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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 08-03-2012

    SECÇÃO: Educação


    A situação na Escola Secundária de Ermesinde

    Depois do anterior governo ter investido duzentos e muitos milhares de euros em projetos, estudos do solo e outras variantes necessárias para a requalificação sustentada, e após várias promessas feitas nos últimos três anos, à Secundaria de Ermesinde, foram chegando notícias que o início das obras estaria para muito breve.

    Des(esperando) pelo início das mesmas, a Direção deste estabelecimento de ensino, confrontada igualmente com graves problemas de racionalidade e otimização de meios e recursos, nas medidas das prioridades estabelecidas, foi aguardando “sine die” pelo já garantido investimento previsto e aceite pela tutela, ela própria colocando a Escola Secundária de Ermesinde na terceira fase de prioridades. Contudo e embora todos os indicadores apontassem para uma data prevista, e com o processo pronto meses antes da demissão do anterior Governo, assistimos ao encalhamento deste dossier, com as negativas consequências previsíveis que o congelamento da decisão acarreta.

    Na expetativa que o novo Governo mais não fizesse que, sobre as decisões já tomadas, viabilizasse os trabalhos de requalificação da Escola Secundária de Ermesinde, tal não aconteceria. A imediata suspensão de todos os processos em curso – independentemente do seu nível de prioridade – possibilitou, uma vez mais, adiar indefinidamente, a resolução de um problema cujo alcance da rutura das próprias instalações não será mais que a deterioração das mínimas condições de trabalho, ensino e educação para com toda a comunidade escolar.

    O avançado estado de degradação das suas instalações e a inexistência de espaços condignos, face às novas necessidades e que possam configurar uma melhor escola, deixam em profundo estado de abandono as desejadas melhorias que todas as partes envolvidas reconheceram ser efetivamente inadiáveis. Tendo em atenção a dimensão da própria escola e a sua longevidade, a legítima expetativa criada, toma forma mais consistente quando o próprio gabinete do Senhor Ministro da Educação, enviou à ESE, uma nota em que diz: «O Governo está ciente da necessidade e da importância de promover a requalificação e modernização do parque escolar; como tal, as orientações transmitidas à parque escolar, E.P.E., no sentido de suspender todas as intervenções que não estivessem abrangidas por contratos de empreitada em curso – e, como tal a suspensão da intervenção na ES de Ermesinde – deverão ser entendidas como temporárias e devidamente interpretadas no contexto das actuais dificuldades financeiras».

    Por outras palavras, refere este documento oficial que sem ovos não se fazem omeletes. Na legitimidade da conduta a que temos vindo a assistir nos últimos anos, acreditamos que a suspensão temporária mais não será que, em face das medidas de contensão de investimento público, uma suspensão definitiva e sem qualquer alternativa na desejável resolução deste problema.

    Tal circunstância é-nos reforçada pela interpretação das palavras do Senhor Secretario de Estado da Educação. Assim, ditam as determinações superiores que relativamente ao parque escolar, este é agora estabelecido num novo grupo de três fases. Deixa-se cair a requalificação e, no seu lugar, aparece a expressão manutenção, embora o nível de prioridade tenha mantido a Escola Secundária de Ermesinde na terceira fase.

    Face ao exposto e tendo em atenção a missão fundamental que consubstancia o papel e a ação da APESE - Associação de Pais da Escola Secundária de Ermesinde, esta solicitou em tempo, uma audiência ao Senhor Diretor Regional de Educação do Norte (embora não tendo respondido ao pedido), o Senhor Diretor Regional visitou efetivamente a nossa escola dia 13 passado, conforme lhe era sugerido no próprio pedido de audiência e cujo texto denota isso mesmo quando se diz que, de igual forma, aproveita a APESE a oportunidade de poder vir a contar, nas instalações da Escola Secundária de Ermesinde, com a grata presença da DREN e do seu diretor, que mostraram já o compromisso e a vontade em visitar este Estabelecimento de Ensino. A concretizar-se tal desejo, o mesmo seria interpretado pela comunidade escolar como sinal do real empenho da tutela na resolução da situação deveras preocupante e que, está na base da transferência maciça de um alargado grupo de alunos, para outras escolas fora mesmo do concelho. Da visita da referida entidade ressalta claramente que pouco daquilo que lhe foi dado visitar, o Senhor Director Regional, pouco ou nada se deixou contagiar pela sensibilidade dos seus seguidores nesta visita ou seja, a Direção da escola, o presidente do Conselho Geral e nós próprios, em nome da APESE. Continuamos a acreditar que as entidades governamentais não deixarão de olhar para uma das maiores escolas secundárias com terceiro ciclo do nosso País, como um meio ambiente a melhorar e aí em detrimento do acontecido em algumas outras, a Secundária de Ermesinde ficará bastante mais desfavorecida contrastando por isso mesmo; a escola tem quase trinta anos, há quase quatro que tem vindo a aguardar pelas promessas de requalificação, deixando cair uma manutenção indispensável mas que, dado o que sempre lhe foi prometido, não justificaria gastos maiores e agora, estamos também em crer que a modéstia do seu Diretor, no pedido de alguma verba exatamente para uma manutenção tão necessária como profunda que se impõe, será certamente muito pouca para acudir por exemplo tal como é apontado, a renovação de uma rede de águas e eletricidade, para não falar daquilo que para nós se nos afigura já bastante grave, como seja a parte de cobertura de toda a área coberta, rica em amianto e fibrocimento desgastado e envelhecido pelo uso temporal de quase trinta anos, bem como pré-fabricados a que carinhosamente se convencionou já chamar de “galinheiros”, com quase vinte anos de provisórios e onde alunos e professores continuam a trabalhar, para não falar das coberturas dos passadiços entre blocos e que em muitos deles, só é possível transitar de guarda chuva em punho (valha contudo o S. Pedro que nisso tem ajudado).

    O presidente da APESE

    João Arcângelo

     

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