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Edição de 31-10-2018
Jornal Online

SECÇÃO: Cultura


Grandioso fim-de-semana de teatro amador com o cunho da Associação Académica e Cultural de Ermesinde

Outubro foi um mês em que o teatro foi, sem dúvida, o “cabeça de cartaz” na agenda cultural da nossa cidade. Além da Mostra Internacional de Teatro – evento do qual damos conta nestas páginas – a nossa cidade serviu (ainda) de palco para mais um Grande Fim-de-Semana de Teatro organizado pela Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE), evento que teve lugar no Fórum Cultural nos dias 5, 6 e 7 de outubro. Presentes estiveram três companhias de teatro amador, nomeadamente a Associação Vai Avante (Gondomar), a Associação Club Jazz de Baltar (Paredes) e o grupo Casca de Nós (da AACE), que em palco evidenciaram não só a arte de (bem) representar mas, sobretudo, a paixão que os seus atores e atrizes nutrem pelo teatro.

Em seguida, apresentamos um resumo das três peças – “Do Céu caiu um Anjinho”; “Como a Comida Quer ao Sal”, e, “Com Garrett no Coração – Um Musical no Convento” – que integraram a edição de 2018 do Grande Fim-de-semana de Teatro da AACE.

Fotos ARMINDO FERREIRA
Fotos ARMINDO FERREIRA
A COMÉDIA ROMÂNTICA PROTAGONIZADA POR UM ANJINHO CAÍDO DO CÉU

A primeira noite deste evento teatral foi marcada pela representação da peça “Do Céu caiu um Anjinho” da autoria de Fernando Gomes e com encenação de Mário Sá e levada à cena pela Associação Vai Avante (Gondomar). A peça conta a história de um pai viúvo, o senhor Lopes, que pretende casar a sua filha à força para poder ficar junto da sua amante! Esta comédia romântica começa com um jantar meramente informal entre o senhor Lopes e o padre da paróquia. Durante o desenvolvimento da conversa, o viúvo confessa capítulos marcantes da sua vida, como por exemplo, o facto de a sua anterior e legítima mulher ser muito rigorosa ao ponto de chegar a agredi-lo, ou ainda, as escapadinhas que deu ao longo do seu matrimónio. Até que por fim confessa que está apaixonado e que quer viver com a sua (nova) amada. Para que este plano resulte na perfeição, o senhor Lopes suborna o padre e pede-lhe para ele arranjar um marido para a sua filha, e assim poder ser feliz com a sua amante que na verdade é… prostituta. Assim, e para enganar a sua filha e poder finalmente casá-la com o ajudante da igreja, “Arturzinho”, ou “pascácio” como também é apelidado, o senhor Lopes apresenta a sua querida amada como empregada doméstica.

Mas, nem tudo corre como o esperado e várias peripécias e revelações acontecem durante o jantar e tudo vai pelo cano abaixo! Uma paródia tipicamente portuguesa muito bem “transposta” para o palco pela mão das seis personagens que animaram esta primeira noite do Grande Fim-de-semana de Teatro.

Por: Diogo Moreira

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AMOR E GRATIDÃO VERSUS GANÂNCIA, INVEJA E ABANDONO!

Na noite de 6 de outubro foi a vez da Associação Club Jazz de Baltar (Paredes) subir ao palco para dar vida à peça “Como a Comida Quer ao Sal”. Tratou-se de uma encenação que nasce a partir de “Leandro, O Rei da Helíria”, de Alice Vieira, que por sua vez é uma adaptação do clássico de William Shakespeare “Rei Lear”. Uma história com momentos de humor, que mostrou valores como o amor e a gratidão, mas também o oposto, como a ganância, inveja e abandono!

Por: Albertina Leitão

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ESPÍRITO DE ALMEIDA GARRETT PAIROU SOBRE O PALCO DO FÓRUM CULTURAL

O “último ato” desta edição do Grande Fim-de-Semana de Teatro ficou a cargo do grupo anfitrião, isto é, o Casca de Nós, que levou a palco “Com Garret no Coração – Um Musical no Convento”, uma obra de autoria de Fernando Gomes e encenada por Mário Sá. Na verdade, tratou-se de uma reposição, já que nunca é demais recordar que esta peça foi exibida na mais recente edição da Mostra de Teatro Amador (MTA) do Concelho de Valongo. E com bastante sucesso, relembre-se, já que no âmbito da MTA 2018 levou para casa os prémios de “Melhor Espetáculo” e “Melhor Luminotecnia”. Nesta comédia musical foi criada uma sátira em que umas “irmãzinhas” resolvem organizar um sarau no Convento das Madalenas Calçadas, em torno de Garrett. A peça informa o espectador sobre a obra do criador do Teatro Nacional Dona Maria II e autor de prosas, como “As Viagens na Minha Terra”, e de poesia como “Folhas Caídas”, bem como do drama “Frei Luís de Sousa”. Durante o decorrer desta comédia vão sendo apresentados inúmeros factos da vida e obra de Almeida Garrett, com especiais e divertidas alusões a trechos da obra “Frei Luís de Sousa”. Os irmãos Sol e Lua juntamente com a madre Ribalta e as irmãs: Suplício, Benilde, Tragédia, Sensibilidade e La-Salete compõem as personagens de uma peça que não é mais do que (justa) homenagem ao autor. E assim caiu o pano sobre um fim-de-semana cultural, com pedagogia à mistura com muita diversão.

Por: Diogo Moreira

 

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