planeamento ARS do Norte. “Programas de rastreio da região Norte”. 18 de fevereiro de 2009.

    3- J. M. G. Wilson & G. Jungner. “Principles and practice of screening for disease”. WHO, 1968.

    Por: Telma Lopes*

    *Médica Interna de Medicina Geral e Familiar

     

    Outras Notícias

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.