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Edição de 31-03-2018
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10-04-2018 12:31
PCP defendeu (em Alfena) a eliminação das portagens na A28, A29 e A41/A42
A deputada do PCP eleita pelo Distrito do Porto, Diana Ferreira, defendeu ontem (dia 9 de abril) a eliminação das portagens na A28, A41/A42 e A29 na Área Metropolitana do Porto.

O Projeto de Resolução do PCP alusivo a esta matéria foi então divulgado pela referida deputada ao longo do dia de ontem em vários locais da região que são servidos por estas ex-SCUT's (vias rápidas e auto-estradas “sem custos para o utilizador”), sendo que no nosso concelho essa ação decorreu na Rotunda de Alfena (na entrada para a A41), tendo contado com a presença de vários elementos afetos à estrutura concelhia do PCP, entre outros Adelino Soares e Adriano Ribeiro.

Segundo a deputada comunista, este Projeto de Resolução apresentado pelo PCP na Assembleia da República e que visa então a eliminação das citadas portagens, irá ser discutido neste mês de abril na Comissão de Economia.

Em declarações à comunicação social, Diana Ferreira começou por lembrar que as portagens foram introduzidas num conjunto de estradas que antes não tinham custos para os utilizadores, as chamadas SCUT's, salientando que muitas ex-SCUT’s foram construídas sobre antigas estradas nacionais, precisamente com o pressuposto de que não iriam ter custos para quem as utilizasse. Porém, em 2010 foram introduzidos pórticos/portagens nestas vias, uma medida «que veio agravar as condições de vida de todos aqueles que, sem alternativas, circulam nestas vias estruturantes», referiu a deputada, para quem a introdução de portagens – e o consequente aumento de custos – nas ex-SCUT’s significou ainda um «retrocesso e teve impactos gravíssimos na economia e nas condições de vida das populações».

Diana Ferreira deu ainda um exemplo concreto no que concerne aos custos despendidos na utilização destas vias, ao referir que numa viagem entre Melres (Gondomar) e Alfena são gastos dois euros em portagem e cerca 60 cêntimos em pórticos, significando isso que «quem faça esta viagem duas vezes por dia, para se deslocar de casa ao trabalho e do trabalho a casa, tenha um gasto de 60 euros por mês. Isto significa para os trabalhadores que têm de se deslocar, um aumento de custos na sua mobilidade, de igual modo que para as micro, pequenas e médias empresas há um aumento de custos nas suas deslocações».

O PCP sublinha que a introdução de portagens nas ex- SCUT’s «tornou pior a mobilidade, aumentou as injustiças, fez disparar o encerramento de empresas e o desemprego, com consequências evidentes no agravamento da situação social, com o aumento da pobreza».

Os comunistas salientam ainda que são as concessionárias – que exploram estas vias – que ficam a ganhar com as portagens/pórticos. Diana Ferreira ressalvou que estas empresas privadas arrecadam todo o dinheiro das portagens, sendo que muitas vezes há o «agravante de o valor das multas dos pórticos atingirem valores absurdos, por eexemplo, um pórtico de 60 cêntimos passa muitas vezes para 200 ou 300 euros no caso de multa. Quem está a enriquecer com isto são as empresas concessionárias das autoestradas, o que para nós também nos parece um mau principio», disse a deputada, que terminou a sua declaração à comunicação social sublinhando, novamente, a ideia de que «é preciso eliminar esta injustiça, eliminar estes pórticos, retirar estes custos que existem nestas estradas».

Por:MB

 

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