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Edição de 30-04-2017
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12-04-2017 12:08
Bloco de Esquerda apresentou em Ermesinde os seus candidatos aos órgãos autárquicos do concelho
O Bloco de Esquerda (BE) apresentou no dia 8 de abril os seus candidatos do concelho de Valongo com vista às próximas eleições autárquicas. Nuno Monteiro, atual deputado do BE na Assembleia Municipal de Valongo (AMV), foi apresentado como o cabeça de lista à Câmara de Valongo, enquanto que Fernando Monteiro surge como o “número um” do partido à AMV. No âmbito das freguesias foi apresentada Carla Sousa, que encabeça a lista candidata à Assembleia de Freguesia de Ermesinde.

A cerimónia de apresentação dos três candidatos decorreu no auditório da Junta de Freguesia de Ermesinde, tendo contado com um grande número de militantes e simpatizantes dos bloquistas. Presentes estiveram ainda a eurodeputada do BE, Marisa Matias e o presidente do Grupo Parlamentar do BE na Assembleia da República, Pedro Filipe Soares.

Uma das intervenções mais aguardadas da tarde seria a de Nuno Monteiro, o candidato à autarquia valonguense, o qual começou por agradecer à comissão concelhia do partido a confiança nele depositada para ser o cabeça de lista à Câmara de Valongo. Frisaria posteriormente que vivemos num tempo de dúvidas, em que todos queremos que algo mude, mas que essa mudança não pode ser feita desistindo da política como tem sido opção de muitos cidadãos. «Desistir não é o caminho», referiu com o intuito de apelar a uma maior participação dos cidadãos nas escolhas de voto, acrescentando que «temos de ter assembleias e governos verdadeiramente representativos das escolhas dos cidadãos e não assembleias compostas pelas opções de pouco mais de metade da população». No seguimento desta opinião mostrou-se contra os executivos com maioria, sublinhando neste ponto que «temos assistido a municípios quase falidos, como é o caso de Valongo, devido a opções de gestão erradas normalmente tomadas por executivos com maioria, e todos nós bem sabemos o que a história recente nos tem ensinado dos resultados desastrosos das maiorias, quer a nível nacional quer a nível municipal».

Seguidamente recordou algumas das “batalhas” que o BE a nível do Município de Valongo tem travado ao longo deste mandato nos órgãos autárquicos em que está representado. Neste capítulo recordou, por exemplo, a luta contra o fecho das urgências do Hospital de Valongo.

Desvendou em seguida algumas das linhas do programa autárquico do BE para as próximas autárquicas. No campo dos transportes, e com o início de um novo tipo de gestão em que os Municípios terão uma palavra a dizer, defendeu a importância de reorganizar a rede de transportes e as suas linhas de forma a servir, por um lado, as zonas que já têm transporte público, mas sobretudo, permitir «que zonas como Sobrado e áreas de Campo tenham finalmente linhas de transporte público». Ao nível da saúde referiu que o BE irá lutar para que haja um Serviço de Atendimento Permanente no Centro de Saúde de Campo. No que concerne à juventude afirmou que o seu partido irá insistir na criação de uma verdadeira política de juventude, referindo neste ponto a necessidade de serem criados espaços dinamizadores e facilitadores dos jovens que entram no mercado de trabalho, sendo que neste campo «pouco mais temos do que uma Casa da Juventude num edifício diminuto», disse. «Contem comigo para lutar por um Município melhor, e eu conto convosco para fazer crescer ainda mais o BE», concluiu.

BLOCO QUER MAIS HABITAÇÃO SOCIAL

De regresso às listas do BE a nível autárquico está Fernando Monteiro, ele que já foi deputado municipal eleito por este partido noutros mandatos e que agora volta a encabeçar a lista do Bloco à AMV.
Lembrou que em Valongo o BE tem estado em todas as formas de luta e reivindicação pela melhoria da qualidade de vida desta terra. Nesse sentido anunciou que o partido vai continuar a exigir e lutar por mais habitação social, lembrando que atualmente no Concelho de Valongo existem mais de 1000 famílias em lista de espera para conseguir uma habitação. Sobre este tema frisou que o investimento municipal nesta área tem sido completamente nulo. As acessibilidades são outro problema que o Bloco quer continuar a debater no sentido de o resolver, recordando que Sobrado continua sem transportes públicos tal como outros pontos do concelho, como Lombelho, Balselhas ou Sampaio, sendo que na maior parte dos casos isto acontece em bairros sociais construídos na periferia das freguesias e longe do eixo central servido pelos STCP. Lançou uma crítica à «propalada política de transparência» que vem sendo anunciada pelo Executivo camarário, classificando esta como uma atitude eleitoralista e de promoção pessoal por parte do atual presidente da autarquia, José Manuel Ribeiro.

Carla Sousa volta a ser o rosto principal do Bloco à Assembleia de Freguesia de Ermesinde. Recorde-se que Carla Sousa é atualmente membro do Executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE) eleita pelo BE. No seu discurso a candidata recordou que ao longo do atual mandato o seu partido tem sido uma voz inconformada e insubmissa nos órgãos em que está representada ao nível da freguesia. Lembrou que o Bloco não se limitou a marcar presença nas sessões ordinárias, «contestamos, propusemos, demos contributos e sugestões. Fizemos eco das reivindicações que nos vão chegando em temas como a higiene e limpeza urbana, a degradação de equipamentos desportivos e de lazer, a qualidade de vias e passeios, o estado da urbanização, a ausência de mobiliário urbano, contestámos a forma como são atribuídos os subsídios às associações e coletividades, etc.». Temas como a limpeza do rio Leça, a implementação do orçamento participativo, a luta pela requalificação da Escola Secundária de Ermesinde estiveram igualmente na ordem do dia das reivindicações e luta do Bloco ao longo do mandato.

Sublinhando que o seu partido tem uma visão sistémica da nossa cidade lembrou que esta é a maior cidade do concelho, com cerca de 40.000 habitantes, que teve uma evolução positiva ao longo dos últimos 40 anos, mas onde há ainda muito a fazer, no sentido de deixar de ser um mero dormitório. «Queremos ter vida própria, queremos ser uma cidade viva, queremos contribuir para um futuro de qualidade». Nesse sentido o BE defende propostas como a recuperação e dinamização de espaços de convívio e de lazer; a implementação de mais espaços verdes; ações de limpeza e monitorização contínuas do rio Leça; a reconversão do mercado; maior apoio social; ou a preservação e recuperação do património natural e edificado.

Uma das presenças mais notadas nesta apresentação foi a da eurodeputada Marisa Matias. Na sua intervenção a bloquista criticou a gestão do PS na Câmara de Valongo ao referir que «uma autarquia que se diz socialista não pode ter mais de 1000 famílias à espera de habitação social», acrescentando que este é um dos exemplos pelo qual é necessário o BE se fazer representar no Executivo camarário e ser a voz que diga «que tal facto é uma vergonha e inaceitável em qualquer parte do Mundo». Assim como questões relacionadas com as áreas da saúde, dos transportes, da educação, que foram ali elencadas pelos candidatos do partido, e que representam para a eurodeputada prioridades essenciais para a qualidade de vida das pessoas. «Se todos estes problemas estão por resolver é porque os partidos que estão e que estiveram no poder em Valongo não têm respondido à sua missão base, que é responder às necessidades das pessoas». Reconheceria que o BE tem um longo caminho a percorrer no que diz respeito à sua representação nas autarquias, sublinhando que é preciso aumentar a representação do partido nos órgãos municipais, apelando por isso ao voto no Bloco de Esquerda.

 

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