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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-11-2009

    SECÇÃO: Editorial


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    Cada um vê o que quer

    Não adianta dizer que é branco quando se utilizam lentes coloridas onde o branco é muito relativo.

    A moda introduziu o hábito de usar óculos escuros em momentos difíceis da vida das pessoas, eu diria quando não conseguimos olhar olhos nos olhos. Outros usam filtros; políticos, religiosos, culturais, clubistas, preconceituosos, racistas, enfim se quiserem uma infinidade de lentes que deturpam o pensamento e a comunicação.

    As mesmas palavras podem ser lidas ou ouvidas de muitas formas e sentidos. É quase sempre possível inverter o sentido de um discurso em função do pensamento de cada um. Quando há mudanças, seja do que for, há sempre quem mude de óculos, passe a ver de outra forma em função das oportunidades…

    Faço parte da Direcção cessante do Centro Social de Ermesinde e tenho para mim que certamente todos os meus colegas de Direcção fizeram o melhor que lhes foi possível, atendendo aos diferentes contextos e às informações de momento, hoje alguns dirão que fariam de outro modo, talvez!... Como não uso óculos coloridos mas só aqueles a que o tempo me condicionou, focados na igualdade dos homens, na defesa do planeta, e na luta contra a exclusão social e cultural, é por eles que eu vejo o mundo. Foi a partir do tempo e da vivência desse tempo, orientada por valores como a defesa dos direitos humanos, a fraternidade e o respeito pela natureza, e acreditando na sinceridade dos outros, que decidi participar na Direcção do Centro Social. Independentemente de partidos, mas politicamente assumida e combativa, atenta às causas, dentro das minhas possibilidades, apoiei à minha maneira as iniciativas de solidariedade social e desenvolvimento cultural que fui encontrando na minha terra.

    Hoje, ao fim de dois mandatos na Direcção é altura de dar lugar a outros e é para esse acto eleitoral que aproveito para chamar a atenção dos sócios do Centro Social, no sentido de aparecerem às diferentes assembleias, ajudando-o a ultrapassar momentos difíceis, inteirando-se do trabalho desenvolvido, das dificuldades encontradas e ajudando a encontrar um futuro mais seguro, que só será possível com a ajuda de todos. Hoje sente--se uma maior adesão ao trabalho de voluntariado e é altura de o enquadrar e dinamizar no sentido da responsabilidade de todos e não só de uma Direcção. Penso que o Centro Social se tem mantido demasiado fechado, é preciso dar-lhe mais visibilidade, responsabilizando e agregando mais voluntários e criando novas tarefas que enriqueçam as diferentes valências deste Centro. Nestes últimos anos tem aumentado muito a população de aposentados que em muito poderiam ajudar esta instituição, não vejam nesta atitude qualquer papel paternalista, moralista ou tão pouco dar lições a ninguém, mas apenas o resultado de quem olha à sua volta e se interroga sobre o porquê de tão pouca participação dos sócios na instituição.

    Por: Fernanda Lage

     

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