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03-11-2009 12:49
Sessões de instalação da AMV e AF de Ermesinde
Coragem de Mudar assumiu liderança da oposição municipal
Henrique Campos Cunha (PP) é o novo presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Valongo, eleito na sessão de instalação daquele órgão que decorreu no dia 2 de Novembro, em dois passos, primeiro no Auditório António Macedo do Fórum Vallis Longus, onde decorreu a cerimónia de investidura, com a presença de Fernando Melo e da presidente da Mesa da Assembleia Municipal cessante, depois no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde decorreu esta votação.
A votação, que foi nominal, para cada um dos lugares da Mesa, presidente, primeiro-secretário e segundo-secretário, contou sempre com uma candidatura (derrotada) proposta pela associação Coragem de Mudar, que se opôs às candidaturas apresentadas pela aliança PS com a coligação PSD/PP.
Para dirigir os trabalhos foi constituída uma Mesa provisória, presidida pelo elemento da lista mais votada (Campos Cunha) e completada por mais um elemento de cada uma das duas listas mais votadas a seguir (Queijo Barbosa, PS) e Castro Neves (Coragem de Mudar).
Para o lugar mais alto, a presidência, o Grupo Municipal do PSD apresentou a candidatura de Henrique Campos Cunha, do PP, enquanto a Coragem de Mudar apresentou a candidatura de Castro Neves. O PS, para permitir a eleição de Campos Cunha, não apresentou candidatura própria.
Henrique Campos Cunha foi eleito com 14 votos, enquanto Castro Neves recolheu 7, e se verificaram 3 nulos e 8 brancos. “A Voz de Ermesinde” aponta como muito provável que a CDU tinha apoiado a candidatura de Castro Neves, tal como o terá feito em relação a cada um dos outros candidatos apresentados pela Coragem de Mudar. Por sua vez, o PS deve ter-se dividido por votos a favor (1) e votos brancos e nulos (10).
Por sua vez, a coligação PSD/PP não apresentou candidatura para o lugar de primeiro-secretário, tendo o PS apresentado Queijo Barbosa e a Coragem de Mudar Jorge do Aido. Queijo Barbosa foi eleito com 15 votos, contra 7 de Jorge do Aido. Verificaram-se 10 votos brancos. Neste caso, terá sido o Grupo Municipal do PSD a dividir-se em votos a favor do candidato socialista e votos brancos.
Finalmente para o lugar de segundo-secretário, a coligação PSD/PP apresentou Jerónimo Pereira, não tendo o PS apresentado candidato. A Coragem de Mudar apresentou Fernanda Pereira. Jerónimo Pereira foi eleito com 16 votos, tendo Fernanda Pereira recolhido 7. Campos Cunha anunciou 8 “brancos e nulos”, resultado que “A Voz de Ermesinde” estranha, quer porque os brancos e nulos foram apresentados em agregado, quer porque a soma só perfaz 31 membros eleitos.
O PS apresentou uma declaração prévia explicando que, há quatro anos, tendo vencido a eleição para a Assembleia Municipal, tinha apresentado candidato à presidência, mas agora, porque não a venceu, não apresentava candidatura senão ao lugar de primeiro-secretário.
O resultado prático mais evidente é a eleição de Campos Cunha, do PP, para a presidência da Mesa e o afastamento desta dos eleitos da Coragem de Mudar.
Raul Santos é o novo presidente
da Assembleia de Freguesia de Ermesinde
Tal como aconteceu na Assembleia Municipal e terá acontecido também em Sobrado, o entendimento PSD/PP e PS marcou a eleição dos restantes membros da Junta de Freguesia de Ermesinde a acompanhar o presidente e a eleição da Mesa da Assembleia de Freguesia.
Assim, foi apresentada uma proposta de Executivo pela coligação PSD/PP que incluía quatro elementos da coligação e três do PS, a saber: Luís Ramalho (já eleito, por voto directo), Romeu Maia, Teresa Raposo, Sónia Silva, eleitos pela coligação, e Esmeralda Carvalho, Américo Silva e Ana Luísa Calafate, eleitos pelo PS. Esta lista foi eleita com 12 votos a favor e 6 contra.
Sucederam-se algumas declarações sobre o processo e a votação, tendo Sónia Sousa lamentado com alguma tristeza que, pela primeira vez desde o 25 de Abril, e não por vontade própria, a CDU tivesse sido excluída da Junta de Freguesia de Ermesinde. «O PS optou por dar a maioria ao PSD. Não era isto que os ermesindenses queriam. O PS aliou-se à direita».
Tavares Queijo defendeu: «O PS é um partido responsável, que quis interpretar os resultados». E recordou: «Na Assembleia Municipal de há quatro anos uma força minoritária foi eleita para a presidência da Mesa. O PS não está a passar um cheque em branco».
Por sua vez Jorge Videira declarou que «a expressão do voto popular não está presente no Executivo». E corroborando das palavras da eleita da CDU apontou que a Coragem de Mudar saberá votar contra quando entender que as decisões não vão de encontro ao interesse dos ermesindenses.
Na sequência da eleição da Junta, os sete lugares em aberto na Assembleia de Freguesia foram preenchidos por Inês Nogueira, Júlio Vieira, Paulo Sousa e Isabel Martins (todos do PSD), e Manuel Costa, Diva Ribeiro e António Mota (todos do PS).
De seguida, PS e PSD/PP apresentaram uma lista única de candidatura para a Mesa da Assembleia de Freguesia de Ermesinde constituída por Raul Santos (presidente, PS), Armindo Ramalho (primeiro-secretário, PSD) e Paulo Sousa (segundo-secretário, PSD). A lista foi eleita com 13 votos a favor e 5 votos contra.
Usando da palavra no final, quando encerrou a sessão, Raul Santos apontou que espera nunca precisar de usar o seu voto de qualidade para apurar decisões, manifestou o desejo de colaboração entre os dois órgãos autárquicos da freguesia e lembrou a necessidade de discutir o mais brevemente possível o regimento da Assembleia.
Por:
LC