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Edição de 30-06-2018
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    Arquivo: Edição de 28-02-2018

    SECÇÃO: Opinião


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    Tragédia ecológica no Rio Tejo

    Estou a escrever no dia 26 de janeiro, pelo menos dois dias depois de se conhecer a tragédia que atingiu o rio Tejo, com sinais de poluição que jamais se tinha visto em qualquer rio, riacho ou albufeira. Ao contrário, o que se tem assistido é a declarações políticas de que o assunto será objeto de análises e estudos para se saber as causas e os responsáveis pela situação.

    Todos sabemos que, quando os políticos são surpreendidos com algo que afeta a qualidade de vida das pessoas, é isso mesmo que anunciam nos meios de comunicação social: nomeação de uma qualquer comissão, o mais alargada possível de representantes de um sem número de entidades, encarregada de elaborar relatório em que identifiquem as causas, os responsáveis e as medidas a adotar no futuro para evitar idênticos desastres.

    Não é difícil perceber que por mais diligentes que sejam os "comissários" as suas conclusões demorarão muitas semanas ou largos meses e, entretanto, nada sendo feito para libertar as águas dos produtos que condenam a faina do leito, deveremos preparar-nos para assistir ao triste espetáculo de ver centenas ou milhares de peixes mortos e a atividade piscatória paralisada por largo tempo.

    Se a poluição que ocorre no Rio Tejo tivesse sido causada por uma qualquer embarcação que estivesse com problemas de navegação libertando combustível, já teriam sido tomadas medidas para cercar a mancha poluidora e adotadas medidas para extrair das águas o produto poluente, iniciativas que contribuiriam para atenuar os danos das espécies que habitam o Rio Tejo e as atividades económicas que dele se alimentam. Assim sendo, por que razão idênticas medidas não foram já tomadas, sem prejuízo de aguardarmos pelas conclusão dos peritos que estudarão as causas e consequências do acidente ecológico?

    Por: A. Alvaro de Sousa

     

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